7 fotos, 7 monumentos do mundo com as cores francesas

A couple stands in the rain as the blue, white and red colours of France's national flag are projected onto the sails of Sydney's Opera House in Australia November 14, 2015 following the attacks in Paris.    REUTERS/Jason Reed

A couple stands in the rain as the blue, white and red colours of France’s national flag are projected onto the sails of Sydney’s Opera House in Australia November 14, 2015 following the attacks in Paris. REUTERS/Jason Reed

One World Trade Center is lit in the Blue, White and Red colors of the French flag in honor of the victims of the attacks in Paris, in the Manhattan borough of New York November 13, 2015. New York, Boston and other cities in the United States bolstered security on Friday night after deadly gun and bomb attacks on civilians in Paris, but law enforcement officials said the beefed-up police presence was precautionary rather than a response to any specific threats.    REUTERS/Carlo Allegri

One World Trade Center is lit in the Blue, White and Red colors of the French flag in honor of the victims of the attacks in Paris, in the Manhattan borough of New York November 13, 2015. New York, Boston and other cities in the United States bolstered security on Friday night after deadly gun and bomb attacks on civilians in Paris, but law enforcement officials said the beefed-up police presence was precautionary rather than a response to any specific threats. REUTERS/Carlo Allegri

The landmark CN Tower is lit blue, white and red in the colors of the French flag following Paris attacks, in Toronto November 13, 2015. Canadian Prime Minister Justin Trudeau said on Friday it was too soon to say whether the deadly attacks in Paris would prompt him to reconsider his pledge to withdraw Canada from airstrikes against Islamic State militants in the Middle East. REUTERS/Chris Helgren

The landmark CN Tower is lit blue, white and red in the colors of the French flag following Paris attacks, in Toronto November 13, 2015. Canadian Prime Minister Justin Trudeau said on Friday it was too soon to say whether the deadly attacks in Paris would prompt him to reconsider his pledge to withdraw Canada from airstrikes against Islamic State militants in the Middle East. REUTERS/Chris Helgren

San Francisco City Hall is lit up with blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in San Francisco, California November 13, 2015. REUTERS/Stephen Lam

San Francisco City Hall is lit up with blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in San Francisco, California November 13, 2015. REUTERS/Stephen Lam

The Senate building is lit up in blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in Mexico City, November 14, 2015. REUTERS/Tomas Bravo

The Senate building is lit up in blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in Mexico City, November 14, 2015. REUTERS/Tomas Bravo

Auckland's Sky Tower is lit in the blue, white and red colors of the French flag in honour of the victims of the attacks in Paris, in Auckland, New Zealand, November 14, 2015.    REUTERS/Rafael Ben-Ari        EDITORIAL USE ONLY. NO RESALES. NO ARCHIVE

Auckland’s Sky Tower is lit in the blue, white and red colors of the French flag in honour of the victims of the attacks in Paris, in Auckland, New Zealand, November 14, 2015. REUTERS/Rafael Ben-Ari EDITORIAL USE ONLY. NO RESALES. NO ARCHIVE

The Angel de la Independencia monument is lit up in blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in Mexico City, November 14, 2015. REUTERS/Tomas Bravo

The Angel de la Independencia monument is lit up in blue, white and red, the colors of the French flag, following the Paris terror attacks, in Mexico City, November 14, 2015. REUTERS/Tomas Bravo

aclarar a visão

4a82192dacaa458c05ac8bec80361381380ddd17

Imagem parecida com as do ensaio sobre a miopia mas que, além das situações reais, me evoca a metáfora da miopia existencial.

É preciso espírito crítico, análise e reflexão, alargamento de horizontes, para olhar as questões e pensar sobre elas.

Em contrapartida, na azáfama do quotidiano, nas correrias entre tarefas, nos esforços de responder ao funcional, espera-se que as pessoas não se questionem muito e promove-se a aceitação sem reflexividade. Porque é mais útil. Porque reduz tempos e argumentos. Porque se tem menos maçadas.

Se queremos desenvolver a capacitação e a participação, não há como contornar: é preciso treino e suporte para apurar o olhar, focar no que é essencial mesmo que o acessório seja mais efusivo e espampanante.

É preciso aprender e promover o pensar, que fazer apenas nunca será suficiente.

 

de volta, apesar de…

Espaços aéreos fechados em 21 países da Europa – Alemanha, Áustria, Estónia, Letónia e Lituânia, Bielorrússia, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Hungria, Irlanda, norte de Itália, Polónia, Roménia, Suíça, República Checa, Ucrânia. E, assim, em dois dias, se instalou uma situação excepcional e sem precedentes…

Um vulcão entra em erupção na Islândia e a Europa inteira, o Mundo, fica um caos. Fica, além da consciência da incerteza, o sentido de que valorizávamos pouco a mobilidade (porque habitual?) que temos (que julgamos certa?) ainda que disponhamos de alternativas (como o regresso a meios menos sofisticados). A velocidade perde expressão e a segurança impõe-se.

O tempo passa, as condições hão-de restabelecer-se na costumeira situação. Perceberemos os efeitos a curto e médio prazo, mesmo que se assegure que a saúde das populações não corre riscos. E Edward Lorenz tinha razão, com o efeito borboleta…

apreensões do quotidiano II

Caro amigo, hoje é para si que escrevo. No silêncio do perfil discreto que escolheu, nos pensamentos que imagino lhe turvam a alma, penso em si ao dedilhar estas teclas e endereçar votos de paz.

Talvez a vida não seja justa nem os dias tenham a habilidade de se tornarem fiéis da balança. Afirmava Ricoeur que chegamos à justiça primeiro pela negativa – ou seja, por sentirmos a injustiça, as distribuições desiguais, as quebras de palavra tida por promessa.

Muitas vezes, as coisas não acontecem como pensamos. Nem tem a ver com a capacidade de planear ou de prever. Assuma-se que nos podemos surpreender sempre, em especial quando não esperamos que algo aconteça ou nos aconteça.

Tomo como analogia quando se cuida ser importante para alguém e não se sente retorno em tempo ou palavras, quando os gestos que endereçamos voltam de mãos vazias. Nestas alturas, o desalento ou o desânimo são companheiros tentadores. Pode valer a pena o esforço de se serenizar, de se dar tempo ao tempo.

Há muitas coisas, traços e contornos, que apenas são visíveis no tempo, porque é no tempo que lhes damos consistência e se demonstram. Poupemo-nos, portanto, a juízos rápidos e a conclusões breves, que aumentam o nosso (humano) potencial de engano. Já afirmava Hipócrates que “a vida é breve, a ocasião fugaz, a experiência é vacilante e o julgamento difícil”.

Um molho de campainhas, flores da resiliência e da perseverança.

(foto aqui)

apreensões do quotidiano I

Cara amiga, hoje é para si que escrevo. Não sobre as coisas fáceis da vida nem sobre as mais penosas, nada de grandes espaços ou de arrojos audaciosos. Apetece mais quedar sobre detalhes e pormenores (que deviam chamar-se, às vezes, «pormaiores») e sobre os pesos que se carregam nos dias.

Às vezes, quando se nos apresentam redes de «nãos» e queremos respeitar os interditos, temos de ser criativos. E encontrar modos diferentes de expressar o que se anseia ou o que preocupa.

Os torvelinhos dos dias e das mudanças, das esperanças e das desilusões, nem sempre (ou raramente) nos são exclusivamente destinados – ou melhor, não temos de os enfrentar sózinhos, por maior determinação que tenhamos. Em momentos dificeis, como em horas de alegria, partilhar e dividir são meios vitais de sobreviver e prosseguir.

Ademais, é igualmente precisa coragem para se ser capaz de decidir que precisamos de ajuda. Ou, em plural, de ajudas, diversas nos timbres, daqueles que se preocupam, dos que se solidarizam, dos que constituem redes de afectos, dos que se formaram para aconselhar e ajudar. No quotidiano, quando se fica triste ou infeliz, quando se sente pressionado ou encostado a uma parede que não parece possível escalar, não é o isolamento que pode ajudar a resolver. Para as apreensões do quotidiano, quando o mundo (diria Weber), fica “despojado de magia”, é preciso restabelecer as pontes e reconstruir o optimismo. Com toda a ajuda que se possa cativar :). A minha não precisa pedir, conta com ela.

Flores da brancura silvestre, da paz.