Dia Mundial da Filosofia – “Pluralidade de Linguagens e Lugares de Filosofia”

O Dia Mundial da Filosofia foi implementado pela UNESCO em 2002 e comemora-se todos os anos na terceira quinta-feira de novembro. O objetivo do dia é enaltecer a importância da Filosofia na vida do ser humano e em sociedade. Tende a ser um dia de reflexão e de questionamento.

O tema do Dia Mundial da Filosofia 2015 é “Pluralidade de Linguagens e Lugares de Filosofia” com o objetivo de demonstrar a importância do pensamento crítico e independente.

      “One day, that is the unit of time devoted to debates in which each and every person should feel free to participate according to his or her convictions.
      Many places, that is our unit of space, because our common goal is also to enhance arguments and counterarguments not only in one agora but in all the parts of this big house that we invite you to come and discover every year.
      Finally, a unity of action, of common action, to reaffirm the true value of philosophy, that is to say the establishment of dialogue that must never cease when it comes to essential matters, and of thought which gives us back a large part of human dignity whatever our condition.”

Moufida Goucha,
Former Chief of the Human Security, Democracy, and Philosophical Section

Excerto do dia

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“A poesia não é um calmante para rapariguinhas delirantes, um estímulo para os estetas que pensam que a arte é para desfrutar e lamber. (…)  a linguagem do poeta não é nunca actual, mas sempre sido e futuro. O poeta nunca é contemporâneo. Os poetas contemporâneos deixam-se, na verdade, classificar como tal, mas permanecem, apesar disso um contra-senso. A poesia, e com ela a linguagem em sentido próprio, acontecem só lá onde o vigorar do ser é trazido à intangibilidade superior da palavra originária.”

Martin Heidegger

LÓGICA A pergunta pela essência da linguagem. Lisboa, FCG, 2008.

(foto Champs de Mars, Paris, julho 2015)

efeméride: nascimento de Karl Popper

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Não importa quantos cisnes brancos vejas ao longo da vida, isso nunca te dará a certeza de que os cisnes negros não existam.”

Karl Raimund Popper nasceu em Viena, a 28 de Julho de 1902 (e morreu em Londres, 17 de Setembro de 1994). Doutorou-se em Filosofia na Universidade de Viena (em 1929) e com a ascensão do nazismo, emigrou para a Nova Zelândia em 1937, tendo sido Professor de Filosofia na Canterbury University College. No fim da segunda guerra mundial, tornou-se assistente na London School of The Economics em método científico e professor em 1949.

Sir Karl Popper, em 1965, reformou-se da vida académica em 1969, mas permaneceu sempre ativo até à morte, aos 92 anos.

Filósofo da ciência, social e político, defensor da democracia liberal e um oponente do totalitarismo. É, talvez, mais conhecido pela sua defesa do falsificacionismo como um critério da demarcação entre a ciência e a não-ciência, e pela sua defesa da sociedade aberta.

Karl Popper Stanford Encyclopedia of Philosophy

Karl Popper – os anos de formação

Contra a verdade, em favor da razão

Notas sobre as relações entre o positivismo lógico e a filosofia da ciência da Karl Popper

Sobre a (não) fundamentação do saber

Platão e um Ornitorrinco entram num Bar…

Platão e um ornitorrinco entram num bar

“A construção e reacção às piadas e a construção e reacção aos conceitos filosóficos são feitas do mesmo material. Estimulam a mente de formas semelhantes. Isto acontece porque a filosofia e as piadas têm origem no mesmo impulso: confundir a nossa percepção das coisas, virar os nossos mundos de pernas para o ar e deslindar as verdades escondidas, e muitas vezes desagradáveis, sobre a vida.” (p. 10)

Thomas Cathcart e Daniel Klei, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar…

sobre viver

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“Viver é constantemente decidir o que seremos” Ortega y Gasset.

Percebemos um certo trágico no “que fazer” pois ser livre para decidir
significa que não temos a escolha de não decidir – somos forçados a fazer escolhas.

As fatalidades – ou facticidades, como afirma Ortega y Gasset , que são as
circunstâncias – são dados que não podem ser prescindidos pela nossa consciência. As possibilidades correspondem ao futuro e isto denota a dramática contradição do homem.
Enquanto projeto, cada um de nós lança-se ao futuro e por isso a vida será decidir aquilo que seremos; daí o grande paradoxo do ser estar em constante via de realização. O repertório de possibilidades  – diferentemente das circunstâncias – não nos é dado, não se impõe como
necessário, mas, ao contrário, somente pode surgir enquanto produto da nossa imaginação.

Inventamos as nossas possibilidades.
A responsabilidade é uma consequência necessária, o  momento particularmente ético no qual assumimos a autoria das decisões e, sendo assim, a responsabilidade é assumir para si a decisão de ser responsável por si; o que Ortega y Gasset traduziu como sendo um pré-ocupar-se, ou seja, ocupar-se por antecipação do seu projeto mais íntimo e autêntico.