efeméride do dia: Primo Levi

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Primo Levi nasceu em Turim, no dia 31 de julho de 1919 (e morreu na mesma cidade, a 11 de abril de 1987). Foi aluno de Norberto Bobbio e de Cesare Pavese, estudou química e formou-se em 1941. Foi feito prisioneiro pela milícia italiana e enviado, por ser judeu, para um campo de prisioneiros, em Fossoli.  Em fevereiro de 1944 foi transportado para Auschwitz-Birkenau e ficou lá onze mezes,  até à chegada do Exército Vermelho. Libertado a 27 de janeiro de 1945, regressou devagar a casa, tendo passado pela Polónia, Ucrânia, Roménia, Hungria, Áustria e Alemanha (ver livro A trégua).  É conhecido pelo seu trabalho sobre o Holocausto – o livro Se Isto É um Homem é considerado um dos mais importantes trabalhos autobiográficos e memorialísticos do século XX. Mas vale apontar O Sistema Periódico, uma coleção de pequenas histórias e dois contos ficcionais relacionados, de algum modo, com os elementos químicos. Realce também para Os Que Sucumbem e Os Que Se Salvam, uma análise do Holocausto.

A narrativa ética de Primo Levi

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Assinalar a efeméride – “Loucos e santos”

O Dia Internacional do Amigo ou Dia Internacional da Amizade celebra-se a 30 de julho.

“Escolho os meus amigos, não pela cor da pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila dos olhos.
Tem que ter um brilho questionador e uma tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espíritos, nem os maus de hábitos.
Fico com os que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isto, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só ombros e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim, metade maluquice, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, que e lutem para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no nosso rosto; e velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem sou.
Pois vendo os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos nunca me esquecerei de que a ‘normalidade’ é uma ilusão imbecil e estéril…”

Óscar Wilde

Recomendação:

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Original:

“I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I’m not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I’ll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don’t want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they daunt doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don’t just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn’t laugh together doesn’t know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don’t want foreseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don’t want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don’t forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they’re never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that ‘normalcy’ is a sterile and imbecile illusion.”

Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados | Saúde Mental

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Decreto-Lei n.º 136/2015 – Diário da República n.º 145/2015, Série I de 2015-07-28
Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, que criou a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, e à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 8/2010, de 28 de janeiro, que criou um conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental.

É republicado em anexo o Decreto -Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, com a redação atual.

“2 — O conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental, inclui unidades residenciais, unidades sócio ocupacionais e equipas de apoio domiciliário, que estão integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e articulam -se com os serviços locais de saúde mental (SLSM).”

Foram revistas as definições de Cuidados Paliativos e Ações paliativas :

a) «Cuidados continuados integrados» o conjunto de intervenções sequenciais de saúde e ou de apoio social,
decorrente de avaliação conjunta, centrado na recuperação global entendida como o processo terapêutico e de apoio social, ativo e contínuo, que visa promover a autonomia melhorando a funcionalidade da pessoa em situação de dependência, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social;
b) «Cuidados paliativos» os cuidados ativos, coordenados e globais, prestados por unidades e equipas específicas, em internamento ou no domicílio, a doentes em situação em sofrimento decorrente de doença incurável ou grave, em fase avançada e progressiva, assim como às suas famílias, com o principal objetivo de promover o seu bem -estar e a sua qualidade de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, com base na identificação precoce e do tratamento rigoroso da dor e outros problemas físicos, mas também psicossociais e espirituais;
c) «Ações paliativas» as medidas terapêuticas sem intuito curativo, isoladas e praticadas por profissionais sem preparação específica, que visam minorar, em internamento ou no domicílio, as repercussões negativas da doença sobre o bem -estar global do doente, nomeadamente em situação de doença incurável ou grave, em fase avançada e progressiva;
d) «Continuidade dos cuidados» a sequencialidade, no tempo e nos sistemas de saúde e de segurança social, das intervenções integradas de saúde e de apoio social;
e) «Integração de cuidados» a conjugação das intervenções de saúde e de apoio social, assente numa avaliação e planeamento de intervenção conjuntos;
A Rede Nacional de Cuidados Paliativos “visa desenvolver, fomentar, articular e coordenar a prestação de cuidados paliativos no âmbito do Sistema Nacional de Saúde, complementar da rede hospitalar, da rede de cuidados de saúde primários e da rede de cuidados continuados integrados” e é constituída por unidades e equipas de cuidados continuados de saúde e/ou de apoio social, com origem nos serviços comunitários de proximidade, abrangendo os hospitais, os centros de saúde, os serviços distritais e locais da segurança social, a rede solidária e as autarquias locais. É ainda constituída pelo conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental.
A “existência de comorbilidade de foro mental ou a deficiência mental não são fatores de exclusão para admissão nas tipologias de resposta da rede que se afigurem mais adequadas às necessidades de reabilitação motora ou outras ações que possam ser prestadas na rede”.  As unidades e equipas da Rede devem articular-se com as unidades de tratamento da dor e de paliativos, criadas segundo as normas do Programa Nacional de Luta contra a Dor, do Plano Nacional de Saúde e da Lei de Bases dos Cuidados Paliativos, de acordo com a legislação.
Artigo 2.º Composição da Rede
1 — A Rede é constituída por unidades e equipas de cuidados continuados de saúde, e ou apoio social, com
origem nos serviços comunitários de proximidade, abrangendo os hospitais, os centros de saúde, os serviços distritais e locais da segurança social, a Rede Solidária e as autarquias locais.
 2 — A Rede é ainda constituída pelo conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental criado pelo Decreto -Lei n.º 8/2010, de 28 de janeiro, alterado e republicado pelo Decreto -Lei n.º 22/2011, de 10 de fevereiro.
3 — A Rede pode também integrar equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos, nos termos do n.º 2 da Base XVIII da Lei n.º 52/2012, de 5 de setembro.
4 — A Rede organiza -se em dois níveis territoriais de operacionalização, regional e local