João Lobo Antunes, 04.06.1944 – 27.10.2016

Site CNECV “É com profunda tristeza que damos conta do falecimento do Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Professor Doutor João Lobo Antunes.

A intervenção do Professor João Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética, como seu Presidente desde 2015, mas também como membro do seu terceiro mandato, de 2003 a 2009, deixa, a todos quantos tiveram a ventura de com ele partilhar a reflexão bioética, a força e a inspiração de uma participação intelectualmente elevada, humanista, de grande sensibilidade, movida por um grande sentido de serviço ao país, que estendeu ao Conselho Nacional de Ética, onde promoveu e estimulou uma reflexão da maior pertinência em matérias de particular sensibilidade.

Homem da ciência, médico, ensaísta, pensador, o Professor João Lobo Antunes deixa uma marca indelével na cultura portuguesa e a certeza de que a sua obra permanecerá, perpetuada na nossa memória e no nosso quotidiano. Deixa a todos uma enorme saudade também pelas suas qualidades pessoais, a sua generosidade e o seu afeto, que tocaram todos quantos tiveram a felicidade de o conhecer.

O CNECV presta assim a sua mais sentida homenagem e exprime uma imensa gratidão pelo contributo dado pelo Professor João Lobo Antunes para a construção pioneira deste Conselho e para a Bioética em Portugal.”

http://www.cnecv.pt/

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Marília Pais Viterbo de Freitas [10.08.2015] RIP

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Os nossos caminhos cruzaram-se, nos inícios dos Noventas (do século passado). Víamos a História de forma diferente mas apreciávamos de modo semelhante a História de Enfermagem e das Mulheres, respeitámos, mutuamente, as nossas diferenças e contributos.

Viterbo de Freitas, Marília, MVF, é uma personalidade incontornável na nossa própria história, desde o tempo de resistência ao Estado Novo, à Associação Portuguesa de Enfermeiros (APE) e no Fórum Nacional das Organizações Profissionais de Enfermeiros (FNOPE) assim como no International Council of Nurses.

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Recomendo vivamente o post em Silêncios e Memórias

Saliento os seus trabalhos em Dicionário no Feminino (Séculos XIX-XX) [LIvros Horizonte, 2005] e Feminae – Dicionário Contemporâneo [CIG, 2013] assim como os livros cujas capas se apresentam: Comadres e Matronas e Vidas de Enfermeiras.

Do site da OE: “Marília Viterbo de Freitas, Presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros (APE) entre 1980 e 2011. Foi nessa qualidade que participou, durante anos, no Fórum Nacional das Organizações Profissionais de Enfermeiros (FNOPE), tendo sido homenageada pelo seu trabalho na última reunião em que esteve presente, realizada a 21 de junho de 2011.
(…)  Releia aqui a entrevista publicada na ROE nº 41 (página 24).”

In Memoriam

… a vida [a nossa, de cada ser humano singular] tem mais riqueza quando encontramos uma pessoa frontal, afetuosa, capaz de se indignar, reclamar e batalhar por aquilo em que acredita, que escolhe viver de acordo com os seus valores… e ficamos mais pobres quando essa pessoa morre.

Conheci-a nos idos de 95, trabalhei três anos com ela e foi das pessoas que [me] ficou, como se fica por afeto, por confiança. Nem sempre perto no espaço ou nos dias mas sempre na memória. Os reencontros, ao longo destes anos, foram felizes, bem dispostos, de mutuo reconhecimento.

Não há nenhum consolo para a perda;  a morte é verdadeiramente do domínio do absurdo. E aprender com a riqueza que se teve, pode transformar-se em valorizar, em cada dia, quem nos faz melhores, mais confiantes, mais capazes…

Último domingo de Maio

Queima das Fitas, no último domingo de Maio – em Setúbal, naturalmente. As fitas que antes serviam para atar os livros, hoje representam, para os quartanistas fitados, a etapa do finalizar do Curso.

Motivo de alegria, de festa, de amigos e família, de padrinhos e afilhados.  De pensar nos percursos e nos legados, de passarem palavra aos caloiros e de firmarem tradição e estilo. Pretexto de reencontro para os graduados que regressam, no dia da Queima. Um quase-fim, a marcar novos inícios.

Hoje, no novo que este grupo instalou, um manto negro no chão, das capas estendidas para sobre elas se saltar! Olé!… Muitas felicidades a todos, identidade reconhecida de Maioriais do Sexto CLE que foram a queimar. E obrigada pelo tanto que aprendi convosco!

Queima, em mote do dia

Queima das Fitas, no último domingo de Maio – em Setúbal, pois claro. Nem vou contar a história da queima das fitas, já contada e que pode ser lida aqui. As fitas que antes serviam para atar os livros, hoje representam, para os quartanistas fitados, a etapa do finalizar do Curso.

Por mais antiga que seja, e ainda que a situem em meados do século XIX,  na tarde de hoje, para a 3ª Escola a queimar, esta foi a quinta Queima.

Motivo de alegria, de festa, de padrinhos e afilhados.  De pensar nos percursos e nos legados, de passarem palavra aos caloiros e de firmarem tradição e estilo. Pretexto de reencontro para os graduados que regressam, no dia da Queima. Dia de os ver quase a partirem, de chegar perto de um fim que marcará novos  inícios.