“Tutankamon — Tesouros do Egipto”

A exposição, patente no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, apresenta a recriação à escala real do túmulo de Tutankamon, incluindo a antecâmara e a sala do Tesouro. Aliás, Tutankamon ficou famoso pelo seu túmulo intacto e Howard Carter por tê-lo descoberto em 1922.

Tutankamon, o “Faraó Menino”, casou aos 8 anos com a sua meia-irmã, Anchesenamon; terá assumido o trono quando tinha nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses  (principalmente o do deus Amon de Tebas) e morreu aos 19 anos de idade, em 1.327 a.C., tendo sido o último faraó da 18ª dinastia. A câmara funerária foi aberta de forma oficial no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago em quartzito de forma rectangular, seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neith e Selket. Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face a múmia tinha a famosa máscara funerária.

O documentário não é interessante; os paineis e fotos antigas, sim. Algumas réplicas da antecâmara e da Sala do Tesouro estão bem conseguidas. Dizem que na exposição estão presentes mais de cem réplicas dos achados encontrados no túmulo de Tutankamon no Vale dos Reis, no Egipto (não as contei, em bom rigor…). Para mim, que vi a maior parte das peças originais no Museu do Cairo, esta exposição fica aquém mas também pode ser do ambiente e da própria disposição dos espaços.

 

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Raridade: biombo Namban

Biombo Namban

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BIOMBO japonês de seis folhas, datado da primeira metade do século XIX, e assinado Tsuda Dou-sen, aprendiz de Kano Doushou, da Escola Kano. A maioria dos biombos Namban não possui assinatura nem selos. A presença de ambos neste biombo faz dele uma raridade. A sua gramática decorativa é conhecida no Japão por Namban-jin Ko-eki zu, que se traduz por “cenas de comércio com figuras Namban”.

A dominar o centro do biombo, uma interessante e vivida cena festiva, onde se podem ver ocidentais e japoneses a dançar juntos, ao som de shamisen e de outros instrumentos.

Além de ser raro, é belíssimo…