confissões, desejos e votos…

Candy Chang prestou um serviço de arte e catarse a muitas pessoas… “she created a place where people could write and submit their confessions on wooden plaques in the privacy of confession booths. Candy hung the anonymous plaques on the gallery walls each day and painted select responses on large canvases. (…)

Every passerby is another person full of longing, anxiety, fear, confusion, and wonder. We struggle with a lot of the same issues and there is great comfort in knowing you are not alone. Through this project, Candy sought to create a cathartic sanctuary where all of us became the imperfect priests to help console one another as we contemplate our lives.”

Confessions lembrou-me o santuário de Meiji, que visitei há uns anos, em Tokyo.

Neste caso, ao caso, as pessoas escreviam e penduram os seus desejos ou votos – muitos começavam com “I wish”…

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Curiosamente, a mesma ideia num templo em Taipei, de que aqui deixei nota na altura – mural de votos – sendo que neste caso são votos de fortuna, de saúde, de felicidade… no cimo da torre, para que os ventos os levem…

Provavelmente, e não obstante a diversidade, somos seres confessionais e desejantes.

saudações…

 

 

 

 

 

 

 

Nem em todos os sítios da Terra as pessoas se saúdam com «bom dia» ou dizem «até à vista»… «Morning» ou «see you»…  Há cumprimentos e saudações cheias de sentidos.

Soube hoje que na Islândia se despedem com “Bless” (“Blessaður”, se em extenso)  ou então, com “vertu sæll” (Seja feliz).  Em jeito de despedida,  “vertu sæll og blessaður” (Seja feliz e abençoado)…

Um voto excelente, seja abençoado…

Preparados para a diversidade?!

… é uma pergunta quase clássica por aqui… e apareceu em algumas ocasiões.

2008 é o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

A Europa não apenas é um continente aberto como congrega as mais diversas realidades culturais.

Teremos nós ideia de que em Portugal se acolhem pessoas de 170 nacionalidades, que (de acordo com os dados oficiais) constituem 5% do total da população e 10% da população activa?

Agora, olhe-se de outro lado:Teremos nós ideia de que Portugal tem a 7ª maior comunidade de emigrantes, a nível global?

(com base em dados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), pela Organização da Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE) e pelas Nações Unidas). São mais de um milhão (1.049.500 ) de emigrantes portugueses no mundo.

Promover o diálogo intercultural passa por respeitar e adoptar uma tolerância activa. Por exemplo, em relação aos valores e práticas culturais, religiosas, sociais… e nos dois sentidos, naturalmente, dos que se acolhem e dos nossos que por vivem.

preparados para a diversidade?!…


… mesmo quando torres e símbolos são assumidamente réplicas, (ao caso, da Torre Eiffel) qualquer semelhança com contextos é pura coincidência.

Particularmente numa metrópole onde a tradição secular, o formal respeitoso e a contemporaniedade tecnológica se encontram lado a lado.
Com cerca de 27 milhões de habitantes (o país terá 127), em Tokyo dá-se de caras com um verdadeiro “melting pot” de culturas, hábitos e estilos de vida.

Santuarios xintoístas, templos budistas, lojas e galerias, os arranha-céus de Shinjuku, o «electric» district de Akihabara, o que se vê e o muito que não se apercebe… a vénia de saudação e o antigo modo conjugam-se com o efémero das cerejeiras em flor…

preparados para a diversidade?!

preparados para a diversidade?! tem mais do que uma pergunta.
É indagação que pretende ser existencial.

Um indivíduo estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês a fazer o mesmo com um prato de arroz na lápide ao lado.
Vira-se para o chinês e pergunta:
– Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
Ao que o chinês responde:
– Sim, e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!!!
“Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. SE as pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente.”

Não julgues – compreende, pode ser instrucção inicial para a humanitude.

 

preparados para a diversidade?…


Primeiro, a propósito de «Tou tak»,
depois, dos grafemas e ideogramas,
a interrogação sobre a nossa (a minha) preparação para a diversidade,
cruzou pelo ankh e, hoje, o olho-de-hórus,

O Olho de Hórus representa “a união do olho e da crista de falcão associado a Hórus”.
Segundo a lenda, na sua vingança Seth arrancou o olho esquerdo de Horus que foi substituído por este amuleto. Depois da recuperação, Hórus organizou novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
O olho de Horus era em ouro, cromado em cores azul e verde e com pedras preciosas. Normalmente é o olho direito que é representado, ainda que possa aparecer algumas vezes o esquerdo.

Alguns autores afirmam que esta representação se deve à teoria segundo a qual o olho direito representa o sol e o esquerdo a lua, ambos olhos do céu. O sol é mais poderoso que a lua e portanto a imagem do olho direito terá mais poder que a do esquerdo.

O Olho Direito de Horus representa a informação concreta, factual – lida com as palavras, as letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Horus representa a informação estética abstrata – lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Aborda o universo de um modo feminino.

Juntos, abordam o universo de modo global…