uns pedaços da banda sonora… “by order of Peaky Blinders”

Nick Cave And The Bad Seeds – Red Right Hand (Peaky Blinders OST)

‘Peaky Blinders | Do I Wanna Know”
Müzik: Arctic Monkeys

 

Kate Rusby – I Am Stretched On Your Grave ( Peaky Blinders )

Para ir ouvindo enquanto se espera a 5ª temporada…

 

The Big Bang Theory – s11, e24, The Bow Tie Asymmetry

Algumas séries têm personagens marcantes. E, como a TBBT – “The Big Bang Theory”, tornam-se longevas, somam temporadas sem perder interesse. Já por aqui a referi [ao caso, a propósito da adesão à série, dos protagonistas em LEGO, de rever episódios em tempos curtos de lazeres, dos prémios de Jim Parsons e das t-shirts do Sheldon] mas esta 11ª temporada merece referência – até como exemplo de se passar uma temporada inteira em torno de um casamento.

O episódio final da 11ª é delicioso, incluindo a participação de  Mark Hamill, o Luke Skywalker do último “Star Wars” . Talvez uma das coisas apelativas da série, além do desenvolvimento da histórias e das personagens, seja a nossa familiaridade com alguém assim porque eles – todos: Sheldon Cooper, Amy Farrah Fowler, Leonard Hofstadter, Penny, Howard Wolowitz, Bernardette Rostenkowski, Raj ou Rajesh Koothrappali, pais, mães, irmãos – são exagero de um tipo de pessoa que conhecemos.

“The Bow Tie Asymmetry” – Pictured: Penny (Kaley Cuoco), Mark Hamill (Himself), Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik) and Sheldon Cooper (Jim Parsons). When Amy’s parents and Sheldon’s family arrive for the wedding, everybody is focused on making sure all goes according to plan — everyone except the bride and groom, on the 11th season finale of THE BIG BANG THEORY, Thursday, May 10 (8:00-8:31 PM, ET/PT) on the CBS Television Network. Photo: Michael Yarish/CBS ©2018 CBS Broadcasting, Inc. All Rights Reserved.

O modo “séries”, à espera de GoT

Séries são um pouco como cores e sapatos – cada um escolhe o que mais aprecia, reconhecendo que a longevidade das histórias e dos personagens pode coincidir (ou não) com as preferências pessoais.

Perto do regresso do GoT (Game of Thrones, Guerra dos Tronos) para a sétima e derradeira temporada, de menor dimensão (sete episódios em vez dos 10 habituais), ficar-me-á a estranheza de ter sido a série que deu fama e fulgor aos livros. Isto porque quando «A Muralha – 1º vol – O gelo e o fogo» foi publicado em Portugal em 2002 pela Entre Letras Editora, nem se deu por isso.

Aliás, à conta dessa publicação, pareceu-me muito familiar, no verão de 2007, a leitura de “A Guerra dos Tronos. As Crónicas de Gelo e Fogo – Livro Um”, lançado pela Saída de Emergência. Pudera! Tinha-o lido cinco anos antes 🙂

 

Oasis [2017]

Baseado no romance “The Book of Strange New Things”, de Michael Faber, acompanhamos um capelão, “yes, a chaplain… a priest”, que é enviado ao espaço para estabelecer uma colónia num planeta distante. «New base chaplain Peter Leigh», ecuménico, quando parece que não haveria muito espaço para a religião.

«Life is mysterious and death more so».

O «pilot» promete, ainda assim veremos….

The Handmaid’s Tale [2017]

Tal como no livro de Margaret Atwood, a história é contada pela perspectiva de Offred, alternando cenas do presente com do passado. Uma facção católica tomou o poder nos Estados Unidos, com o intuito de restaurar a paz, proteger o ambiente, a moral e os bons costumes; transformou o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento. As mulheres férteis servem para o seu “destino biológico”, gerar filhos para homens poderosos, vestem como na era puritana do século XVII, com uma touca que as impede de ver (e serem vistas), são proibidas de ler e as atividades que podem desenvolver são restritas.

Offred é uma “handmaid”, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Vistas como privilegiadas, abençoadas com fertilidade, maltratadas até se submetem.

«We intend to make the world better. Not better for everyone. Better means worse for someone»

A história começa com a atribuição de Offred à esposa Serena Joy (Yvonne Strahovski) e ao Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), um oficial de alto escalão do regime. O ritmo é lento e muito envolvente. Curioso como a transformação do livro ficou tão bem sucedida…

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The Handmaid’s Tale pode bem ser candidata a uma das melhores e mais provocadoras séries de 2017, -uma distopia que foi acontecendo aos poucos, aos olhos do mundo.

“série cancelada”

Toda a gente tem ou terá  tido uma série que acompanhava e que terminou sem final ou num cliffhanger, quando se pensava que a série ia continuar. Se não toda agente, a mim já me aconteceu… e nem estou a fazer referência à clássica «Firefly», de há mais de uma década. Portanto, de vez em quando, uma série que se vai acompanhando é cancelada.

Nos últimos anos, isso aconteceu com algumas séries que seguia com interesse, interrompidas subitamente como aconteceu com «Alphas» ou «Tomorrow People», depois de alguma sequência e de altos e baixos, como «Revolution» ou «Defiance».

Via de regra, uma série é cancelada por baixa audiência na televisão do país de origem; mas há variações a essa regra – muitas vezes parece ser considerada a audiência de alguns grupos do público, o apoio dos fãs e, como em outros aspetos sociais, certas decisões são tomadas sem que ninguém entenda  porquê.

Pode até por pressão de convergência com os standards mais habituais, por problemas de contratações e elencos…. a verdade é que a expressão «cancelada», diferentemente de «finalizada», emerge com o sentido de uma interrupção na narrativa, um fim súbito do desenvolvimento das personagens. Podemos rever as séries, o que, claramente, não é a mesma coisa.

 

Travelers, 2016 [Show Case & Netflix]

Uma série que passa despercebida, porque não teve (espante-se!) quase nenhum marketing associado. Travelers, Showcase & Netflix, Canadá.

A série foi idealizada e escrita por Brad Wright que é co-criador da antiga série Stargate SG-1 e conta com Erick  McCormack (que conhecemos de Perception), MacKenzie Porter, Nesta Cooper, Jared Abrahamson e Reily Dolman nos papéis principais. Uma equipa, cinco personagens, cada uma com uma finalidade e um conjunto de habilidades especiais.

Centenas de anos no futuro, os seres humanos descobriram como enviar a consciência de volta no tempo, para dentro de pessoas que vivem no século XXI. coincidindo com a hora estimada de morte. Esses viajantes assumem os corpos e as vidas de outras pessoas, enquanto tentam salvar a humanidade de um futuro terrível.

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Não deixa de ser curioso um viajante chegar e ter de encontrar razões para não saber detalhes da sua vida (concussão, amnésia, etc…) ou encontrar um vício que não se sabia que o host tinha. Assumem a vida da pessoa, com base em informações que recolheram das redes sociais – mas assim que o viajante assume a vida do hospedeiro fica cada vez mais claro que as informações não são suficientes para que eles executem as suas missões ao mesmo tempo em que se fazem passar por outras pessoas.

Há bastante séries com a ideia de viagem no tempo, basta lembrar de 12 Monkeys, 11.22.63,  Timeless e Frequency. Mas Travelers é diferente porque não existem máquinas ou objetos que façam a viagem e por não permitir a visualização ou o conhecimento da realidade futura de onde se parte. Apenas sabemos que o destino não será positivo pois o que move os travelers é o interesse em mudar o curso do passado.

O piloto da série é simples e apresenta os personagens, e, mais especificamente, a chegada da consciência das pessoas do futuro nos corpos hospedeiros da atualidade. Sim, uma das particularidades da série é que os viajantes não chegam com um corpo físico e nem é mostrado de onde vieram, sendo apenas sugerida a chegada. A maneira utilizada para isso foi simples e funcionou, é exibido um cronómetro decrescente, em que zero é a hora da morte de cada hospedeiro. No momento zero, o viajante chega…

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The Last Ship, em modo «stand by»

“A missão deles é simples. Encontrar uma cura. Parar o vírus. Salvar o mundo.”

Quando comecei a ver a 1ª temporada, não fazia ideia do que ia ver. “The last ship” soa, pelo menos, apelativo. Com uma boa construção de argumento, a série começou lenta, algum artificialismo nos desempenhos – mas as personagens vão-se desenvolvendo devagar. A história foca-se num grupo de sobreviventes de um navio militar depois de um vírus ter assolado mais de 80% da população mundial, trazendo o planeta a um caos total. A tripulação do US Nathan esteve quatro meses em missão no Ártico, afastados do mundo. A primeira temporada teve altos e baixos, oferecendo uma base bastante sólida para a 2ª temporada, especialmente em termos de história e personagens.

A segunda temporada desenvolve – apesar de uns quantos clichés, o realismo das reações humanas a uma catástrofe mundial é notável. Por exemplo, os imunes assumem-se como «chosen» e querem dominar a Terra. Em certo sentido, é uma temporada mais interessante mas precisa claramente da primeira, como suporte.

Agora, a season 3, só para o ano… 🙂

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Grimm [2011]

Nick Burkhardt é um detetive que descobre ser descendente de uma linhagem de caçadores conhecidos como Grimm. Usando a habilidade de ver o sobrenatural, tentam proteger o mundo real das terríveis criaturas Wesen.  É uma tradição de longa data que os Grimms documentem e cacem criaturas que atacam a população em geral – mantêm livros que registam os encontros com elas, para que as futuras gerações de Grimms possam aprender. Nick é parceiro de Hank Griffin e, no primeiro episódio da série, conhece Monroe, um Weider Blutbad de quem se torna amigo.

Para mais, … ver a série, que já vai na 4ª temporada e confirmada a 5ª…

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The Messengers [2015]

No deserto do Novo México, a cientista Vera Buckley (Shantel VanSanten) assiste com fascinação à chegada de um misterioso objeto que cai na Terra e explode, enviando uma onda de choque que parece matar Vera. No entanto, ela não é a única afectada.

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Outros, que misteriosamente se encontrarão, também sofreram um colapso e voltaram milagrosamente à vida horas depois – Raul Garcia, um agente infiltrado (JD Pardo), Peter Moore, um adolescente (Joel Courtney), Joshua um pregador (Jon Fletcher), Erin, uma mãe em fuga com a filha (Sofia Black D´Elia). Junto com o meteoro, aterrou na Terra “the Man” (Diogo Morgado).   O grupo descobrirá serem os Mensageiros, terem dons diferentes cada um, e podem ser a única esperança para deter os Cavaleiros e o Apocalipse.

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Dark Matter [2015]

Dos autores de “Stargate”, Joseph Mallozi e Paul Mullie, foi a primeira coisa a chamar a atenção. Depois, nós não sabemos quem eles são, mas eles também não. Os tripulantes de uma nave acordam e não fazem ideia de quem são nem do que estão a fazer naquele veículo espacial. Amnésia a sério e os dados foram apagados da nave. Eles vão ter de descobrir o que por ali se passa e nós temos a mesma missão.group-hall-15jpg-78234c

No primeiro episódio há uns quantos detalhes que vão ser revelados, muito a conta-gotas. Escolhem chamar-se Um, Dois, Três, Quatro, Cinco, Seis, pela ordem em que acordaram.  Vão descobrindo que sabem coisas – um sabe manejar espadas de samurai, outra é capaz de conduzir a nave,  outra gosta de mexer em fios e circuitos. A nave tem salas cheias de armas, prontas para equipar um verdadeiro exército; há uma porta que não abre; uma rota que recuperam para um planeta…

Dark Matter nasceu como banda desenhada, com quatro números, publicados entre Janeiro e Abril de 2012 – vol. 1 Rebirth

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Dark Matter WIKIA