Contas feitas, I&D a crescer na saúde

 “Os hospitais investiram 40 milhões de euros em investigação, segundo o último relatório da Direção–Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, com dados de 2014 mas publicado no final do ano passado. Das 20 instituições com mais despesa em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D), nenhuma pertence à região do Alentejo e apenas uma é privada. A grande fatia dos investimentos resulta de fundos do Estado e é na área da medicina clínica que se fazem maiores despesas.

No topo da lista está o Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), que engloba seis hospitais – entre eles o São José e o Dona Estefânia – com 7,5 milhões de euros investidos.

A antiga urgência de obstetrícia no Hospital de Dona Estefânia dá agora lugar ao Centro de Investigação, criado em 2009. Em vez dos ecógrafos e das marquesas, as salas têm secretárias para os investigadores. “Há seis anos a investigação foi uma aposta do conselho de administração que decidiu montar o centro de investigação em plena crise. Faz parte da métrica de qualidade do hospital”, diz ao DN Luís Pereira da Silva, coordenador do centro de investigação.

“Temos aqui fundamentalmente três serviços: apoio aos investigadores, ensaios clínicos da indústria e registo da investigação do CHLC. Temos um gabinete de coordenação, um de apoio epidemiológico e estatística, há uma forte colaboração com a Faculdade de Ciências Médicas, temos apoio logístico e coordenação de boas práticas. Gostava que o centro pudesse dar aos outros o que eu não tive, uma loja aberta que preste serviço aos investigadores”, dando como exemplo o apoio gratuito na estatística. Criaram uma plataforma na intranet em que o investigador diz o tipo de estudo que pretende fazer e a ajuda de que precisa. “Entre o pedido e a primeira reunião não tem demorado mais de um mês”, diz, referindo que o interesse na investigação é cada vez maior.

Em oito anos, dos 72 projetos registados passaram para 355 em 2015. E os 163 investigadores tornaram-se 937. Trabalho sempre dividido com as atividades clínicas, a que dedicam a grande fatia do tempo.”A maioria dos investigadores, 85%, são médicos. Também temos técnicos de diagnóstico e terapêutica, enfermeiros e técnicos superiores de saúde.” Desde que o centro foi criado apoiaram 401 projetos e foram referidos como coautores de 49 publicações.

Nos ensaios clínicos o destaque vai para a oncologia. Nos estudos propostos pelos investigadores há maior diversidade, tendo em conta a especialidade do médico, a tese de mestrado ou de doutoramento que está a fazer. “Temos um estudo a decorrer sobre os fatores que levam à maior ou menor adesão à medicação das crianças com o VIH e que será enviado para publicação. Damos apoio a um estudo nacional sobre o padrão de psicofármacos receitados pelos psiquiatras infantis e uma das teses que vai ser entregue é uma avaliação ao custo-benefício de cirurgias a anomalias cardíacas nos idosos”, explica Daniel Virella, epidemiologista do centro de investigação.

A aposta na investigação capta fundos financeiros, seja da indústria com os ensaios, de fundos nacionais ou europeus como o Horizonte 2020. É também uma forma de captar prestigio. “A investigação não é uma atividade secundária e menor. Os médicos que aliarem os cuidados assistenciais aos trabalhos de investigação tendem a prestar melhores cuidados aos doentes”, explica Ana Azevedo, coordenadora da Unidade de Investigação do Centro Hospitalar S. João. O hospital está em 3.º lugar com 4,4 milhões de euros. Muitos projetos são feitos em parceria e a aposta na área não tem parado de crescer. A criação dos centros de referência – atualmente têm 11 e estão a candidatar-se a mais cinco – são impulsionadores. “Entre os principais critérios estão a participação na investigação”, explica.

“Fazemos vários tipos de investigação. Temos ensaios clínicos da indústria farmacêutica em que participamos testando medicamentos. Esse é um grande segmento, uma fonte importante de receita e uma oportunidade de os doentes terem acesso a medicamentos inovadores. A área da oncologia é uma das principais. A hematologia, VIH, esclerose múltipla, reumatologia.”

Do outro lado têm as ideias dos próprios investigadores em que são promotores. “Podem ser financiados por bolsas ou pelo hospital. Temos tido cada vez mais sucesso com financiamento aprovado. O Horizonte 2020 é uma das tipologias de financiamento que dá muitas oportunidades.” A variedade é maior, mas há uma que é aposta estratégica: os sistema de informação e ferramentas de suporte de decisão clínica. “Temos uma plataforma que já foi premiada internacionalmente que junta a informação que temos sobre os doentes dispersa em várias plataformas e que permite dar toda a informação que é precisa para investigação e doentes elegíveis para ensaios”, exemplifica, acrescentando que o trabalho desenvolvido tem levado a que sejam procurados por parceiros internacionais.

O IPO do Porto está em 7.º lugar na lista geral com 1,7 milhões de euros gastos em I&D. “Temos vindo a aumentar sustentadamente o valor que se investe em I&D, já que a nossa missão assenta na tríplice atividade de ensino, investigação e assistência”, diz o presidente do conselho de administração, Laranja Pontes, referindo que são o maior centro de ensaios clínicos em Portugal em cancro, com 250 doentes recrutados em 2016.

Em 2015 e 2016 o investimento em I&D foi superior a 15 milhões de euros, financiado em cerca de 80% por fundos próprios. Destaca dois projetos que iniciaram em 2016 que “combinam a investigação aplicada com o digital e a organização de cuidados, valendo no seu conjunto 5,6 milhões de euros para três anos”. Segundo Laranja Pontes, a associação com o I3S e as parcerias europeias irá permitir que o hospital esteja não só na investigação básica, mas também na investigação aplicada.

No centro de investigação trabalham 184 profissionais (43% doutorados). Quanto às áreas investigadas, “vão-se alargando cada vez mais, tendo ultimamente sido realizados trabalhos em real world date e na área de I&D digital para capacitar os doentes e melhorar a comunicação entre estes e o hospital”, explica o presidente do instituto.

O Centro Hospitalar Alto Ave (agora novamente Hospital de Guimarães) surge em 16.º lugar na lista geral com uma despesa de 670 mil. “Esta é uma área de clara aposta. O Hospital da Senhora da Oliveira é afiliado à Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho desde 2004. Ao longo de dez anos, esta colaboração tem contribuído para a crescente formação dos profissionais de saúde e sucesso da instituição como hospital de ensino”, refere a administração.

Desde 2014, altura da criação do centro académico, “o desenvolvimento tem sido exponencial, com aumento significativo de estudos, ensaios e publicações”. Nesse ano o hospital registou um total de 45 estudos clínicos, entre iniciativas do investigador e estudos com promotor externo. No ano seguinte foram 94 e no ano passado 88. “Temos conseguido uma evolução notável, sobretudo em ensaios clínicos (neurologia, gastrenterologia, pneumologia, cardiologia) e em número de publicações (principalmente gastrenterologia).”

Atualmente têm cerca de 30 investigadores ativos – sem contar com diretores de serviço – a desenvolver ensaios clínicos e/ou coordenação de estudos académicos com a Escola de Ciências da Saúde/Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde/Universidade do Minho. “Comparando o número de ensaios clínicos e publicações/número de médicos, o nosso hospital tem feito um trabalho notável, sobretudo em serviços com um número reduzido de profissionais”, salienta.

fonte: http://www.dn.pt/portugal/interior/40-milhoes-aplicados-na-investigacao-a-tratamentos-e-novos-remedios-5677204.html

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“23 science facts we didn’t know at the start of 2016”

Uma maneira interessante de olhar para 2016, a partir de artigos científicos publicados com tom humorista…
23 science facts we didn’t know at the start of 2016

1. Gravitational waves are real. More than 100 years after Einstein first predicted them, researchers finally detected the elusive ripples in space time this year. We’ve now seen three gravitational wave events in total.

2. Sloths almost die every time they poop, and it looks agonising.

3. It’s possible to live for more than a year without a heart in your body.

4. It’s also possible to live a normal life without 90 percent of your brain.

5. There are strange, metallic sounds coming from the Mariana trench, the deepest point on Earth’s surface. Scientists currently think the noise is a new kind of baleen whale call.

6. A revolutionary new type of nuclear fusion machine being trialled in Germany really works, and could be the key to clean, unlimited energy.

7. There’s an Earth-like planet just 4.2 light-years away in the Alpha Centauri star system – and scientists are already planning a mission to visit it.

8. Earth has a second mini-moon orbiting it, known as a ‘quasi-satellite’. It’s called 2016 HO3.

9. There might be a ninth planet in our Solar System (no, Pluto doesn’t count).

10. The first written record demonstrating the laws of friction has been hiding inside Leonardo da Vinci’s “irrelevant scribbles” for the past 500 years.

11. Zika virus can be spread sexually, and it really does cause microcephaly in babies.

12. Crows have big ears, and they’re kinda terrifying.

13. The largest known prime number is 274,207,281– 1, which is a ridiculous 22 million digits in length. It’s 5 million digits longer than the second largest prime.

14. The North Pole is slowly moving towards London, due to the planet’s shifting water content.

15. Earth lost enough sea ice this year to cover the entire land mass of India.

16. Artificial intelligence can beat humans at Go.

17. Tardigrades are so indestructible because they have an in-built toolkit to protect their DNA from damage. These tiny creatures can survive being frozen for decades, can bounce back from total desiccation, and can even handle the harsh radiation of space.

18. There are two liquid states of water.

19. Pear-shaped atomic nuclei exist, and they make time travel seem pretty damn impossible.

20. Dinosaurs had glorious tail feathers, and they were floppy.

21. One third of the planet can no longer see the Milky Way from where they live.

22. There’s a giant, 1.5-billion-cubic-metre (54-billion-cubic-foot) field of precious helium gas in Tanzania.

23. The ‘impossible’ EM Drive is the propulsion system that just won’t quit. NASA says it really does seem to produce thrust – but they still have no idea how. We’ll save that mystery for 2017.

Fonte: Beauty Above Us

“A utilidade dos ataques suicidas : Condições e limites” [tese PhD]

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Introdução

“Uma discoteca em Bali explode no auge da noite. Dois imensos arranha-céus desaparecem do horizonte de Nova Iorque. Em Londres e Madrid, bombas impedem transportes públicos de cumprir os percursos programados. Nenhuma protecção diplomática impede a detonação de embaixadas em Nairobi, Beirute ou Dar es Salaam. Em Bagdade e Cabul ou em Telavive e Sana, o quotidiano de pessoas vulgares, frequentemente, termina perante inesperadas detonações. Do quotidiano de todos, em todas as cidades do mundo, faz parte o convívio mediático com este fenómeno em expansão nas últimas décadas: os ataques suicidas. Indiscriminada destruição tem-se propagado a todas as latitudes, provocando irreparáveis danos, desregulação de rotinas e incontáveis prejuízos financeiros, em nome de uma ideologia ou de uma fé, chaves de sociedades mais perfeitas. Mas, pergunta-se, quais os resultados obtidos por toda esta devastação? Torres desaparecidas, comboios descarrilados, embaixadas aniquiladas e vidas desperdiçadas serviram exactamente para quê? O que conseguiram, afinal, os grupos terroristas perpetradores de tantos atentados? O califado, por tantos, desejado? Ou, talvez, a destruição do estado de Israel, ambicionada por outros? Apenas a ampliação de uma mensagem? Nada? Este é o tema desta investigação. Apurar o que os grupos terroristas, no fim de contas feitas, conseguiram, de facto, obter através de ataques suicidas. Aferir da utilidade de um método cada vez mais popular, encontrar as condições que lhe oferecem o êxito, se o houver, averiguar as condições que o conduzem ao fracasso que seguramente existe. Tentar encontrar regularidades, causalidades e limites que permitam compreender o mecanismo subjacente na relação entre ataques suicidas e resultados políticos alcançados. Os temas do terrorismo e do terrorismo suicida têm, nas últimas décadas, merecido da academia múltiplas e aprofundadas investigações. Multiplicam-se estudos etiológicos e análises teleológicas; examinam-se as tácticas empregues e segurança a adoptar. Sem erro, pode-se afirmar que, enquanto objecto de estudo, o fenómeno do terrorismo suicida tem sido decomposto em infinitas partes e minuciosamente interpretado à luz de distintas lentes e ângulos, configurando um verdadeiro esforço de confluência multidisciplinar. Ainda sem erro se pode afirmar que todo o esforço de investigação realizado, elevou, significativamente, o conhecimento deste fenómeno
complexo, de contornos multiformes e tantas vezes difuso, para mais altos níveis de compreensão.
Não obstante o número e a amplitude de tantas investigações, o estudo sobre a temática dos resultados do terrorismo e do terrorismo suicida tem estado notavelmente ausente das preocupações da academia, ou, ao menos, do olhar sistemático e rigoroso que só uma abordagem científica pode oferecer. De facto e surpreendentemente, só nos últimos anos se começaram a dar os primeiros passos para preencher esta evidente lacuna. Surpresa que resulta das evidentes vantagens que o apuramento da utilidade do terrorismo suicida aportaria a investigadores e académicos, a políticos e polícias. Saber da utilidade do terrorismo suicida, das condições dos seus êxitos e desditas, das virtualidades e limites de que é tecido, representa um imprescindível passo na edificação do conhecimento sobre a temática do terrorismo. Avanço conceptual que permitiria prever, mesmo que de forma algo inexacta ou incipiente, afinal estamos no domínio das ciências sociais, as virtuais consequências de uma nova campanha de ataques suicidas. Avanço conceptual que permitiria, ainda que imprecisamente, prognosticar tendências, construir expectativas e probabilidades sobre eventuais cenários futuros de uma campanha de terrorismo suicida. Este é o sentido orientador desta investigação. Participar, ainda que com um diminuta contribuição, no enorme desafio de descoberta que se coloca à academia.”
 …………………….

A utilidade dos ataques suicidas : Condições e limites

Esta investigação procura apurar os resultados políticos obtidos por campanhas de ataques suicidas perpetradas por grupos terroristas. Foram escolhidos todos os grupos terroristas que operando no Médio Oriente, realizaram mais de vinte ataques durante a sua existência. Todas as campanhas foram classificadas em função dos objectivos políticos perseguidos, determinados através da análise de fontes primárias. Os resultados obtidos foram confrontados com os objectivos procurados e classificados em três categorias: sucesso, fracasso e neutro. Numa avaliação geral, são propostas condições, regularidades e limites que ajudam a explicar o desfecho das várias campanhas realizadas.

 

Pocket Books – INE

Summary

A pocket book (Portuguese/English) containing statistical data for each NUTS II region of mainland Portugal, organized in over twenty subchapters grouped in four areas: territory, people, economic activity and state. The presentation of information through thematic maps and graphics captures the socio-economic reality of each region in the national context and the respective municipalities.

Also available an interactive edition
See also: Statistical Yearbook of Área Metropolitana de Lisboa – 2014

Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos

A iniciativa é interessante, faz falta. A constituição parece desequilibrada…

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RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS N.º 22/2016 – DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 70/2016, SÉRIE I DE 2016-04-11: Cria o Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos. 

Nos termos do ponto 3, este Conselho é constituído por:

a) Prof. Doutor Manuel Sobrinho Simões, que preside, cuja nota curricular consta do anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante;

b) O presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I. P. (FCT, I. P.), ou um seu representante;

c) Um representante do membro do Governo responsável pela área da saúde;

d) Dois representantes de cada um dos Centros Académicos Clínicos;

e) Dois representantes das escolas superiores politécnicas de enfermagem, de saúde e de tecnologias da saúde, designados pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.”

No enquadramento é claro que existem oito Centros Académicos Clínicos:

(i) Centro Académico de Medicina de Lisboa, consórcio entre o Centro
Hospitalar de Lisboa Norte, E. P. E., a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e o Instituto de Medicina Molecular;

(ii) Centro Clínico Académico — Braga, associação entre a Universidade do Minho, a Escala Braga — Entidade Gestora de Estabelecimentos, S. A., e
o Hospital CUF Porto, S. A.;

(iii) Centro Médico Universitário de Lisboa, consórcio entre o Centro Hospitalar de Lisboa Central, E. P. E., e a Faculdade de Ciências Médicas
da Universidade Nova de Lisboa;

(iv) Centro Académico Clínico ICBAS -CHP, consórcio entre o Centro Hospitalar do Porto, E. P. E., e a Universidade do Porto, através da sua unidade orgânica Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar;

(v) Centro Universitário de Medicina FMUP -CHSJ, consórcio entre o Centro Hospitalar de São João, E. P. E., e a Universidade do Porto, através da sua
unidade orgânica Faculdade de Medicina;

(vi) Centro Académico Clínico de Coimbra CHUC -UC, consórcio entre
o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E. P. E., e a Universidade de Coimbra;

(vii) Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, consórcio entre o Centro Hospitalar do Algarve, E. P. E., e a Universidade
do Algarve através do seu centro de investigação CBMR — Center for Biomedical Research e do seu Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina.

portanto, dois por cada Conselho e dois ao abrigo da alínea e),”Dois representantes das escolas superiores politécnicas de enfermagem, de saúde e de tecnologias da saúde, designados pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

“Através da presente resolução, procede -se à criação de um Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos, com o objetivo de estimular e apoiar o desenvolvimento coordenado da atividade destes Centros, potenciando a
cooperação interinstitucional nesta matéria, criando uma reserva natural onde a investigação, o conhecimento e o entrosamento entre a parte hospitalar tradicional e o ensino se formalize e concretize.
Simultaneamente comete -se a este Conselho a promoção de uma articulação regional entre os Centros Académicos Clínicos, as escolas de enfermagem, de saúde e de tecnologias da saúde e as unidades prestadoras de cuidados de
saúde, tendo em vista promover e valorizar serviços especializados de apoio clínico nos cuidados de saúde primários e hospitalares, assim como apoio remoto à população e apoio de proximidade ao envelhecimento saudável com
base na especificidade local instalada.”

Objetivos do Conselho Nacional de Centros Académicos Clínicos:
a) O estímulo e apoio ao desenvolvimento coordenado da atividade dos Centros Académicos Clínicos de forma a promover a produção e difusão do conhecimento no sistema de saúde, envolvendo estudantes, investigadores, médicos e enfermeiros e técnicos de saúde, tendo por base a especificidade local instalada e a desenvolver;
b) O desenvolvimento de uma articulação regional entre os Centros Académicos Clínicos, as escolas de enfermagem, de saúde e de tecnologias da saúde e as unidades prestadoras de cuidados de saúde, tendo em vista promover e valorizar serviços especializados de apoio clínico nos cuidados de saúde primários e hospitalares, assim como apoio remoto à população e apoio de proximidade ao envelhecimento saudável com base na especificidade local instalada;
c) A definição de termos de referência para o estabelecimento de rotinas de acompanhamento e avaliação externa independente dos Centros Académicos Clínicos, incluindo a introdução de formas inovadoras de avaliação e de acompanhamento externo;
d) A modernização e qualificação da educação na área da saúde em todas as suas dimensões;
e) A promoção de uma cultura focada na modernização e na elevada qualidade da investigação académica e clínica num contexto internacional e de redes transeuropeias;
f) A promoção de parcerias internacionais na área da saúde e, sobretudo, em investigação clínica e inovação biomédica;
g) A promoção de medidas que visem atrair recursos para o desenvolvimento da atividade dos centros;
h) A identificação de boas práticas e de casos de sucesso em Portugal e no estrangeiro, a sua difusão e a promoção da sua discussão em encontros nacionais com participação internacional.” (sublinhados não são do Despacho original)