Publicado em Efemérides, Saúde mental

Dia Mundial da Saúde Mental

Assinala-se, a 10 de outubro, o dia mundial da Saúde Mental, visando chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou sócio-económicas.Esta data foi criada em 1992 pela World Federation for Mental Health.

 

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Publicado em Saúde mental

Indicador insustentável dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O DN afirmou, hoje,País registou, em 2015, uma taxa de 13,7 mortes por cada cem mil habitantes.

Portugal está acima da média global de suicídios, apresentando uma taxa de 13,7 por cem mil habitantes em 2015, face a uma taxa mundial de 10,7, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Perto de 800 mil pessoas suicidam-se todos os anos, o que significa uma pessoa a cada quarenta segundos, de acordo com os dados publicados hoje no site da OMS, que defendeu que a comunicação social deve noticiar estas mortes de forma responsável.

(…)

A OMS diz também que a Europa foi a região do mundo com a mais alta taxa de suicídio (14,1 por cada cem mil habitantes), à frente de África (8,8), Américas (9,6), Sudeste asiático (12,9), Mediterrâneo Oriental (3,8) ou Pacífico Ocidental (10,8).

Dentro da região Europa, Portugal está ligeiramente abaixo da média europeia mas acima da média global, tendo registado, em 2015, uma taxa de 13,7 mortes por suicídio por cada cem mil habitantes, o que significa, tendo em conta os cerca de dez milhões de habitantes, que cerca de 1.370 pessoas ter-se-ão suicidado.

De acordo com a organização, o suicídio é um fenómeno global, apontando que, em 2015, 78% dos casos ocorreu em países com baixos e médios rendimentos.

O suicídio correspondeu a 1,4% de todas as mortes a nível mundial, tornando-o na 17.ª principal causa de morte em 2015. Os indicadores revelam que por cada adulto que morre por suicídio, haverá mais de 20 tentativas

No site da OMS, o mapa

World Health Statistics 2017: Monitoring health for the Sustainable Development Goals (SDG) indicators, including suicide (indicator 3.4.2).

O ano passado, a OMS publicou

Practice manual for establishing and maintaining surveillance systems for suicide attempts and self-harm

Este ano

Preventing suicide: a resource for media professionals, update 2017

Publicado em Saúde, Saúde mental

Dia Mundial da Saúde 2017 – Vamos falar sobre Depressão

O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente a 7 de abril, data que assinala a primeira assembleia geral da OMS, em 1948.

O texto que se apresenta decorre dos textos da OMS, pois não há ainda referência à efeméride no site da DGS.

A OMS apresentou o tema do Dia Mundial da Saúde de 2017  – a depressão, com o lema “Let’s talk” (vamos conversar), visando a iniciativa ajudar a prevenir e a tratar a depressão. O Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade única de alertar a sociedade civil para temas-chave na área da saúde que afetam a humanidade e para desenvolver atividades com vista à promoção do bem estar das populações, assim como de promover hábitos de vida saudáveis.

A depressão afeta pessoas de todas as idades e condições sociais e de todos os países. A doença traz grande sofrimento mental e afeta a capacidade das pessoas para realizar até mesmo as mais simples tarefas diárias. A depressão pode levar ao suicídio, que atualmente é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No entanto, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão do que a depressão é e como atua ajuda reduzir o estigma associado à doença, além de levar a um aumento no número de pessoas que buscam tratamento, o que é efetivamente o objetivo geral da campanha, lançada em 10 de outubro de 2016 (Dia Mundial da Saúde Mental).

A OMS, no entanto, destaca ainda alguns outros objetivos específicos da iniciativa:

  • que o público em geral fique mais bem informados sobre a depressão, suas causas e as suas possíveis consequências, incluindo suicídio, e sobre a ajuda que está disponível para a prevenção e tratamento da doença;
  • que as pessoas com depressão não tratada comecem a procurar ajuda; e
  • que a família, amigos e colegas de pessoas com depressão possam apoiá-los.

A depressão é uma doença caracterizada pela tristeza persistente e perda de interesse em atividades que normalmente se desfrutam, bem como a incapacidade de realizar atividades diárias durante pelo menos duas semanas. Além disso, as pessoas com depressão têm geralmente vários dos seguintes sintomas: perda de energia; mudanças de apetite; necessidade de dormir mais ou menos do que o habitual; ansiedade; diminuição da concentração; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança; e pensamentos de auto-agressão ou suicídio.

O foco da campanha é a importância de se falar sobre a depressão como um componente vital de cura. O estigma da doença mental, incluindo a depressão, continua a ser um obstáculo para as pessoas pedirem ajuda. Falar de depressão com um membro da família, amigo ou profissional de saúde, seja em contextos mais amplos (como a escola, local de trabalho e ambientes sociais) ou na esfera pública (comunicação social, blogs ou redes sociais) ajuda a reduzir o estigma e a aumentar o número de pessoas que procuram tratamento.

O slogan da campanha é: ‘Vamos falar sobre depressão’ e a campanha é destinada a todas as pessoas, independentemente da idade, sexo ou condição social. No entanto, a OMS chama atenção para três grupos especialmente afetados pela doença: jovens com idades entre 15 a 24 anos, mulheres em idade fértil (especialmente após o nascimento de uma criança) e idosos.

Site oficial da campanha

Campaign essentials

“We have developed a set of posters Depression: Let’s talk for use in campaign activities and beyond. Each poster depicts a conversation between two people about depression: a mother and daughter; a mother with her young baby and a health-care worker; a student and teacher; and an older women with a younger woman.”

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Publicado em Saúde mental

Better Mental Health For All, 2016

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Better Mental Health for All: A Public Health Approach to Mental Health Improvement (2016)
London: Faculty of Public Health and Mental Health Foundation.
Publicado em Saúde mental

“Portugal – Saúde Mental em Números 2015”

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“As perturbações mentais e do comportamento mantêm um peso significativo no total de anos de vida saudável perdidos pelos portugueses, com uma taxa de 11,75% contra 13,74% das doenças cerebrovasculares e 10,38% das doenças oncológicas, revela o relatório “Portugal – Saúde Mental em Números 2015” apresentado pela Direção-Geral da Saúde. Simultaneamente, as perturbações mentais representam 20,55% do total de anos vividos com incapacidade, seguidas pelas doenças respiratórias (5,06%) e a diabetes (4,07%).

No âmbito da Ação Conjunta para a Saúde Mental e o Bem-estar – Joint Action on Mental Health and Wellbeing, coordenada por Portugal e que decorreu entre 2013-2015, foi elaborado o European Framework for Action on Mental Health and Wellbeing, a estratégia europeia para a saúde mental que reforça o desenvolvimento de cuidados de saúde mental na comunidade. A desinstitucionalização e o desenvolvimento de cuidados na comunidade são objetivos fundamentais nas políticas da maioria dos países europeus. Em Portugal, este processo só teve lugar depois de 1998. Desde então, o número de camas em hospitais psiquiátricos tem vindo a diminuir para o número atual de 5,5 por 100 000 habitantes. A centralização de recursos, a falta de formação profissional, a insuficiência de financiamento e baixa prioridade política mantêm-se como as principais barreiras ao processo de transição dos cuidados de base hospitalar para os cuidados na comunidade, modelo previsto na Lei da Saúde Mental em vigor. 

Encontra-se atualmente em curso a reativação da Comissão Técnica de Acompanhamento da Reforma da Saúde Mental, entidade que irá apreciar a proposta de prolongamento do Plano Nacional de Saúde Mental até 2020. No relatório agora apresentado, o Programa Nacional para a Saúde Mental destaca também o início das colaborações no âmbito da promoção e da prevenção da saúde mental em crianças e adolescentes, patrocinando e participando na estruturação de ações de formação para capacitação de profissionais dos Cuidados de Saúde Primários, bem como das equipas de Saúde Escolar e das Equipas Educativas (Ministério da Saúde).”

Para mais informações consulte o relatório “Portugal – Saúde Mental em Números 2015“.

Já tinha havido o “Saúde Mental em números” em 2014 e em  de 2013

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Publicado em Saúde mental, Sociedade

“Semicolon Project”

Há muitas maneiras de chamar a atenção para um fenómeno.

Project Semicolon, ou Projeto Ponto e Vírgula, em português, tem como objetivo ajudar pessoas que sofrem com problemas de saúde mental, como depressão, desejos suicidas, automutilação, vício, entre outros. Criado por Amy Bleuel, que em 2013 tatuou o símbolo em homenagem ao pai que tinha se suicidado, o projeto hoje já conta com vários colaboradores.

VISION

The vision is that, for the first time, people feel what real love is.
The vision is that people see the value in their story.
The vision is that suicide is no longer an option to be considered.
The vision is that everyone loves one another regardless of the label they wear.
The vision is to reduce suicide rates in America and around the world.
The vision is that drugs and alcohol are no longer an escape to be used.
The vision is that blades are put down.
The vision is that for the first time steps are taken towards recovery.
The vision is that society no longer pushes mental illness, suicide, addiction and self-injury under the rug.
The vision is that for the first time conversations are being started.
The vision is that everyone comes together as a community and stands together in support of one another.
The vision is hope, and hope is alive.
The vision is LOVE.
You are not alone. Your story isn’t over yet.
– Amy Bleuel
Founder & President