[Blogoesfera] passagens pelos blogs de livros

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de livros, sobre livros, as magníficas escolhas de O silêncio dos livros,

de crítica literária, política e existencial, Da Literatura

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convem sempre ter à mãos Estante de Livros

viajar pela leitura

opiniões nas Leituras e Devaneios

de livros e Crítica na Rede

um Marcador de Livros

e, mesmo terminado, o Porta-livros

 

 

Invoco a 1ª Lei de Newton :)

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Um corpo tende a ficar parado ou em movimento rectilíneo uniforme, até que uma força aja sobre ele.

Lex I

“Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare”
Cada corpo persevera no seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha, a menos que seja compelido a mudar aquele estado por forças nele imprimidas

Princípio da inércia ou Primeira Lei de Newton.

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Magnifico exemplar aqui ou aqui

Blackhat: Ameaça na Rede [2015]

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Nicholas Hathaway tinha sido condenado a 15 anos de prisão por crime informático. Quando as autoridades norte-americanas encontram um código seu num “malware” que desencadeou um ataque terrorista, decidem contactá-lo.  Negoceia a comutação da pena por colaborar nas investigações e apanhar um poderoso “hacker” que ameaça os sistemas de segurança do planeta. Com realização de Michael Mann, um “thriller” de acção sobre os perigos da sociedade da informação. Estava à espera de melhor argumento e melhores interpretações…

Testament of Youth, Testemunho de Juventude [2015]

Baseado no livro de memórias da Primeira Guerra Mundial, Testament of Youth, escrito por Vera Mary Brittain – em 1914, Vera Brittain (Alicia Vikander ) superou os preconceitos contra as mulheres e, com o apoio do irmão e do amigo Roland, faz o exame (e traduz para alemão porque não sabe latim….) e torna-se estudante do Colégio Somerville, em Oxford.Queria escrever, ser escritora. Quando a Primeira Guerra Mundial irrompe o namorado Roland Leighton (Kit Harington) e depois o irmão Edward (Taron Egerton) são enviados para servir na frente de batalha. Vera sai do colégio e junta-se ao Destacamento de Ajuda Voluntária como enfermeira para cuidar dos feridos.

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… o discurso sobre o desperdício da guerra e o «no more of it » é notável…Testament-Of-Youth

[Faróis: alumiar os acessos a Lisboa] S. Julião da Barra

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O Forte de S. Julião da Barra, erigido no local onde existia uma ermida em honra do padroeiro dos barqueiros, S. Gião, foi construído na segunda metade do séc. XVI, na Foz do Tejo, como um reforço da defesa da cidade de Lisboa e do seu porto, tendo sido considerado como o «Escudo do Reino».

A construção de uma fortificação na ponta onde existiria uma ermida sob a invocação de São Gião, na margem direita da barra do rio Tejo, foi recomendada por D. Manuel I (1495-1521) a seu filho e sucessor, D. João III (1521-1557).

Em 1549, D. João III criou o cargo de Mestre das Obras de Fortificação do Reino, lugares d’Além e Índias que confiou ao renomeado arquitecto Miguel de Arruda. Sabe-se que em 1559 foi lançado um tributo especial para uma edificação mais rápida e em 1568 era dada como concluída. Obras complementares prosseguiram em 1573, quando nas masmorras do forte eram detidos aqueles que aguardavam degredo, ocupados em trabalhos forçados nas obras da própria estrutura.

As tropas espanholas sob o comando do Duque de Alba cercaram o Forte pelo lado de terra, tendo se rendido ao fim de seis dias (13 de Agosto de 1580).  O Duque de Alba entregou ao arquitecto Giácomo Palearo o reforço da defesa do forte – foi corrigido o traçado do fosso, erguidas novas baterias, ampliou as defesas do flanco oeste. A partir de 1582 adicionaram-se os baluartes sob a invocação de São Filipe e de São Pedro. A partir de 1597 o engenheiro militar e arquiteto Leonardo Torriani, assumiu a direção das suas obras de ampliação e reforço. No conjunto, essas obras transformaram o Forte de São Julião na maior e mais poderosa fortificação do reino de Portugal, à época. No mesmo período, as instalações da fortificação passaram a ser utilizadas como prisão política do Estado português, função que se manteve nos séculos seguintes até à 1ª República portuguesa.

Na altura da Restauração da Independência, o Forte sofreu segundo cerco por terra, pelas tropas leais ao Duque de Bragança (Dezembro de 1640). E teve mais obras, a seguir.

O terramoto de 1755 causou graves danos, incluindo a queda do farol e da respectiva torre que se elevava no centro da praça. As obras de recuperação do farol implicaram na elevação da sua torre em trinta palmos de altura (cerca de seis metros), tendo voltado a funcionar em 1761.

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Quando do início da Guerra Peninsular, as tropas francesas de Napoleão Bonaparte, sob o comando do general Jean-Andoche Junot, alcançaram os limites de Lisboa a 30 de Novembro de 1807, tendo a vila de Oeiras e o Forte de São Julião sido transformados em Quartel-General das tropas de ocupação francesas sob o comando do general Jean-Pierre Travot, enquanto a barra do rio Tejo era bloqueada pela marinha inglesa. O forte só passou para as mãos britânicas após a Convenção de Sintra, em 2 de Setembro de 1808.

A partir de 1809, o Forte de São Julião, o mais importante da linha de Oeiras (que constituía a terceira das quatro linhas defensivas de Lisboa, as famosas Linhas de Torres), voltou a ter um Governador militar português.

Desde os meados do séc. XVIII funcionou essencialmente como aquartelamento e prisão de Estado. Um dos detidos mais famosos foi o general Gomes Freire de Andrade, acusado de suposto envolvimento numa conspiração contra a presença inglesa. Executado, o seu corpo foi queimado e as suas cinzas deitadas ao rio Tejo em 18 de Outubro de 1817.

Mais recentemente, residência oficial do Ministro da Defesa Nacional.

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Fotos agosto 2015

Cf.
De sinalizador a atractivo cultural: faróis portugueses numa perspectiva turística