Do dia 25 de abril, em 1974

25-04-1974, 14:30

Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 14:30h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
Pretendendo continuar a informar o País sobre o desenrolar dos acontecimentos históricos que se estão processando, o Movimento das Forças Armadas comunica que as operações iniciadas na madrugada de hoje se desenrolam de acordo com as previsões, encontrando-se dominados vários objectivos importantes de entre os quais de citam os seguintes:
– Comando da Legião Portuguesa
– Emissora nacional
– Rádio Clube Português
– Radiotelevisão Portuguesa
– Rádio Marconi
– Banco de Portugal
– Quartel-General da Região Militar de Lisboa
– Quartel-General da Região Militar do Porto
– Instalações do Quartel-Mestre-General
– Ministério do Exército, donde o respectivo Ministro se pôs em fuga
– Aeroporto da Portela
– Aeródromo Base n.º 1
– Manutenção Militar
– Forte de Peniche

S. Ex.ª o Almirante Américo Tomás, S. Ex.ª o Prof. Marcelo Caetano e os membros do Governo encontram-se cercados por forças do Movimento no quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, e no Regimento de Lanceiros 2 tendo já sido apresentado um ultimato para a sua rendição.
O Movimento domina a situação em todo o País e recomenda, uma vez mais, a toda a população que se mantenha calma. Renova-se, também, a indicação já difundida para encerramento imediato dos estabelecimentos comerciais, por forma a não ser forçoso decretar o recolher obrigatório.
Viva Portugal!

os sinais para o 25 de abril

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João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:

«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus …

Este era o sinal para as tropas se prepararem e estarem a postos. O tema não tinha conteúdo político e sendo uma música em voga na altura, não levantaria suspeitas, podendo a revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efetivas para a sua realização.

O efectivo sinal de saída dos quartéis foi a emissão, pela Rádio Renascença, de “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso. A radiodifusão, na emissora católica, de uma música claramente política de um autor proscrito deu aos  revoltosos a certeza que a revolução era mesmo para arrancar.

Assinalar 43 anos é relevante. E importa interrogar a vida destes anos e lembrar o passado, pois as memórias recortam a identidade e permitem valorar, preservar, o que se toma por certo.

“Tutankamon — Tesouros do Egipto”

A exposição, patente no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, apresenta a recriação à escala real do túmulo de Tutankamon, incluindo a antecâmara e a sala do Tesouro. Aliás, Tutankamon ficou famoso pelo seu túmulo intacto e Howard Carter por tê-lo descoberto em 1922.

Tutankamon, o “Faraó Menino”, casou aos 8 anos com a sua meia-irmã, Anchesenamon; terá assumido o trono quando tinha nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses  (principalmente o do deus Amon de Tebas) e morreu aos 19 anos de idade, em 1.327 a.C., tendo sido o último faraó da 18ª dinastia. A câmara funerária foi aberta de forma oficial no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago em quartzito de forma rectangular, seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neith e Selket. Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face a múmia tinha a famosa máscara funerária.

O documentário não é interessante; os paineis e fotos antigas, sim. Algumas réplicas da antecâmara e da Sala do Tesouro estão bem conseguidas. Dizem que na exposição estão presentes mais de cem réplicas dos achados encontrados no túmulo de Tutankamon no Vale dos Reis, no Egipto (não as contei, em bom rigor…). Para mim, que vi a maior parte das peças originais no Museu do Cairo, esta exposição fica aquém mas também pode ser do ambiente e da própria disposição dos espaços.

 

História – Hemeroteca Digital de Lisboa

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Aos que se interessam por História,  a Hemeroteca Digital de Lisboa presenteia-nos com algumas das publicações portuguesas do século XIX, ao colocá-las disponíveis online, para consulta e pesquisa de todos os interessados.

Por exemplo, a revista Ilustração Portuguesa, que se publicou entre Julho de 1884 e Outubro de 1890. Esta publicação ligada ao importante jornal diário lisboeta Diário Ilustrado (1872-1911), também já disponível e consultável na Biblioteca Nacional Digital  AQUI.
Se clickarmos na letra A – por exemplo, acedemos a:
A Academia
O academico
O actor errante
Aerolitho
África illustrada
África jornal
O africano.
O agitador
O agitador
A agricultura contemporanea
A agricultura portugueza
O alarme
O alarme
O albicastrense
Album das glorias
Album do clero
Album litterario
O aldeão
O aldegallense
O algibebe
A alma do fado
Alma feminina
Alma nacional
Alma nova
Alma nova
A alma nova
Alma nova
Almanach da Republica
Almanach da Republica
Almanach da Republica para …
Almanach da Republica para…
Almanach de A lucta
Almanach democratico para…
Almanach do Antonio Maria para…
Almanach do trinta
Almanach evoramontense
Almanach illustrado do Brasil Portugal
Almanach republicano do Marquez de Pombal para o anno de…
Almanach republicano e popular Antonio José dªAlmeida
Almanach republicano para…
Almanak de “O mundo”
Almanak democratico para…
A alvorada
A alvorada
A alvorada
Alvorada
O amador de livros
O amador dramatico
O amador dramatico
O amigo da religião
O amigo dos pobres
Amor e liberdade
Anais das bibliotecas e arquivos
O anarquista
O andaluz
Annaes das missões portuguezas ultramarinas
Annuario dos seus trabalhos
O annuncio philatelico portuguez
O António Maria
O anunciador
O arauto do Douro
O archivista
Archivo de pharmacia e sciencias accesorias da India Portuguesa
Archivo democratico
Archivo litterario
Archivo republicano
O archivo rural
O argonauta
O arsenalista
A arte dramatica
Arte e elegancia
Arte peninsular
O artilheiro
O artista
Asilo Maria Pia Sport Club
A assemblea litteraria
Asylo da Ajuda sob a protecção de Sua Magestade a Rainha a Senhora D. Maria Pia
Atalaia nacional dos theatros
Athena
O attila
A audiencia
Aurora
Aurora academica
Aurora commercial
A aurora dos Açores
A ave
O avô dos periodicos
É caso para desejar «boas navegaçõs pelos periódicos»….

Fotofolio | por Lisboa

Passei pela Academia das Ciências de Lisboa,

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e dei conta da mostra dos achados das escavações – os trabalhos arqueológicos confirmaram a existência da necrópole no claustro conventual.

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Cf. Testemunhos do terramoto de 1755- novos elementos obtidos em escavações na Academia das Ciências de Lisboa

Assinalo também os painéis de azulejo e o claustro.

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“As greves de 1943 vividas pelas operárias de Almada”

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No presente artigo pretende-se explorar o tema da resistência operária, no feminino e em contexto urbano, numa zona reconhecida histórica e socialmente como de grande concentração de operariado. Assim, e reconhecendo a existência de tais atributos à cidade de Almada, pelo menos desde os finais do século XIX, incidir-se-á a apresentação de dados sobre esta região da margem sul do Tejo. No que diz respeito ao período cronológico em análise, delimitaram-se as décadas de 30 e 40, o que se prende, por um lado, com as próprias conjunturas nacionais, pois o Portugal operário e resistente dos anos em questão não será o mesmo dos anos 50/60 e de todo o período do pós-guerra; e por outro, porque a nível local, como refere Jorge Rodrigues: “Os anos 40 representaram, no concelho de Almada, uma charneira entre dois mundos completamente diferentes: o mundo da industrialização incipiente e o novo mundo da terciarização generalizada.” (Rodrigues, 1999:8).”

!No final, uma coisa é certa: nunca as mulheres operárias tinham tido, durante o Estado Novo, honras de primeira página na imprensa. Seja pela crítica ou pelo incentivo, desta vez, ao contrário de muitas outras, as suas
acções não foram relegadas para o esquecimento da História. Talvez também, porque pela primeira vez o regime as viu agir de forma tão inesperada.”

Ler o artigo aqui

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A quem possa interessar

Mulheres, Cidadania e Direito de Voto

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Para assinalar os 40 anos da Constituição da República Portuguesa de 1976, que pela primeira vez consagra constitucionalmente o voto universal, o Instituto de História Contemporânea da FCSH/NOVA irá organizar nos dias 21 e 22 de Novembro de 2016 na Assembleia da República um congresso internacional que se debruçará sobre o papel das mulheres nos processos dos ciclos eleitorais. O congresso encontra-se aberto a todas as áreas científicas.

[…]

O encontro procurará analisar as diversas modalidades e práticas dessa luta pelo sufrágio feminino na longa duração, desafiando a comunidade académica a apresentar propostas no âmbito das construções normativas e leis, na participação das campanhas eleitorais, ou na participação no planeamento e execução dos actos eleitorais. O congresso promove o estudo destes aspectos numa perspectiva transnacional interdisciplinar e comparada e em diferentes tipos de regime.
[…]

As propostas de comunicação deverão ser submetidas até ao dia 30 de Setembro de 2016 e deverão incluir o título, resumo (máximo de 300 palavras) e uma breve nota biográfica (máximo de 200 palavras). Os resultados serão comunicados a  15 de Outubro de 2016.

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