RIP Marion Zimmer Bradley

Conversamos?!...

A 25 de setembro de 1999 morreu Marion Zimmer Bradley. A lista de obras é impressionante, ainda que as de maior divulgação sejam As Brumas de Avalon (The Mists of Avalon, 1982) e a série Darkover, escrita ao longo de quase meio século.

Claro que ler As Brumas de Avalon nos anos 80 foi uma espécie de «clássico» da fantasia. Fui dar uma espreitadela e guardo os 4 volumes, curiosamente uns da 1ª e outros da 2ª edição. Para quem vinha de ler «Os caçadores da Lua vermelha», foi um choque literário…

Marion Eleanor Zimmer Bradley nasceu em Albany, a 3 de junho de 193o. Vivia-se a Grande Depressão, a família era muito pobre, teve de começar a trabalhar muito cedo. Quando, aos dezasseis anos, a mãe lhe ofereceu uma máquina de escrever, começou a escrever histórias.

Com a permanência de seu romance As Brumas de…

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Miniaturização. Tatsuya Tanaka

scroll through Tatsuya Tanaka’s Instagram chronicles the everyday happenings of a cleverly designed world in miniature. The Japanese artist (previously) has spent the last decade reimaging life-sized objects like pencil sharpeners, sponges, and slippers as tiny sets for his cast of characters: a “P” key rests on a painter’s easel, bobsledders barrel through a bowl on a hot pepper, and ice skaters race across a white surgical mask.

Released daily as part of his ongoing Miniature Calendar project, the works often correspond with current events and cultural moments, including Tanaka’s recent scenarios referencing the Winter Olympic Games. “The theme of my work is ‘mitate’… to replace something around us with something similar or that looks like it. It is important to use something that everyone knows as a motif for my work,” he writes.

https://miniature-calendar.com/

For a look behind-the-scenes, click through each day on Tanaka’s site, where he shares multiple perspectives of every work.

Citação do dia

Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás.

José Luís Peixoto, Abraço

(Foto: candeeiro, Sydney)

um dos 100 do século XX

Em 1999 o jornal Le Monde, constituiu uma lista de 100 livros considerados como os melhores do século XX. A lista foi elaborada por livreiros e jornalistas em que 17.800 leitores responderam à pergunta: «Que livros ficaram na sua memória».

Esta obra de Marguerite Yourcenar ficou no 26º lugar.

Cais do Olhar

Lido o post, fui à procura no arquivo do Le Monde pela list the plusiers livres, 1999

Les 100 romans qui ont le plus enthousiasmé « Le Monde » depuis 1944

E, depois, em 2019, De « Harry Potter » à « Voyage au bout de la nuit », les 101 romans préférés des lecteurs du « Monde »

E assim, de nenúfar em nenúfar, uma pessoa distrai-se a sério…

É um exercício interessante ver quantos dos 100 livros do século XX se leu.

Questionário de Proust

Marcel Proust pour lui même
source

O questionário de Proust, como é conhecido, tem história e contextos. Alguns artigos sobre o tópico clarificam a história (também aqui) e há uma série de artigos também aqui de respostas em jornais diários.

PRELO adaptou o questionário original:

1) A sua virtude preferida?
2) A qualidade que mais aprecia num homem?
3) A qualidade que mais aprecia numa mulher?
4) O que aprecia mais nos seus amigos?
5) O seu principal defeito?
6) A sua ocupação preferida?
7) Qual é a sua ideia de «felicidade perfeita»?
8) Um desgosto?
9) O que é que gostaria de ser?
10) Em que país gostaria de viver?
11) A cor preferida?
12) A flor de que gosta?
13) O pássaro que prefere?
14) O autor preferido em prosa?
15) Poetas preferidos?
16) O seu herói da ficção?
17) Heroínas favoritas na ficção?
18) Compositores preferidos?
20) Os pintores preferidos?
21) Os heróis da vida real?
22) As heroínas históricas?
23) Os seus nomes preferidos?
24) O que detesta acima de tudo?
25) A personagem histórica que mais despreza?
26) O feito militar que mais admira?
27) O dom da natureza que gostaria de ter?
28) Como gostaria de morrer?
29) Estado de espírito atual?
30) Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
31) A sua divisa?

Experimente responder…

Reconciliação. Jorge de Sena

DEPOIS DA ESPERANÇA, QUALQUER PAZ

Reconciliamo-nos sempre.
No fundo, e às vezes nem muito ao fundo,
a reconciliação nos espreita,
na mira da primeira fraqueza, da primeira humidade
de lágrima ou de sexo. Às vezes,
nem sequer disso: a poalha dispersa
que o sol define em branda agitação,
ou mesmo a própria luz num reflexo
(quanto mais breve e modesto melhor emociona)
lhe bastam.
Espreita-nos para que aceitemos, para que
pensemos noutra coisa ou nesse refúgio das pequenas coisas
que é, diz-se, não pensar em nada.
reconciliamo-nos pois. E amamos logo tudo,
ou, mais subtilmente, fingimos que do tudo
apenas uns sinais, algo de nobre
e muito humilde. Assim
como se a solidão se acompanhasse
de muitas outras reconciliações humanas, simultâneas,
paralelas, mas não connosco, de outrem.
Quase mais que a nossa própria nos espreita
a reconciliação, suposta apenas, de outros.

1958, nº 4 dos Cadernos do Meio-Dia, poema incluído no Post-Scriptum de Poesia I (1961), com novo título:  «Reconciliação».

Jorge de Sena

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