Efeméride | Montesquieu

Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, que conhecemos vulgarmente como Montesquieu, nasceu dia  18 de Janeiro de 1689, em  Paris.

Primeiro herdeiro do nome e da propriedade de La Brède, próxima de Bordéus, onde se cultivava a vinha, o homem que ficaria conhecido como Montesquieu herdaria esta terra apenas aquando da morte do tio, que não deixaria filhos. O título (e a terra) de Barão de Montesquieu trouxe-lhe a fortuna, a antiquíssima linhagem e a magistratura “Président à mortier” que durante alguns anos exerceu no Parlement de Bordéus. Mas foi sempre em La Brède que moraram os seus afectos. Foi num châteaux assimétrico, bizarro e contorcido pelas vicissitudes da extraordinária história da França na Idade Média e no Renascimento, que escreveu as suas obras e viveu pacatamente a sua vida.

Hoje, Montesquieu é conhecido sobretudo pelo contributo que deu para a teoria da separação de poderes e dos poderes equilibrados. Mas a obra de Montesquieu é muitíssimo mais ampla. Há quem diga que Do Espírito das Leis, a obra-prima que publicou em 1748, é o livro mais abrangente sobre política jamais escrito. E, no entanto, a carreira literária de Montesquieu começou verdadeiramente com a publicação das Cartas Persas, em 1721, e editadas em Portugal só muito recentemente.  (fonte Observador)

Ficou famoso pela teoria da separação dos poderes, tendo sido um crítico severo (e irónico) da monarquia absolutista e do clero católico. Deixou-nos livros como Cartas persas (1721), Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e de sua decadência (1734) e O Espírito das leis (1748), a sua obra mais famosa. Contribuiu para a célebre Enciclopédia, juntamente com Diderot e D’Alembert.

cf. Picture of Montesquieu

O Espírito das Leis

Prefácio
Se, na quantidade infinita de coisas que estão neste livro, houvesse alguma que, contrariamente ao que esperava, pudesse ofender, pelo menos não há nenhuma que tenha sido colocada com má intenção. Não tenho naturalmente um espírito desaprovador. Platão agradecia ao céu ter nascido no tempo de Sócrates; e eu lhe agradeço ter me feito nascer no governo onde vivo e ter querido que eu obedecesse àqueles que me fez amar. Peço uma graça que temo não me ser concedida: é de não julgarem, pela leitura de um momento, um trabalho de vinte anos; de aprovarem ou condenarem um livro inteiro, e não algumas frases. Se quiserem procurar o objetivo do autor, só podem bem descobri-lo no objetivo da obra.
Examinei primeiro os homens, e achei que nesta infinita diversidade de leis e de costumes eles não eram conduzidos somente por suas fantasias.
Coloquei os princípios e vi os casos particulares dobrarem-se diante deles como que por si mesmos, as histórias de todas as nações não serem mais do que suas conseqüências, e cada lei particular estar ligada a outra lei ou depender de outra mais geral.
Quando fui levado à Antiguidade, procurei captar seu espírito, para não ver como semelhantes casos realmente diferentes e não perder as diferenças daqueles que parecem semelhantes.
Não tirei meus princípios de meus preconceitos, e sim da natureza das coisas.
Aqui, muitas verdades só se mostrarão depois que se tiver visto a cadeia que as liga a outras. Quanto mais se pensar sobre os pormenores, mais se sentirá a certeza dos princípios. Estes próprios pormenores, não os citei todos, pois quem poderia dizer tudo sem causar um mortal aborrecimento?
Não se encontrarão aqui estes traços salientes que parecem caracterizar as obras de hoje.
Por pouco que se vejam as coisas com certa amplitude, essas saliências se desvanecem; elas só nascem, normalmente, porque o espírito se lança todo para um lado e abandona todos os outros.
Não estou escrevendo para censurar o que está estabelecido em qualquer país que seja. Cada nação encontrará aqui as razões de suas máximas; e disto se tirará naturalmente a conseqüência de que só cabe propor mudanças àqueles que tiveram um nascimento bastante feliz para penetrarem com um golpe de gênio toda a constituição de um Estado. Não é indiferente que o povo esteja esclarecido. Os preconceitos dos magistrados começaram por ser os preconceitos da nação. Numa época de ignorância, não existem dúvidas, mesmo quando se fazem os maiores males; numa época de luzes, treme-se ainda quando se fazem os maiores bens.
(…)
Se eu pudesse fazer com que todos tivessem novas razões para amarem seus deveres, seu príncipe, sua pátria, suas leis, com que pudessem sentir melhor sua felicidade em cada país, em cada governo, em cada cargo que ocupam, considerar-me-ia o mais feliz dos mortais.
Se eu pudesse fazer que aqueles que comandam aumentassem seus conhecimentos sobre o que devem prescrever, e se aqueles que obedecem encontrassem um novo prazer em obedecer, considerar-me-ia o mais feliz dos mortais.
Considerar-me-ia o mais feliz dos mortais se eu pudesse fazer com que os homens conseguissem curar-se de seus preconceitos. Chamo aqui de preconceitos não o que faz com que se ignorem certas coisas, e sim o que faz com que se ignore a si mesmo. É procurando instruir os homens que se pode praticar esta virtude geral que compreende o amor de todos. O homem, este ser flexível, dobrando-se na sociedade aos pensamentos e às impressões dos outros, é igualmente capaz de conhecer sua própria natureza, quando ela lhe é mostrada, e de perder até seu sentimento, se ela lhe é ocultada.
Muitas vezes comecei, e muitas vezes abandonei esta obra; mil vezes lancei aos ventos as folhas que havia escrito; sentia todos os dias as mãos paternas caírem ; seguia meu objeto sem formar objetivo; não conhecia nem as regras, nem as exceções; só encontrava a verdade para perdê-la. Mas quando descobri meus princípios tudo o que procurava veio a mim; e, durante vinte anos, vi minha obra começar, crescer, avançar e terminar. Se esta obra tiver sucesso, devê-lo-ei muito à majestade de meu assunto; no entanto, não creio ter carecido totalmente de gênio. Quando vi o que tantos grandes homens, na França, na Inglaterra e na Alemanha, escreveram antes de mim, fiquei admirado; mas não perdi a coragem: E eu também sou pintor, disse eu, com Corregio.

“Cartas Persas”, Lettres Persanes, 1721, apresenta um grupo de persas visitando Paris, descrevendo aos seus correspondentes  a vida e os costumes – as Cartas são trocadas entre Usbek e Rica (que estão em Paris)  e Mirza, Ibben, Nessir, … amigos que estão em Ispaão

“Em Paris, meu caro Redhi, há muitas profissões.(…) Um número infinito de professores de línguas, de arte, de ciências ensina o que não sabe; e esse talento é realmente considerável, pois não é necessária muita inteligência para mostrar o que se sabe, mas dela se necessita em grau infinito para ensinar o que se ignora.”(Carta LVIII, de Rica a Redhi).

“À maneira que no país destes profanos eu me adentrava, parecia-me que eu próprio ia me profanando. Apresentaram-se-me ao espírito a pátria, a família, os amigos; despertou-se em mim a ternura; não sei que desassossego me turbou o coração, e vi que tinha tentado uma empresa que ia me privar da tranquilidade.”  (Carta VI, Usbek a Nessir)
“Tantas horas não me deixaram de ser pesadas: não me supunha eu ser tão curioso e estranho sujeito; e conquanto forme alto conceito de mim próprio, todavia nunca me subira à imaginação poder perturbar o sossego de uma grande cidade, onde ninguém me conhecia. Por isso tomei a resolução de deixar o trajo persa e vestir-me à europeia” (Carta XXX, de Rica a Ibben)
“Estava outro dia num grupo de pessoas e vi um homem muito contente com ele mesmo. Num quarto de hora resolveu três questões de moral, quatro problemas históricos e cinco pontos de física. Jamais havia visto um solucionador tão universal; seu espírito nunca foi invadido pela menor dúvida. Deixamos as ciências, passamos a falar das novidades do tempo: apresentou soluções para as novidades do tempo. Quis apanhá-lo e falei comigo mesmo: “Preciso entrar em meu forte; vou me refugiar em meu país.” Falhei-lhe da Pérsia, mas mal lhe havia dito quatro palavras, já me havia desmentido duas vezes (…) Disse para mim mesmo: “Ah, meu Deus! Que homem é esse? Logo vai conhecer as ruas de Isfahan melhor do que eu.” Tomei de imdediato minha decisão: calei, deixei-o falar e está ainda decidindo tudo. (Carta LXXII, de Rica a Ibben)
“A universidade de Paris é a filha mais velha dos reis da França, e muito velha, pois tem mais de novecentos anos; por isso de vez em quando sonha. Contaram-me que ela teve, há algum tempo, uma grande discussão com alguns doutores por causa da letra Q que a universidade queria que fosse pronunciada como K. (…) Era realmente bonito ver os dois organismos mais respeitáveis da Europa ocupados em decidir sobre a sorte de uma letra do alfabeto! Parece-me, meu caro, que as cabeças dos maiores homens se reduzem quando estão reunidas e que onde há mais sábios, há menos sabedoria. Os grandes organismos se apegam sempre tão fortemente às minúcias, aos usos inúteis, que o essencial sempre vem somente em segundo plano.”
(Carta CIX, de Rica a … ).
“Mas o que me choca nesses belas mentes é que não se tornam úteis à sua pátria e dispersam seus talentos divertindo-se com coisas pueris. Por exemplo, quando cheguei em Paris, vi-os discutir acaloradamente sobre a questão mais ridícula que se possa imaginar; tratava-se da reputação de um antigo poeta grego, do qual, depois de dois mil anos, se ignora a pátria bem como a data de sua morte.. Os dois partidos afirmavam que era um poeta excelente. (…) mas entre esses distribuidores de reputação uns conseguiam se sobrepor aos outros, e essa era toda a discussão (…) eram proferidas, de parte e de outra, injúrias tão grosseiras, eram feitos gracejos tão amargos (…) Acredito que esse zelo tão delicado sobre a reputação dos mortos se incendiaria facilmente para defender aquela dos vivos! (…) Deus me livre de atrair algum dia a inimizade dos censores desse poeta, cuja permanência por dois mil anos no túmulo não conseguiu eliminar um ódio tão implacável! Hoje dão socos no ar, mas o que aconteceria se seu furor fosse provocado pela presença de um inimigo?” (Carta XXXVI, de Usbek a Redhi).
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e vão 35 anos…

A 17 de dezembro concluíu-se o 28º Curso de Enfermagem Geral da (então) Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa.

Isto porque o Regulamento das Escolas de Enfermagem da Cruz Vermelha, sob a tutela do Ministério do Exército, data do pós-guerra (Portaria nº 13833, de 7 de fevereiro de 1952), sendo desse ano a uniformização do ensino de enfermagem (Decretos-lei n.º 38:884 e nº 38:885 de 28 de Agosto), que viria ser revisto em 1970 (Portaria 34/70 de 14 de janeiro, aprova o Regulamento Geral das Escolas de Enfermagem). Os exames de estado para todos os cursos de enfermagem foram abolidos em 1974 (pelo Decreto-Lei 274/74 de 22 de Junho). E desde 1976 (decreto nº 401/76 de 26 de maio) que o Instituto Ricardo Jorge passou a emitir a Carta de enfermeiro.

O 1º curso de Enfermagem Geral da CVP iniciou-se em 1951/52, com a duração de três anos, tendo sido equiparado às escolas oficiais em 1955. Em 1979 foram publicadas (Decreto 98/79 de 6 de Setembro) as condições de admissão ao curso de enfermagem geral – e foi por essa altura que as alunas do 28º Curso fizeram os testes psicotécnicos de acesso ao curso.

A 4 de janeiro de 1980, quando começou o curso, a situação da Escola era relativamente precária, instalada provisoriamente num palacete da Rua Manuel Arriaga, em frente ao Jardim 9 de abril, na Rocha de Conde de Óbidos. (Viria a ser deslocada para um edifício perto do Hospital da Cruz Vermelha e, mais tarde, em 2003, mudou para as instalações atuais, na Avenida de Ceuta).

A 29 de dezembro de 1982 iniciei atividade profissional, nos (então) Hospitais Civis de Lisboa, mais concretamente no Hospital de Santa Marta. Portanto, para todos os efeitos, 0 28º Curso celebra 35 anos

e celebro três décadas e meia de exercício profissional, que tendo sido profícuas em desenvolvimento, deixam as suas raízes nesse curso.  Assinalar esta efeméride é endereçar felicitações e evocar memórias com Quem fez esse caminho em conjunto. Parabéns, a nós, do 28º, assim sendo!

69 anos da DUDH

Estava-se a 10 de dezembro de 1948, três anos depois do fim da 2a Guerra Mundial. E os representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, reunidos em assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), em Paris, promulgaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Segundo o Guiness Book of Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento mais traduzido no mundo (403 idiomas, em 2012).

A Declaração abre com a afirmação solene de que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. ” (artigo I). Reconheceu-se o princípio da igualdade essencial de todo o ser humano na sua dignidade, sem distinções de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição, como se afirma no art. II da Declaração.

A DUDH tem 30 artigos, muitos deles ainda por cumprir, mas, na verdade, a Declaração baliza, afirma, atribui, valores e princípios que consideramos relevantes. 69 anos depois, em plena atualidade.

 

Michael Crichton

A 5 de novembro de 2008, com 66 anos, morreu Michael Crichton, autor de mais de uma dezena de “best-sellers”, entre os quais “Parque Jurássico”, “Congo” e “O mundo perdido”.

“O género literário pode ser descrito como thriller tecnológico, que é, geralmente, a união de ação e de detalhes técnicos. Seus romances muitas vezes exploram a tecnologia e as falhas da interação humana com ela, especialmente resultando em catástrofes com biotecnologia. Muitas das suas novelas têm termos médicos ou científicos, refletindo seu treino médico e científico — Crichton era formado em medicina pela Harvard Medical School. Escreveu, entre outras obras, The Andromeda Strain (1969), Congo (1980), Sphere (1987), Travels (1988), Jurassic Park (1990), Rising Sun (1992), Disclosure (1994), The Lost World (1995), Airframe (1996), Timeline (1999), Prey (2002), State of Fear (2004), Next (2006, o último livro publicado antes de sua morte), Pirate Latitudes (2009), um techno-thriller incompleto, Micro, que foi publicado em novembro de 2011, e Dragon Teeth, um romance histórico ambientado durante a “guerra dos ossos”, que será publicado em todo o mundo em maio de 2017.” [aqui]

Obras publicadas postumamente: “Em Território Pirata” (2009),  Micro (publicado em 2011, terminado por Richard Preston) e “Dragon Teeth” foca-se na rivalidade do século XIX, entre dois famosos paleontologistas norte-americanos, Edward Drinker Cope e Othniel Charles Marsh, durante a exploração do Oeste Americano.

Adicione-se o argumento de «Westworld» (entre outros) e da série «ER»(Emergency Room) (1994-2009).

 

 

 

5 de novembro | efemérides de eleições [EUA]

Em 2008, a 5 de novembro, os americanos elegeram Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos, com 52% do voto popular, sendo o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. Em 2012, com 51,1% dos votos, Obama tornou-se o primeiro presidente democrata desde Franklin Delano Roosevelt a ganhar duas vezes a maioria.

Em 1996, William Jefferson Clinton, conhecido por Bill Clinton, foi reeleito presidente dos EUA, com cerca de 50% dos votos. Teve o mandato ameçado pelo escândalo Monica Lewinsky, mas foi absolvido pelo Senado.

Em 1968, Richard Nixon foi eleito 37º presidente dos EUA, por escassa maioria. Acabou com o envolvimento norte-americano na guerra do Vietname, em 1973, tendo sido reeleito em 1972 – exerceu até 1974, quando se tornou o primeiro e único Presidente a renunciar ao cargo, devido ao escândalo Watergate.

Em 1940, Franklin Delano Roosevelt foi reeleito presidente dos EUA, para o seu terceiro mandato (serviu como o 32º Presidente de 1933 até sua morte em 1945). Foi o responsável pela recuperação dos EUA após a Grande Depressão e pela entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial após o ataque a Pearl Harbor.

Em 1912, Woodrow Wilson foi eleito 28º presidente dos EUA. Foi Wilson quem redigiu o tratado dos 14 pontos que serviriam de embrião para a constituição da Sociedade das Nações, também conhecida como Liga das Nações, organização internacional, idealizada a 28 de abril de 1919, em Versalhes, com o intuito contribuir para a paz internacional.

A 1 de novembro [de 1955]

Terramoto acompanhado de maremoto em Lisboa no ano de 1755.jpgFoi a 1 de novembro de 1955 que ocorreu o Terramoto de Lisboa, às 9h30 ou 9h40 da manhã. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre seis minutos a duas horas e meia…
“O terramoto durou cinco anos (1755-1760); e subverteu as ruas e as casas, os templos, os monumentos, as instituições, os homens, e até as suas ideias. E sobre as ruínas e destroços da cidade maldita, levantou-se a Jerusalém do utilitarismo burguês; sobre as migalhas de Síbare, a efémera Salento do marquês de Pombal.
Na manhã do 1º de Novembro a cidade estremeceu, abalada profundamente, e começou a desabar. Eram nove horas da manhã, dia de Todos-os-Santos.
(…)
Dessa hecatombe nasceu o poder do marquês de Pombal; e o acaso, aterrando os ânimos com o pavoroso acontecimento, preparou-os para aceitarem submissamente o jugo do tirano, que ia consumar o terramoto político, depois da natureza ter consumado a ruína da cidade perdida de D. João V.”

Oliveira Martins, História de Portugal (1879). Lisboa: INCM, 1988. p. 172

E sobre o assunto, uma tese de doutoramento de Enfermagem focou-se no socorro às vítimas – assunto que se recomenda, naturalmente, pelas aprendizagens que o passado pode aportar ao presente. É para ler:  Maria Amélia Dias Ferreira, O socorro às vítimas do Terramoto de Lisboa (1755)

Dia das Bruxas… Halloween

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O costume alastrou – desde o festival celta de Samhain (que assinalava o fim do Verão), o Dia das Bruxas que conhecemos hoje terá tomado forma entre 1500 e 1800. Dele encontrei sinais em muitos países, ao longo dos anos (e sem serem os Estados Unidos). A fotografia acima é de hoje, da abóbora sobre um balcão de hotel, com cenário de morcegos ao fundo, num dos países bálticos.

Em Portugal, a minha memória era mais do “Pão-por-Deus”. Mas não restam dúvidas que o Halloween, do tempo dos celtas aos nossos dias, se espalhou. Potenciais da globalização…