Carta de Bruges

Há cartas magníficas. Partilho “Carta de Bruges”, enviada pelo Infante D. Pedro, das Sete Partidas, a D. Duarte, em 1426

“Parece-me, senhor, que a justiça tem duas partes. Uma é dar a cada um o que é seu. A outra é dar-lho sem delonga. E ainda que eu cuido que ambas em vossa terra igualmente falecem, da derradeira sou bem certo e esta faz tão grande dano em vossa terra que, em muitos feitos, aqueles que tarde vencem ficam vencidos”.

Afirmação do Infante D. Pedro, das Sete Partidas, foi escrita no primeiro quartel do século XV e consta da célebre Carta de Bruges, enviada ao Príncipe D. Duarte, tratando da governança do Reino.

Outras Cartas:

 1 | Jaime Cortesão, Jovem amigo

2| Eça de Queiroz, Carta à Companhia das Águas

3| Fernando Pessoa, A Ophelinha

4 | Rainer Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta

5| Friedrich Nietsche a Franz Overbeck

6| Correspondência René Descartes e Elizabeth of Bohemia, o filósofo e a princesa

7| Carta ao cônsul Cabral

Liderança situacional

Situational leadership looks at leadership in different situations and each situation that presents itself needs to be addressed differently, and for a leader to be effective, they must change his or her style to fit those situations (PSU WC, 2016). It can be divided into two parts: Leadership Style and Developmental Level of Subordinates (Blanchard, 2008).

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Quadrantes de Covey

Tenho colocado alguns esquemas/diagramas que me parecem úteis (rápidos de apreender). É o caso de Escuta Ativa, de Managing Big Emotions, dos Estilos de aprendizagem, do Design thinking e de novo. Dadas as ocorrências, é melhor criar uma categoria – Esquemas| Diagramas.

E segue mais um, sobre os quadrantes de Covey.

Quadrant 1 is full of all of those items you need to do, but probably don’t enjoy.  These include grocery shopping, purchasing for your time, hygiene, cooking, cleaning, and so on.  Often, these are the biggest time suckers but they are also the easiest tasks to delegate.  Really look at your list and tasks and determine if there are items you can get off your place.

Quadrant 2-This is where you should be spending your time.  What are you long term goals?  Want to start a business?  Go back to school?  What are the steps you need to take to achieve those goals? Those steps fall in this quadrant.  Make sure you know what your goals are and how you can work towards them every day…even just a little bit.  Remember, they aren’t urgent, but they are important!

Quadrant 3-These tasks are urgent but not important.  For example, the phone call from a coworker, the email that pops into your inbox, or the project your child suddenly needs your assistance for. While all of these things need you attention and cannot be avoided, it is best if to minimize the time they take.  Also, think about how you can minimize their impact going forward.  If co workers are always interrupting you in your office, consider having an hour every day where you work silently and independently.  If your child always tells you things at the last minute, help them to come up with a system that addresses their needs in a more timely fashion.

Quadrant 4-The items that fall into this quadrant serve no purpose to you. They really just distract and entertain and while we all need these escapes, keeping them to a minimum and tracking their impact can really assist you in “finding time”.  Items that fall into this grouping are social media, shopping for pleasure, TV watching or just chatting with friends.

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Gosto de encontrar Kant…

Trago um excerto de um artigo da revista Eidon

“A proteção à pessoa humana é um fundamento constitucional, jurídico e ético que deve ser enfatizado e publicizado de tal forma que se torne uma máxima universal como diria Kant.

Para Kant o Direito está fundamentado em dois princípios, o princípio da avaliação o “pricipium diiudicationes” e o princípio de execução “principium executiones”que são princípios de ações no Direito. O principium diuidicationes estabelece que toda a ação é direita, mas para tal, a ação ou a liberdade de escolha deve ser de acordo com uma máxima, que é poder coexistir com a liberdade de todos segundo uma lei universal. Esse princípio é considerado por Kant como “o princípio universal do Direito”, devido ao fato que o mesmo estipula um critério para aplicação do predicado “direito” sendo com isso o fundamento para os juízos que utilizamos nos fundamentos para realizar nossas ações no Direito.

O segundo princípio kantiano diz: “Age externamente de tal maneira que o uso livre do teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de todos segundo uma lei universal”. A esse princípio Kant denomina “a lei universal do Direito”, pois são ações necessárias para todos os agentes dotados de razão. Como os agentes morais são imperfeitos racionalmente, e com isso muitas vezes a razão não prevalece, surge então “a lei universal do Direito” como um imperativo, que é a maneira pela qual as leis práticas se apresentam a um arbítrio imperfeitamente racional.

É importante frisar que os dois princípios tratam da mesma condição, ou seja: das “ações externas compatíveis com a liberdade de todos segundo uma lei universal, tomadas conformes ao Direito”. Mas também é importante entender que os dois princípios são distintos tendo em vista que o primeiro dá uma regra para a nossa faculdade de “julgar” e no segundo dá uma regra para a faculdade de “escolher”.”

Bioética clínica e a tutela jurídica da dignidade da pessoa humana do paciente idoso em Cuidados Paliativos, Revista Eidon, nº 55, junho 2021

Citação do dia

As palavras têm moda. Quando acaba a moda para umas começa a moda para outras. As que se vão embora voltam depois. Voltam sempre, e mudadas de cada vez. De cada vez mais viajadas.
Depois dizem-nos adeus e ainda voltam depois de nos terem dito adeus. Enfim – toda essa “tournée” maravilhosa que nos põe a cabeça em água até ao dia em que já somos nós quem dá corda às palavras para elas estarem a dançar.

José de Almada Negreiros, A invenção do dia claro

Recomendações de viagem, Ramalho Ortigão

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“Hão-de dizer-lhes, para os desalentar do seu nobre e patriótico empreendimento, que Portugal não é terra para viagens; que são escabrosos os caminhos, escalvados os montes, poeirentas as estradas, inóspitas as estalagens. Não façam caso. Deixem em sossego, no seu veraneio de sorvetes mornos e de cerveja choca, esse opiniáticos sportmen do automobilismo, insípidos sedentários lisboetas, de articulações perras, de estômago sujo e de língua grossa, aparafusados pelas pesadas cadeiras eles mesmos às cadeiras da Avenida, às de S. Pedro de Alcântara e às dos botequins do Rossio.
Calcem os meus amigos os seus sapatos ferrados, vistam a blusa de linho, afivelem a mochila, e partam alegre e confiadamente em terceira classe, para ir à caça, para subir uma serra, para coligir cantigas ou coleópteros, para fazer um herbário ou um álbum de instantâneos, ou simplesmente para armar aos pássaros, para ouvir correr a água, ramalhar os castanheiros, cantar as toutinegras. Seja com que pretexto for, de arte, de arqueologia, de geologia, de botânica, de poesia, de simples recreio, o contacto da natureza é sempre purificador e salutar. “

Ramalho Ortigão, “Carta à Academia de Estudos Livres”, 6 de Agosto de 1899. aqui

Antes que o Café Arrefeça, Toshikazu Kawaguchi

Encaro sempre com suspeita os livros-fenómeno… Um mito urbano, um café, uma possibilidade de regressar ao passado na condição (uma das várias regras) de voltar antes que o café servido para a viagem arrefeça. Em bom rigor, lê-se bem… Mas o mais interessante não é o livro nem a estranheza da cultura nipónica, as quatro histórias ou os nomes das personagens. É o que podemos pensar durante e depois dele. Pois se ir ao passado não altera o presente, poderia ressignificar-se?

The Limits of the Rights to Free Thought and Expression

foto aqui

“… the best way to promote a flourishing epistemic community is to enable free thought and the expression of that thought, which is generally instrumentally valuable for everyone.

I take this to be what John Stuart Mill was after in On Liberty when he argued that ideas, like seeds, must be given the opportunity to grow in the sunlight of free expression rather than being stifled under oppressive limitations on that expression.7 Moreover, if we do not allow such exposure our existing beliefs will wither, becoming “dead dogmas” when unchallenged in the marketplace of ideas, and with them the intellectual life of the larger epistemic community (Mill 2008, 22).

I used to be a Millian.8 I wish I could be, now; it’s such a romantic view of intellectual community; such an attractive vision of how social knowing would go if left to run its course. Sadly, such an idealistic vision does not perceive the world clearly, nor any epistemic community that I’d wager has ever been. The reason why is that, precisely because we do not know things in isolation from each other but instead do so socially, and because the social world is shot through with power relations that affect what gets heard, who gets heard, and how we should interpret what is said, the liberal idea that the court of public opinion could ever judge fairly, dispassionately, and without bias now seems to me hopelessly naïve.”

The Limits of the Rights to Free Thought and Expression, Barrett Emerick, junho 2021

Ethics of genomic passports: should the genetically resistant be exempted from lockdowns and quarantines?

“Lockdowns and quarantines have been implemented widely in response to the COVID-19 pandemic. This has been accompanied by a rise in interest in the ethics of ‘passport’ systems that allow low-risk individuals greater freedoms during lockdowns and exemptions to quarantines. Immunity and vaccination passports have been suggested to facilitate the greater movement of those with acquired immunity and who have been vaccinated. Another group of individuals who pose a low risk to others during pandemics are those with genetically mediated resistances to pathogens. In this paper, we introduce the concept of genomic passports, which so far have not been explored in the bioethics literature. Using COVID-19 as an illustrative example, we explore the ethical issues raised by genomic passports and highlight differences and similarities to immunity passports. We conclude that, although there remain significant practical and ethical challenges to the implementation of genomic passports, there will be ways to ethically use them in the future.”

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“Research integrity: nine ways to move from talk to walk”

Counselling, coaches and collegiality — how institutions can share resources to promote best practice in science.

Illustration by David Parkins – imagem no artigo – aqui

Three years ago, the US National Academy of Sciences called for resources to help research leaders improve scientific integrity in their institutions1. Since we started our study in 2019, we have found that universities can struggle to work out where to start, to think comprehensively and to craft concrete policies and procedures tailored to their needs. One participant told us that institutions “only have bits and pieces — but it needs to be a system”.

(…) The scientific community has shifted from its dominant focus on individual actions and begun to accept that the research culture has a role in sustaining research integrity (and discouraging questionable research practices). In a similar way to funders, publishers and scientific societies, institutions are starting to publicly scrutinize how they go about research assessment, supervision and mentoring, collaboration, public engagement, data management and publication. The goal? To dismantle structural dysfunction and to reform the incentives that sustain it.

Take the recent efforts of Ghent University in Belgium to “become a place where talent feels valued and nurtured” (see go.nature.com/3itv56b).

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