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Dia da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Human Rights Day 2019: Youth Standing Up for Human Rights

Young people represent the majority of the population in most developing countries, where they are often directly exposed to the effects of climate change, conflict, exclusion or economic instability. And in many parts of the world, it is still difficult for youth to be heard — and to influence decision-making processes.

In spite of these challenges, every day, across the globe, young people stand up for rights and against racism, hate speech, bullying and discrimination. They also take a lead role in many areas – including when it comes to advocating for climate action. On Human Rights Day, we recognize the leadership and courageous efforts of young people to Stand Up for Human Rights.

And 71 years after its adoption, the Universal Declaration of Human Rights continues to serve as a beacon for all as we come together to meet new and existing challenges. The United Nations Development Programme (UNDP) works with national actors to promote a culture of human rights with young people at the centre. From supporting young people’s rights through civic education programmes in Ukraine — to facilitating youth-led dialogue on human rights in Botswana — to partnering with IOM, UNHCR, OHCHR, and UN-PBSO to strengthen mechanisms for the protection of youth and vulnerable groups in El Salvador — UNDP remains an ally and advocate for the concrete contributions that young people bring to peace and development processes across the world.

On this Human Rights Day, let us commit to doing all that we can — as individuals and organizations — to ensure that young people have safe and inclusive spaces and can participate in all decisions that impact on their wellbeing and their communities’ development. As we enter this crucial Decade of Action for the Sustainable Development Goals, UNDP is proud to continue to help empower young people to better know and claim their rights — which is critical to help build a brighter, more sustainable and more inclusive future.

Achim Steiner, Administrator, United Nations Development Programme (UNDP)

 

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Nascida do dia: Florbela Espanca

Florbela Espanca nasceu a 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo, e morreu a 8 de dezembro de 1930, em Matosinhos. Batizada como Flor Bela Lobo, desde cedo se autonomeou Florbela d’Alma da Conceição Espanca.

O seu pai era casado com Mariana do Carmo Inglesa Toscano, que era estéril, e com acordo da mulher, relacionou-se com a camponesa Antónia da Conceição Lobo – assim nasceram Florbela e, três anos, depois, Apeles, ambos registados como filhos de Antónia e pai incógnito. João Maria Espanca criou-os na sua casa sendo a esposa madrinha de batismo das duas crianças.

Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa e, depois, o Liceu Nacional de Évora (foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar um curso liceal). Em 1913, casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, iniciou-se como jornalista e matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi uma das catorze mulheres entre trezentos e quarenta e sete alunos inscritos. Em 1919, saiu a sua primeira obra, Livro de Mágoas, um livro de sonetos. A tiragem (duzentos exemplares) esgotou-se rapidamente.

Casou-se a seguir com António José Marques Guimarães, alferes de Artilharia da Guarda Republicana, e  residiu no Porto um tempo, voltando a Lisboa quando o marido se tornou chefe de gabinete do Ministro do Exército. Em Janeiro de 1923, publicou a segunda coletânea de sonetos, Livro de Sóror Saudade.

Em 1925, divorciou-se pela segunda vez e casou com o médico Mário Pereira Lage, em Matosinhos, onde o casal passou a morar a partir de 1926. Naquele tempo, não encontrou editor para a coletânea Charneca em Flor. Começou a traduzir romances para as editoras Civilização e Figueirinhas do Porto. A morte do irmão foi devastadora e, em 1928, terá tentado o suicídio pela primeira vez. Em 1930, Espanca começou a escrever o seu Diário do Último Ano, publicado em 1981. Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em outubro e novembro de 1930, na véspera da publicação de Charneca em Flor. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36.º aniversário.

Busto de Florbela Espanca, em Évora

Cf. Florbela Espanca, a poetisa sofrida