Trabalho em rede – Grupo Violência

Screenshot_2

“O GRUPO VIOLÊNCIA dirigido, num primeiro momento, à VIOLÊNCIA DOMÉSTICA resulta da convergência de um grupo de técnicos, onde, subjacente à sua actividade enquanto prestadores de serviços (rede secundária), existe uma rede primária (amigos/conhecidos), criada ao longo de anos de trabalho, que tem facilitado o ENCONTRO e a reflexão acerca de algumas problemáticas/potenciais estratégias, visando melhorar a qualidade de vida de quem sofre.

A violência doméstica, atingindo, fundamentalmente, crianças, adolescentes, mulheres e idosos, constitui uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e uma ofensa à dignidade humana, limitando o reconhecimento e exercício de tais direitos e liberdades. Acontece em todos os sectores da sociedade, ao longo do ciclo vital, sem distinção de classe social, grupo racial, nível económico, educacional ou religião. Produz considerável sofrimento e consequências negativas para a saúde. Trata-se, em suma, de um problema complexo, muitas vezes envolto no silêncio e, por isso, difícil de quantificar, para o qual não há respostas fáceis mas que urge combater em tempo útil.

Neste quadro de referência, e tendo em conta a importância da multidisciplinaridade das estratégias inerentes à abordagem desta problemática, considera-se fundamental a existência de um mapa institucional, facilitador da continuidade e acessibilidade nos cuidados, e que tenha, também, em conta a importância de respostas mais rápidas e adequadas às solicitações inerentes às problemáticas da violência doméstica.

SITE

 

 

campanha de sensibilização contra a violência doméstica

APAV_Home

A APAV lança hoje [30/04/2015] uma campanha de sensibilização contra a violência doméstica. A campanha de alerta, desenvolvida pela agência FCB Lisboa, vai chegar por correio a alguns lares portugueses em forma de catálogo.

O catálogo chama-se “Home” e parece, à primeira vista, um álbum de móveis para venda. Mas na verdade este é um catálogo para folhear de olhos bem abertos, para acordar consciências.
O catálogo inclui histórias verdadeiras, traduzidas em estatísticas da violência praticada em ambiente doméstico no nosso país em 2014. A violência doméstica é um problema transversal: afecta sobretudo mulheres, mas também homens, crianças, pessoas idosas.
O foco da campanha nos espaços comuns do interior de uma casa de família e em objectos do quotidiano chama a atenção para a proximidade do problema.

“Os números neste catálogo precisam de diminuir até 2016”. Eis uma meta clara, em tom de imperativo, como resposta aos dados alarmantes de 2014. No ano passado 48 pessoas morreram no âmbito da violência doméstica no nosso país, entre as quais 43 mulheres.
O catálogo está disponível online e pode e deve ser partilhado, para lembrar que a violência doméstica pode estar muito próxima.
A APAV, através da sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da Linha de Apoio à Vítima (116 006), apoia todas as pessoas que sejam vítimas de crime, prestando apoio jurídico, psicológico, emocional e social.”

catalogohome2015

Guia de Recursos na Área da Violência Doméstica

Screenshot_2

Já se encontra disponível, através da página principal do sítio web da CIG, o Guia de Recursos VD , ferramenta que visa facilitar e agilizar o trabalho de profissionais, que, a nível nacional, acompanham e encaminham casos de violência doméstica, concentrando, numa única ferramenta, os contactos das entidades que integram a rede nacional de apoio a vitimas de violência doméstica. Neste Guia, encontramos os recursos existentes na rede nacional de apoio, com desagregação em 8 categorias – Estruturas de Atendimento a Vítimas, Forças de Segurança, Saúde, Câmaras Municipais, Intervenção com Agressores, Justiça, Proteção de Menores e Serviços Locais de Segurança Social – e por distrito ou ilha de cada Região Autónoma. Os resultados das pesquisas efetuadas obedecem ao critério da proximidade territorial, na medida em que todos os registos estão georreferenciados.

Atentado à liberdade de expressão: cartunistas do “Charlie Hebdo” são mortos na França

Atentado à liberdade de expressão: cartunistas do “Charlie Hebdo” são mortos na França

Livre Opinião - Ideias em Debate

Georges Wolinski, Cabu, Charb e Tignous Georges Wolinski, Cabu, Charb e Tignous

Atentado na França à sede da revista satírica Charlie Hebdo, nesta quarta-feira (7), matou 12 pessoas, entre os mortos estavam os cartunistas Cabu, Charb, Tignous e Georges Wolinski. Segundo informações, três atiradores invadiram o prédio da revista e gritavam “Vamos vingar o profeta”.  A revista já havia causado transtorno ao publicar uma charge satirizando Maomé na capa de uma das edições.

A revista sempre publicava charges satirizando o profeta Maomé e líderes mulçumanos, assim como seus editores sofriam eventualmente ameaças de morte. Após o atentado, o presidente François Hollande colocou o país em estado de alerta.

Edição com profeta Maomé na capa Edição com profeta Maomé na capa

Aos 80 anos, George Wolinski foi considerado um dos maiores cartunistas do mundo, começando a carreira em meados dos anos de 1960, no período das manifestações estudantis. Wolinski também influenciou os famosos cartunistas brasileiros Ziraldo, Jaguar, Nani, Henfil, Fortuna. Cabu, nome…

View original post mais 176 palavras

Dia Internacional da Tolerâncio Zero à MGF

Dia de 6 de fevereiro é o dia Internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina.

A expressão “Mutilação Genital Feminina” (MGF) refere-se a todos os procedimentos que envolvam a remoção total ou parcial dos órgãos genitais externos ou quaisquer danos infligidos aos órgãos genitais femininos por motivos não médicos.

Os números divulgados pela OMS são brutais: existem entre 120 a 140 milhões de excisadas em todo o mundo; em África o número é de 92 milhões de raparigas e mulheres com 10 anos e mais; existem todos os dias cerca de três milhões de raparigas em risco.

A prática da MGF constitui uma violação grave dos Direitos Humanos das Mulheres e traz enormes riscos a sua saúde física, reprodutiva, emocional e mental. Se fechamos os olhos a esta prática, considerando que só existe em países de baixo desenvolvimento, estaremos fechando os olhos para um dos problemas sociais existentes com a migração das populações.

Já há algum tempo que Portugal vem discutindo esta prática em seu território devido ao fluxo migratório e ao isolamento destas populações que por questões culturais mantém a pratica com medo de perderem sua identidade. Este problema verifica-se também na Austrália, Europa e América do Norte.

Para enfrentar este problema, os paises tem fomentado políticas de integração das comunidades com a intenção de que esta prática milenar e cultural seja diluída no novo ambiente. O conhecimento dos contextos sócio-culturais e o trabalho com migrantes, a partir das suas experiências e saberes são essenciais para modificar atitudes em relação à MGF e encorajar núcleos de resistência à prática.

do site da APAV

“Anualmente a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima presta contas da população atendida e apoiada na sua rede nacional de 15 Gabinetes de Apoio à Vítima; das 2 Casas de Abrigo para Mulheres e Crianças Vítimas de Violência; da Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica e do 707 2000 77 – Linha de Apoio à Vítima. As Estatísticas APAV 2008 agora divulgadas revelam um aumento da população servida pela APAV tendo-se ultrapassado a barreira dos 10.000 processos de apoio, num universo estimado de mais de 20.000 pessoas atendidas e apoiadas.

A violência doméstica continua a apresentar-se como um fenómeno criminal e social de grande dimensão e complexidade, traduzindo a maior expressão das vítimas apoiadas pela APAV. Mas cada vez mais vítimas de crimes sexuais; discriminação racial; de furto; de roubo; de dano; de burla; de ameaças e coação; de agressões fora do contexto doméstico e familiares e amigos de vítimas de homicídio são apoiadas pela APAV: apoio emocional, jurídico, psicológico e social.”

Relembro:

Violência nas pontas do ciclo vital

e

Violência doméstica – o triste adágio.