nascido do dia

Nada é constante neste mundo senão a inconstância.

Jonathan Swift

A 30 de novembro de 1667 nasceu Jonathan Swift, em Dublin – morreu a 19 de outubro de 1745. Ainda que mais conhecido por As viagens de Gulliver, foi escritor, poeta, crítico literário e prosador satírico.

É considerado pela Encyclopædia Britannica o principal satirista de prosas da língua inglesa, e não tão conhecido por suas poesias. Swift originalmente publicou as suas obras assinadas por pseudónimos – como Lemuel Gulliver, Isaac Bikerstaff, the Drapier – ou anonimamente.

Sponsored Post Gardening Calendar (Australian Temperate Climate) – DecemberDeep Green Permaculture

December is the first month of summer, and with the warmer weather gardens explode into life – lush, abundant and awesome to behold. With the days getting longer as we progress towards the longest day of the year, the summer solstice, there’s more time to enjoy the garden and the great outdoors!

During this time, temperatures can reach extremes as the days heat up, and gardens can get quite dry, so keeping up with the watering is important. Pests will also emerge with the warmer weather so keep an eye out for them!

Ler Mais...

Citação do dia

No interior do Palácio de Mafra (LN)

Há que não atentar muito em felicidades, graças, bem-aventuranças distantes e desconhecidas, mas sim em viver da maneira com que gostaríamos de reviver, dentro dos mesmos moldes, até à eternidade. É esta a tarefa que temos pela frente: constante e continuadamente.

F. W. Nietszche

para pensar

«Quando, no início das Historiai, Heródoto declarou que ele apresentaria
“os resultados de sua pesquisa, a fim de que o tempo não
suprimisse os trabalhos dos homens e que as grandes proezas realizadas
seja pelos gregos, seja pelos bárbaros, não caíssem em esquecimento”,
8 ele toma para si a tarefa sagrada do poeta épico, transformando-
a ao mesmo tempo pela busca das causas verdadeiras: lutar
contra o esquecimento, mantendo a lembrança cintilante da glória
(kleos) dos heróis, isto é, fundamentalmente, lutar contra a morte e a
ausência pela palavra viva e rememorativa. Alguns dos mais belos
ensaios de Jean-Pierre Vernant estudam esse paralelismo fulgurante
que sustém o canto poético da Ilíada: a palavra de rememoração e de
louvor do poeta corresponde, em sua intenção e em seus efeitos, às cerimônias
de luto e de enterro. Como a estela funerária, erguida em
memória do morto, o canto poético luta igualmente para manter viva
a memória dos heróis. Túmulo e palavra se revezam nesse trabalho de
memória que, justamente por se fundar na luta contra o esquecimento,
é também o reconhecimento implícito da força deste último: o reconhecimento
do poder da morte. O fato da palavra grega sèma significar,
ao mesmo tempo, túmulo e signo é um indício evidente de que
todo o trabalho de pesquisa simbólica e de criação de significação é
também um trabalho de luto. E que as inscrições funerárias estejam
entre os primeiros rastros de signos escritos confirma-nos, igualmente,
quão inseparáveis são memória, escrita e morte.»

Jeanne Marie Gagnebin, Lembrar, escrever, esquecer

neste dia

imagem aqui

A 22 de novembro de 1307, o Papa Clemente V emitiu a bula papal Pastoralis Praeeminentiae, instruindo todos os monarcas cristãos da Europa a prender todos os Templários e apreender os seus bens.

A Ordem do Templo foi extinta a 22 de março de 1312, pela bula Vox clamantis e o mesmo papa, Clemente V, através bula Ad providam de 2 de maio de 1312, transferiu todos os bens Templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os quais ficaram na posse interina dos monarcas, até o conselho decidir qual o seu destino.

A Ordem do Templo tinha chegado ao Condado Portucalense ainda na época de Teresa de Leão, condessa de Portugal, que lhe fez a doação da vila de Fonte Arcada, atual concelho de Penafiel, anteriormente a 1126, e do Castelo de Soure, em 1127. Já com D. Afonso Henriques, a Ordem recebeu a doação do Castelo de Longroiva (1145), apoiaram a conquista de Santarém em 1147 e a partir de 1160, estabeleceram a sua sede em Tomar, obtendo o senhorio da região de Castelo Branco.

O nosso rei D. Dinis I de Portugal resistiu ao processo de extinção e procurou evitar a transferência do património da Ordem dos Templários para a Ordem de São João do Hospital, vindo a obter, do Papa João XXII a bula “Ad ae exquibus“, expedida em 15 de março de 1319, pela qual era aprovada a constituição da “Ordo Militiae Jesu Christi” (Ordem da Milícia de Jesus Cristo), à qual foram atribuídos os bens da extinta ordem no país. A nova ordem, após uma curta passagem por Castro Marim, veio a sediar-se também em Tomar, com sede no Convento de Cristo.

A Ordem de Cristo tutelou, no século XV, todo o processo de descobrimento de novos caminhos marítimos e de novos territórios e povos desconhecidos oficialmente, como consequência da política expansionista extraeuropeia promovida pela Dinastia de Avis fundada pelo Rei D. João I.

fonte aqui

Vale a pena lembrar o importantíssimo papel da Ordem de Cristo nos Descobrimentos, no século XV. E é bom saber que nem sempre a história europeia de uma instituição se nos aplica.

Citação

Ter a capacidade de se afetar pelo sofrimento à nossa volta e ter a sensibilidade de não menosprezar aquela condição. Cada indivíduo, em tempos difíceis, tem os seus sofrimentos, os seus transtornos. Há, no entanto, pessoas que são vitimadas pelas situações de modo mais perene e com dores mais profundas.⠀
Isso significa que há uma honradez na compaixão, que não é ter pena de alguém, mas a possibilidade de uma sintonia, de uma empatia com aquela forma de desconforto, de dificuldade. E também pela iniciativa de dar o passo seguinte, que é procurar ajudar as pessoas nessa condição.

É preciso muita cautela com o desprezo pela dor alheia, que algumas pessoas manifestam com brincadeiras tolas, com falas que diminuem o sofrimento alheio.

O dramaturgo britânico William Shakespeare (1564-1616), na tragédia “Romeu e Julieta”, publicada em 1597, faz Romeu dizer no ato II: “Ri-se da cicatriz quem nunca foi ferido”. Essa é uma ausência de compaixão desonrosa
.

Mário Sérgio Cortella

Para pensar

Foto aqui

The first-century Roman statesman and philosopher Marcus Tullius Cicero
wrote: “There is, I assure you, a medical art for the soul. It is philosophy, whose
aid need not be sought, as in bodily diseases, from outside ourselves. We must
endeavor with all our resources and strength to become capable of doctoring
ourselves.” This is what Socrates tried to teach his fellow citizens, through his
street philosophy. He’d strike up conversations with whoever he encountered on
his walks around the city (Athens had a small population, so most citizens knew
each other), to discover what that person believed, what they valued, what they
sought in life. He told his fellow Athenians, when they put him on trial for
impiety: “I go around doing nothing but persuading both young and old among
you not to care for your body or your wealth” but rather to strive for “the best
possible state of your soul.”

Jules Evans, Philosophy for Life and other dangerous situations, p. 19

neste dia

A 17 de novembro de 1717 foi lançada a primeira pedra da Real Basílica de Mafra, que foi sagrada a 22 de outubro de 1730, dia do 41.º aniversário do Rei D. João V, sendo dedicada à Virgem Maria e a Santo António. É adornada por um dos maiores conjuntos de estatuária italiana fora de Itália, composta por 58 estátuas de vulto, 3 medalhões e um grande crucifixo com anjos em adoração, maioritariamente produzida em Roma e Florença em mármore de Carrara.

O Palácio de Mafra foi projectado por João Frederico Ludovice, ourives, arquitecto e engenheiro militar suábio, e edificado pelo engenheiro-mor Custódio Vieira. Ocupa uma área aproximada de quatro hectares. É constituído por cerca de 1 200 divisões, mais de 4 700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Classificado como Monumento Nacional, desde 1907, e inscrito na Lista do Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2019. A sua construção é tema da obra Memorial do Convento, de José Saramago.

fonte aqui

ainda estou a estranhar o silêncio

Em 2015, os resultados dos concursos da FCT conduziram a diversas iniciativas de resposta, incluindo o Livro Negro da Avaliação Científica em Portugal “Principais comunicados, cartas, crónicas de imprensa e textos sobre a perversão e adulteração do sistema de avaliação científica em Portugal em 2014 e 2015”.

Este ano, “Os números falam por si. Em 2020, as taxas de aprovação do concurso em todos os domínios científicos são as mais reduzidas da história da FCT, traduzindo um retrocesso aos tempos em que Portugal ainda não estava na união Europeia. Quanto ao volume financeiro envolvido é o mais baixo de, pelo menos, os últimos 20 anos, revelando uma grave falta de investimento e má gestão no que toca a fundos públicos usados em Ciência. Todos estes resultados acontecem neste que é o maior concurso de apoio à Ciência em Portugal, promovido pela FCT. Este esvaziamento de recursos materializa uma política de Ciência sem estratégia e sem futuro.” (SNESUP)

O que sabemos? A FCT informouos resultados do Concurso de Projetos de IC&DT em todos os domínios científicos, em que foram selecionados 312 projetos para financiamento. Este concurso tem uma dotação orçamental de 75 milhões de euros, num investimento suportado por fundos nacionais, através do orçamento da FCT. (…) Os 312 projetos recomendados para financiamento estão distribuídos pelos seguintes domínios científicos: Ciências Médicas e da Saúde – 17,6%, Ciências da Engenharia e Tecnologias – 25,3%, Ciências Naturais – 17,9%, Ciências Sociais – 12,2%, Ciências Exatas – 11,2%, Ciências Agrárias – 8,7% e Humanidades – 7,1%. Os investigadores principais que lideram os projetos financiados são na maioria homens, representando 56,7% do total, e 13,5% são investigadores estrangeiros, de 20 nacionalidades, que trabalham em centros de investigação em Portugal e lideram 42 dos projetos selecionados.”

Se bem faço as contas, foram submetidos 5.847 projetos, dos quais 3.317 considerados elegíveis – nesta fase, uma redução de 56%. Dos 3.317 elegíveis, 312 com resultados para financiamento – ou seja, 9,4% dos elegíveis e 5.3% dos submetidos.