“Accuracy and precision”

“In a set of measurements, accuracy is closeness of the measurements to a specific value, while precision is the closeness of the measurements to each other.”

Accuracy pode ser traduzido como exatidão. [The accuracy of information or measurements is their quality of being true or correct.]

Precision como precisão. [If you do something with precision, you do it exactly as it should be done.]

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OMS – Policy brief

Background

“Vaccines are one of the most effective tools for protecting people against COVID-19. Consequently, with COVID-19 vaccination under way or on the horizon in many countries, some may be considering whether to make COVID-19 vaccination mandatory in order to increase vaccination rates and achieve public health goals and, if so, under what conditions, for whom and in what contexts.It is not uncommon for governments and institutions to mandate certain actions or types of behaviour in order to protect the well-being of individuals or communities. Such policies can be ethically justified, as they may be crucial to protect the health and well-being of the public. Nevertheless, because policies that mandate an action or behaviour interfere with individual liberty andautonomy, they should seek to balance communal well-being with individual liberties (1). While interfering with individual liberty does not in itself make a policy intervention unjustified, such policies raise a number of ethical considerations and concerns and should be justified by advancing another valuable social goal, like protecting public health.This document does not provide a position that endorses or opposes mandatory COVID-19 vaccination. Rather, it identifies important ethical considerations and caveats that should be explicitly evaluated and discussed through ethical analysis by governments and/or institutional policy-makers who may be considering mandates for COVID-19 vaccination.”

Apesar do nome, ‘vacinação mandatória’ não é verdadeiramente obrigatória, ou seja, a ameaça de sanção não é utilizada em casos de não cumprimento. Ainda assim, as políticas de “vacinação obrigatória” limitam a escolha individual de maneiras não triviais, tornando a vacinação uma condição de, por exemplo, frequentar a escola ou trabalhar em indústrias ou ambientes específicos, como cuidados de saúde. (…)

A Organização Mundial da Saúde não apoia a orientação mandatória para a vacinação COVID-19, tendo argumentado que é melhor trabalhar com campanhas de informação e acessibilidade das vacinas. Além disso, a OMS emitiu recentemente uma declaração de posição de que as autoridades nacionais e os operadores de meios de transporte não devem exigir a vacinação COVID-19 como condição para viagens internacionais.

A obrigação legal de ser vacinado é distinta de uma obrigação ética, na medida em que esta não é imposta por ameaças de restrições em caso de não cumprimento. O foco deste documento são as considerações éticas e advertências para as políticas de vacinação COVID-19 obrigatórias. continuar a ler o documento

Lugar(es) e não-lugar(es)

“Reservamos o termo ‘lugar antropológico’ àquela construção concreta
e simbólica do espaço que não poderia dar conta, somente por ela, das
vicissitudes e contradições da vida social, mas à qual se referem todos
aqueles a quem ela designa um lugar, por mais humilde e modesto que
seja. (…) Esses lugares têm pelo menos três características comuns.
Eles se pretendem (pretendem-nos) identitários, relacionais e
históricos. O projeto da casa, as regras de residência, os guardiões da
aldeia, os altares, as praças públicas, o recorte das terras
correspondem para cada um a um conjunto de possibilidades,
prescrições e proibições cujo conteúdo é, ao mesmo tempo, espacial e
social. Nascer é nascer num lugar, ser designado à residência.” (p.51-52)

“Vê-se bem que por ‘não-lugar’ designamos duas realidades
complementares, porém, distintas: espaços constituídos em relação a
certos fins (transporte, trânsito, comércio, lazer) e a relação que os
indivíduos mantêm com esses espaços. Se as duas relações se
correspondem de maneira bastante ampla e, em todo caso,
oficialmente (os indivíduos viajam, compram, repousam), não se
confundem, no entanto, pois os não-lugares medeiam todo um
conjunto de relações consigo e com os outros que só dizem respeito
indiretamente a seus fins: assim como os lugares antropológicos criam
um social orgânico, os não-lugares criam tensão solitária”. (p.87)

São muito interessantes as questões da lugaridade. Desde a forma como os idosos arranjam o seu espaço no lar ou os doentes nas instituições, procurando evocação do conforto da sua casa. Ao modo como, mercê da pandemia, se pode pensar uma simbólica da casa, como lugar de proteção.

Suicídio assistido – 11º estado dos EUA

Suicídio ajudado ou assistido refere-se a uma pessoa que decide pôr termo à vida, encontrando-se numa condição de doença irreversível, sendo competente, capaz de decidir sobre si, não sofre de distúrbio depressivo ou psiquiátrico, realizou processo de deliberação, expressa vontade e determina-se a realizar o ato, cumprindo os requisitos formalmente estabelecidos. A pessoa que ajuda coloca recursos à disposição, seja informação, seja os meios para a concretização, não intervém na decisão (não induz, persuade ou incentiva) e a morte não decorre diretamente da sua ação.

Nos Estados Unidos, o primeiro Estado foi Oregon (1997, lei aprovada em referendo popular e designada por Death With Dignity Act), depois, Washington DC (desde 2008, após consulta popular referendária); Vermont (2013, por lei denominada End of Life Choices Act), depois California (2015, através da aprovação da lei chamada End of Life Option Act), Colorado aprovada lei em 2015, com efeitos em 2016, Columbia 2017, Hawaii 2018, New Jersey 2019, Maine 2019, New Mexico em 2021.

California (End of Life Option Act; approved in 2015, in effect from 2016)

Colorado (End of Life Options Act; 2016)

District of Columbia (D.C. Death with Dignity Act; 2016/2017)

Hawaii (Our Care, Our Choice Act; 2018/2019)

Maine (Death with Dignity Act; 2019)

New Jersey (Aid in Dying for the Terminally Ill Act; 2019)

New Mexico (Elizabeth Whitefield End of Life Options Act; 2021)

Oregon (Death with Dignity Act; 1997)

Vermont (Patient Choice and Control at the End of Life Act; 2013)

Washington (Death with Dignity Act; 2008)

State Navigator

link

“New Mexico has become the 11th American jurisdiction with assisted suicide.On Thursday, Governor Michelle Lujan Grisham signed the Elizabeth Whitefield End-of-Life Options Act. “Dignity in dying — making the clear-eyed choice to prevent suffering at the end of a terminal illness — is a self-evidently humane policy,” said Lujan Grisham.

The new law takes effect on June 18. It will permit terminally ill patients with six months or less to live to request lethal medication. The diagnosis must be agreed upon by two medical experts, and the patient must pass a mental competency screening. After a 48-hour waiting period, they could take their own lives. They must take the lethal prescription themselves.

The US jurisdictions where assisted suicide is now legal are: California, Colorado, District of Columbia, Hawaii, Maine, New Jersey, New Mexico, Oregon, Vermont and Washington. In Montana, a state supreme court decision permits doctors to assist suicides with impunity, but it has not been legalised by statute.

According to AP, New Mexico is the second state after New Jersey with a third or more of its population identifying as Catholic which has chosen to legalise assisted suicide.”

design thinking, de novo

Credits_ Nielsen Norman Group — Phases of the Design Thinking Process

“Design Thinking is rather interesting in itself, as it is the quintessential combination of both creative and critical thinking. Focused on solutions instead of just the problem on hand, design thinking utilises the principles of divergent thinking, which really is about brainstorming ideas with minimal restrictions. In other words, design thinking involves a lot of ideation, collaboration and participation — very much a solutions-oriented approach. It is also known as the ‘human-centered design process’, which starts with the people you’re designing for, and ends with new solutions that are targeted at meeting the needs of these people.” Jackson Ong

“design thinking”

imagem: design thinking revised

“What is design thinking? It means stepping back from the immediate issue and taking a broader look. It requires systems thinking: realizing that any problem is part of larger whole, and that the solution is likely to require understanding the entire system. It requires deep immersion into the topic, often involving observation and analysis. Tests and frequent revisions can be components of the process. Sometimes this is done in groups: multidisciplinary teams who bring different forms of expertise to the problem. Perhaps the most important point is to move away from the problem description and take a new, broader approach. Sounds pretty special, doesn’t it?But note that we have had breakthrough ideas and creative thinking throughout recorded history, long before designers entered the scene. When we examine the process in detail, what is being labeled as “design thinking” is what creative people in all disciplines have always done. Breakthroughs in all fields—science and engineering, literature and art, music and history, law and medicine—all come about when people find fresh insights, new points of view and propagate them. There is no shortage of creative people in this world, people with great ideas that defy conventional wisdom. These people do not need to claim they have special modes of thinking, they just do what comes naturally to them: break the rules, go outside the existing paradigms, and think afresh. Yes, designers can be creative, but the point is that they are hardly unique.” Don Norman

A quem possa interessar

Call for Abstracts
Fifth Issue 2023

The European Journal for Nursing History and Ethics is an interdisciplinary Open Access and
peer-reviewed eJournal spanning the Humanities, Nursing Science, Social Sciences, and Cultural Studies. The journal is published online once a year with each edition having an individual theme and an open section that contains articles on various topics. In addition, the sections “Forum” and “Lost and Found” offer the opportunity to publish shorter articles on current debates or to present remarkable objects, texts, pictures or movies with relevance to nursing history and ethics and to discuss their significance.

https://www.enhe.eu/announcements

Theme 2023: Suicide and its prevention: Historical and ethical perspectives
in nursing


The theme for 2023 has been agreed in cooperation with six professional nursing organisations from The Netherlands1 and the European Association for the History of Nursing (EAHN).

Deadline for abstracts: May 31th, 2021
Deadline for manuscripts: February 25th, 2022

European Journal for Nursing History and Ethics (ENHE), 2020

2/2020

2/2020

Bads in Nursing Ethics, History and Historiography

The question of what constitutes good care and how the understanding of this varies historically and culturally is the subject of intensive reflections on the history and ethics of care. Less attention, however, is paid to negative experiences in nursing care. According to the Dutch philosopher Annemarie Mol such experiences are termed ambiguously as “bads” in care: “There is something else that bothers me. It is that somehow writing about the goods of care is just too nice. Too cosy. There are also bads to address, but how to do so?” (Mol 2010)

The second issue of the European Journal for Nursing History and Ethics is related to the International Conference “’Bads’ in healthcare: Negative experience as an impetus to reform in nineteenth and twentieth centuries” organised by the Swiss Society of the History of Health and Nursing, 21/22 June 2018 in Winterthur, Switzerland. The aim of the conference was to enlarge our understanding of how nurses were interlinked with “bads” in healthcare, of how they addressed and responded to negative experiences and how they contributed to the reform of healthcare in the 19th and 20th centuries.

— Photo: Nurse of the Pitkäniemi Mental Asylum, 1905-1915, Collection: “Photos of Pitkäniemi Mental Asylum” (1171:22), Museum Centre Vapriikki, Tampere, Finland

The complete issue as PDF ENHE 2_2020.pdf (2.0 MB)

Certificado Verde Digital

Proposal for a REGULATION OF THE EUROPEAN PARLIAMENT AND OF THE COUNCIL on a framework for the issuance, verification and acceptance of interoperable certificates on vaccination, testing and recovery to facilitate free movement during the COVID-19 pandemic (Digital Green Certificate)

Um memorando explanatório de 8 páginas, proposta com 9 páginas de considerandos, pouco mais de 8 páginas de regulamento e anexos.

Key elements of the regulation proposed by the Commission today:

  1. Accessible and secure certificates for all EU citizens:
  • The Digital Green Certificate will cover three types of certificates –vaccination certificates, test certificates (NAAT/RT-PCR test or a rapid antigen test), and certificates for persons who have recovered from COVID-19.
  • The certificates will be issued in a digital form or on paper. Both will have a QR code that contains necessary key information as well as a digital signature to make sure the certificate is authentic.
  • The Commission will build a gateway and support Member States to develop software that authorities can use to verify all certificate signatures across the EU. No personal data of the certificate holders passes through the gateway, or is retained by the verifying Member State.
  • The certificates will be available free of charge and in the official language or languages of the issuing Member State and English.
  1. Non-discrimination:
  • All people – vaccinated and non-vaccinated – should benefit from a Digital Green Certificate when travelling in the EU. To prevent discrimination against individuals who are not vaccinated, the Commission proposes to create not only an interoperable vaccination certificate, but also COVID-19 test certificates and certificates for persons who have recovered from COVID-19.
  • Same right for travellers with the Digital Green Certificate –where Member States accept proof of vaccination to waive certain public health restrictions such as testing or quarantine, they would be required to accept, under the same conditions, vaccination certificates issued under the Digital Green Certificate system. This obligation would be limited to vaccines that have received EU-wide marketing authorisation, but Member States can decide to accept other vaccines in addition.
  • Notification of other measures – if a Member State continues to require holders of a Digital Green Certificate to quarantine or test, it must notify the Commission and all other Member States and explain the reasons for such measures.
  1. Only essential information and secure personal data:
  • The certificates will include a limited set of information such as name, date of birth, date of issuance, relevant information about vaccine/test/recovery and a unique identifier of the certificate. This data can be checked only to confirm and verify the authenticity and validity of certificates.

The Digital Green Certificate will be valid in all EU Member States and open for Iceland, Liechtenstein, Norway as well as Switzerland. The Digital Green Certificate should be issued to EU citizens and their family members, regardless of their nationality. It should also be issued to non-EU nationals who reside in the EU and to visitors who have the right to travel to other Member States.

The Digital Green Certificate system is a temporary measure. It will be suspended once the World Health Organization (WHO) declares the end of the COVID-19 international health emergency.

fonte: https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_21_1181

No jornal: A Comissão Europeia apresentou, esta quarta-feira, uma aguardada proposta para a criação de um “passe verde digital”, para ser utilizado nas fronteiras e facilitar a liberdade de circulação, ao dispensar o seu portador dos actuais procedimentos de testagem e quarentena obrigatória que são exigidos pelos Estados membros no acesso ao seu território.

“A Comissão teve o cuidado de não fazer depender a circulação na União Europeia da posse do certificado, prevendo que se continue a viajar com os constrangimentos que a pandemia tem imposto; não reconhece apenas a vacinação como livre-passe, mas também a recuperação comprovada da covid-19 e o teste negativo, estabelecendo ainda a gratuitidade do certificado; e recolhe o mínimo de informação necessária, sendo que prevê suprimir o certificado com a declaração futura do fim da pandemia.” (opinião)

Assegurada a igualdade dos cidadãos europeus na gratuitidade dos certificados, remanesce a questão de quem paga os testes.

inspirações: voltas ao mundo em livros [5]

Conduz o Teu Arado sobre os Ossos dos Mortos, Olga Tokarczuk (Cavalo de Ferro). “Numa remota aldeia polaca, a excêntrica Janina Duszejko, professora reformada, divide os seus dias a traduzir a poesia de William Blake e a observar os sinais da astrologia, fazendo por manter-se afastada das pessoas e próxima dos animais, cuja companhia prefere; mas a pacatez dos seus dias vê-se interrompida quando começam a aparecer mortos vários membros do clube de caça local. Certa de encontrar respostas, Janina decide lançar-se na investigação do caso, chegando a uma estranha teoria que espalhará o terror pela comunidade.”

Persépolis, de Marjane Satrapi (Bertrand). “Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias. Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos “desaparecem”, mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica.

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, Joël Dicker (Alfaguara). “Nola Kellergan, uma jovem de 15 anos, desaparece misteriosamente. Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para conduzir a sua própria investigação. Quem matou Nola Kellergan?”. Em 2008 Marcus Goldman está a passar por uma fase complicada e quando o seu mentor e amigo Harry Quebert é acusado de ter assassinado Nola Kellergan, uma jovem de 15 anos desaparecida em 1975, Marcus decide ir em seu auxílio. Deixa Nova Iorque para se dirigir para Aurora, para provar a inocência de Harry. A escrita de Quebert envolve e, além de policial, este é um livro sobre sentimentos.

In pursuit of disobedient women. A memoir of love, rebellion and family, far away, Dionne Searcey. (Random House Publishing Group). A história de uma repórter do New York Times que se desenraíza com a sua família para o Senegal. “Dionne escreve muito bem sobre as suas reportagens para o jornal focadas principalmente no grupo terrorista Boko Haram na Nigéria. Escreve sobre a forma como o grupo rapta raparigas para as treinar em combate e fazer delas bombistas suicidas. Escreve sobre as raparigas raptadas que levaram à hashtag #bringbackourgirls (e que acabaram a estudar na universidade depois de resgatadas). Escreve sobre as mulheres que fogem do grupo e acabam presas pela polícia. Escreve histórias importantes sobre uma parte do mundo que, como a própria diz, a maioria dos americanos não saberia apontar num mapa. E tenta, a muito custo, chegar à primeira página do jornal numa altura em que Trump domina todas as notícias. Vai intercalando estes temas mais sérios com histórias leves e divertidas sobre a sua vida familiar à medida que se tenta ajustar a uma cultura diferente. Escreve sobre as tradições senegaleses em que os filhos tentam participar, as pessoas que vão conhecendo durante os 3 anos passados em Dakar. E fá-lo de forma honesta, sem romancear as dificuldades de viver naquela parte do mundo.”

Pátria, Fernando Aramburu (Bertrand). “O retábulo definitivo sobre mais de 30 anos da vida no País Basco sob o terrorismo. No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para, na sepultura do marido, Txato, assassinado pelos terroristas, lhe contar que decidira voltar à casa onde tinham vivido os dois. Mas poderá ela conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transtornou a sua vida e a da família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o marido, quando este regressava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori alterará a falsa tranquilidade da terra, sobretudo a da vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista encarcerado e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que envenenou a vida dos filhos e dos respetivos maridos, tão unidos no passado? Com lágrimas escondidas e convicções inabaláveis, com feridas e coragem, a história arrebatadora das suas vidas, antes e depois da tormenta que foi a morte de Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdoar numa comunidade fragmentada pelo fanatismo político.

Nascida do dia: Elizabeth Anscombe

Elizabeth Anscombe (de nome completo, Gertrude Elizabeth Margaret Anscombe) nasceu na Irlanda, em Limerick, dia 19 de março de 1919 e morreu em Cambridge, a 5 de janeiro de 2001. Regeu a cátedra de Filosofia da Universidade de Cambridge entre 1970 e 1986. O seu trabalho filosófico, muito do qual “contra a corrente” como se diz, abrange a ética, a filosofia da mente, a filosofia da religião. É reconhecida pelo pendor analítico, uma posição anti-utilitarista e cristã. Foi pioneira na teoria da ação contemporânea, como se pode ler em «Intention»(1957) e divulgou Wittgenstein ao conhecimento público (aliás, Wittgenstein  morreu em 1951, tendo-a nomeado como uma dos seus três executores literários).

Como a própria defende,“A filosofia analítica é mais caracterizada por estilos de argumentação e investigação do que por conteúdo doutrinal” –  e Elizabeth Anscombe é um dos expoentes da filosofia analítica no século passado. Tendo traduzido a obra de Wittgenstein para inglês, segue o trilho do mestre em alguns aspectos mas a força argumentativa e o rigor do seu trabalho e a pertinência das suas ideias evidenciaram-se mais.

Anscombe foi uma polemista, em artigos de opinião e intervenções radiofónicas e conferências. Em “Twenty Opinions Common among Modern Anglo-American Philosophers”(1986) afirmou que, uma vez que o nome ‘filosofia analítica’ corresponde a um estilo e não a uma doutrina, não deve ser surpreendente que os praticantes deste tipo de actividade tenham as mais diversas crenças a respeito de todo o tipo de assuntos.

Does Oxford Moral Philosophy Corrupt the Youth?”(1957)

G. E. M. Anscombe (1919—2001) – by Duncan Richter for the Internet Encyclopedia of Philosophy

Gertrude Elizabeth Margaret Anscombe – by Julia Driver for The Stanford Encyclopedia of Philosophy

Elizabeth Anscombe – A BBC Programme Woman’s Hour episode in which Sarah Woolman speaks to Dr Rosalinde Hursthouse and Professor Philippa Foot

The Golden Age of Female Philosophy – A recent episode of Philosopher’s Zone which discusses Anscombe’s work along with the work of other great contemporary women philosophers

Anscombe Bioethics Centre – ‘a Roman Catholic academic institute that engages with the moral questions arising in clinical practice and biomedical research’

G.E.M. Anscombe Bibliography – by José M. Torralba for Universidad de Navarra