“Study on the gender dimension of trafficking in human beings”

study on the gender

“A Comissão Europeia acaba de publicar o «Estudo Sobre a Dimensão de Género no Tráfico de Seres Humanos», no âmbito da Estratégia da União Europeia para a Erradicação do Tráfico de Seres Humanos 2012-2016. Este estudo enquadra-se na prioridade E da Estratégia, que visa conhecer melhor os novos problemas relacionados com todas as formas de tráfico de seres humanos (TSH) e dar-lhes uma resposta eficaz. Mais concretamente, diz respeito à Ação 2, cujo objetivo é promover o conhecimento sobre a dimensão do género no TSH e sobre os grupos vulneráveis, nomeadamente as especificidades ligadas ao género, que caracterizam a forma como os homens e mulheres são recrutados/as e explorados/as, as consequências em termos de género das diversas formas de tráfico e as potenciais diferenças entre homens e mulheres no que se refere à vulnerabilidade ao tráfico e o seu impacto sobre ambos os géneros.” (site da CIG)

“This report is concerned with practices to reduce and combat trafficking in human beings: service provision, law enforcement, online safeguarding, and prostitution policy change. Statistics can support the evaluation of these practices by evidencing change over time and between different regimes. In order to do so, robust and comparable measures of trafficking in human beings and in prostitution are needed.

Introduction

Methodology

Review of key issues in the literature

Victim assistance: United Kingdom example

Measuring trafficking EU-28

Demand reduction: Germany and the Netherlands

Demand reduction: Sweden

Law enforcement: justice and home affairs EU agencies

Emerging cyber technology

Conclusions from gender analysis

Recommendations

Annex: Relevant law and policy instruments

References

Relatório aqui

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“Gender Equality in Power and Decision-Making”, 2016

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O Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) publicou o estudo « Igualdade de Género no Poder e Tomada de Decisão»,  foi levado a cabo entre 2003 e 2014, pretendendo monitorizar o progresso dos Estados-membros da União Europeia em termos de Igualdade de Género, no que concerne ao poder e à tomada de decisão.

Este estudo evidencia o que sabemos: que as mulheres ainda enfrentam desafios injustos nas suas vidas, como acontece nos processos de tomada de decisão em que estão sub-representadas em várias posições de liderança a nível político e económico, em vários países da União Europeia. Nos bancos centrais, ministérios das finanças e  salas de reuniões em toda a Europa apenas 1 em cada 25 lugares de topo é ocupado por uma mulher.

O estudo tem uma estrutura, dados, análises, de elevada clareza e fácil leitura.

Documento «Gender Equality in Power and Decision-Making: Review of the Implementation of the Beijing Platform for Action in the EU Member States»

Some Member States have expressed strong commitments and adopted policies to promote women in political decision-making, including positive action (legislative or voluntary quotas) for public institutions and governing bodies. Member States that implemented binding and voluntary quotas had, on average, 29% of women in their national parliaments in 2014, an increase of 10 percentage points since 2003.
In the economic sphere, progress in women’s representation has been most pronounced on corporate boards. Since 2003 the proportion of women on the highest decision-making bodies in the largest publicly listed companies has gradually increased, from 9% in 2003 to 20% in 2014, in particular among Member States where binding legislation is in effect. Over the last decade the representation of women has also slightly improved in workers’ and employers’ organisations at both European and national levels. However, in the financial sector, in particular at EU level, the rate of change has been very slow. Men dominate the governance of central banks and take up the majority of positions as presidents of boards. The reluctance to appoint women candidates to board positions is often rooted in gender-biased recruitment and promotion procedures, a male-dominated business culture and the lack of transparency in board appointment processes. These elements all contribute to the problem known as the ‘glass ceiling’ (p.7, executive summary)

Retratos históricos do “lugar da mulher”

Kinder, Küche, Kirche

“L’allitération, Kinder, Küche und Kirche, que l’on traduit en français par «enfants, cuisine et église», également connue sous l’expression « les trois K », se veut une représentation des valeurs traditionnelles dévolues aux femmes en Allemagne. Le but de ce discours visait à décrire le rôle de la femme dans la société et la famille. Elles devaient, selon cette définition assurer l’éducation des enfants, cuisiner pour la famille, selon les préceptes et la morale séculaire de l’Église.”

Dans un discours de septembre 1934, à l’« Organisation des femmes nationales socialistes » (en allemand : Nationalsozialistischen Frauenorganisation), Adolf Hitler affirma que pour la femme allemande son « Univers est son mari, sa famille, ses enfants et son foyer »1, une politique qui fut résumée par le Kinder et Küche par la propagande, et par la remise de la Ehrenkreuz der deutschen Mutter (en français : « croix d’honneur de la mère allemande ») aux mères ayant mis au monde plus de quatre enfants.

Lorsque Hitler accéda au pouvoir en 1933, il initia une loi d’encouragement au mariage, qui accordait aux nouveaux couples un prêt de 1 000 RM (ce qui représentait alors environ 9 mois de salaire). À leur premier enfant, ils pouvaient conserver 250 RM, puis à nouveau 250 RM pour le second et la totalité de la somme lors de la naissance du quatrième.

Durant cette période, les femmes qui travaillaient furent discriminées et contraintes à la démission pour bénéficier d’avantages sociaux. La médecine, le droit et les postes de l’administration étaient des professions réservées aux seuls hommes2. Par la suite, les femmes furent à nouveau bienvenues dans les usines lorsque les pertes humaines des forces armées et le manque d’équipements se firent sentir sur le front.

Um bocadinho mais extenso o artigo na língua inglesa

Mas anote-se que os “3 K’s” não são um slogan nazi… Primeiro utilizada, alegadamente, pelo Kaiser Wilhelm II (1859–1941), foi promovida pelo III Reich com menos ênfase em “Kirche” (Igreja).

Entre nós, sob a tríade “Deus, Pátria, Família” do Estado Novo, o retrato da mulher era “Mãe, esposa e dona-de-casa” e uma mulher casada precisava da autorização do marido para coisas tão “simples” como trabalhar ou ir ao estrangeiro.

Quem escreve filosofia

Parecem existir poucas mulheres na Filosofia – é uma constatação simples de fazer. Ou, dito de outra forma, não aparecem muitos nomes femininos que sejam sonantes na história da Filosofia.  Surgem, no século XX, nomes como Hannah Arendt, Simone de Beauvoir, Elisabeth Anscombe, Simone Weil ou Martha Nussbaum.

Mulheres filósofas raras – sem com isto querer dizer que não existiram ou não fizeram sentir as suas influências. E sendo certo que podem apontar-se alguns casos, o desequilíbrio entre os géneros na história da humanidade, parece evidente – por exemplo, citar Damaris Cudworth ou Catharine Cockburn, que se corresponderam com Locke e Leibniz, não faz realmente diferença.

Notar essa falta, serve para relevar Hannah Arendt e Martha Nussbaum que, podendo não ser muito conhecida entre nós, já serviu de referência a um acórdão do Tribunal Constitucional, que, curiosamente, incluiu igualmente Paul Ricoeur e John Rawls.


ACÓRDÃO N.º 617/2006, TRIBUNAL CONSTITUCIONAL – Processo nº 924/2006. O Presidente da República, nos termos do artigo 115º, nº 8, da Constituição e dos artigos 26º e 29º, nº 1, da Lei nº 15-A/98, de 3 de Abril, requereu a fiscalização preventiva da constitucionalidade e da legalidade da proposta de referendo aprovada pela Resolução nº 54-A/2006 da Assembleia da República (publicada no Diário da República, I Série, de 20 de Outubro de 2006).

(imagem: Lady writing a letter, Vermeer)

 

Nem o 5º sinal vital resiste a discriminação de género…

Dor da mulher é mais ignorada e subvalorizada que a do homem

A dor das mulheres é subvalorizada em relação à dos homens, sendo considerada menos genuína e grave pelos profissionais de saúde, principalmente pelos profissionais do sexo masculino, segundo um estudo do ISCTE. O estudo, realizado a 205 estudantes de enfermagem e concluído no final do ano passado, mostra que a dor das pacientes do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica considerada menos grave e urgente que a do homem.

“O projecto partiu de constatações de outros estudos que mostravam que as mulheres relatavam sentir mais dores que os homens e que a sua dor era mais vezes sub-diagnosticada que a dos homens”, explicou à Lusa Sónia Bernardes, investigadora no Centro de Investigação e Intervenção Social no ISCTE e autora do estudo “Os enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre dor lombálgica”.

No entanto, só com este estudo se percebeu quais os factores que podem influenciar a apreciação da dor dos pacientes, nomeadamente em que medida o tipo de dor, a forma como o doente apresenta a sua dor e o sexo de quem julga influenciam a ocorrência de enviesamentos de sexo nos julgamentos.

A investigadora chegou à conclusão de que “a dor da paciente do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica como menos grave e urgente que a do homem” em contextos de dor aguda e de curta duração ou na ausência de manifestações explícitas de ansiedade.

“Espera-se que as mulheres sejam mais expressivas e quando não apresentam sintomas de ansiedade e agem de forma controlada sem recorrer muito aos profissionais de saúde acabam por ser subvalorizadas”, explicou Sónia Bernardes.

O estudo concluiu ainda que os estudantes de enfermagem do sexo masculino fazem mais enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre a genuinidade da dor do que as estudantes do sexo feminino.

Perante estas conclusões, Sónia Bernardes sublinha que “as evidências mostram que embora as mulheres reportem sentir mais dores que os homens ao longo das suas vidas, as suas dores são frequentemente desvalorizadas, sub-diagnosticadas ou sub-tratadas comparativamente com as do sexo masculino”.

Este estudo é um dos últimos da tese de doutoramento que começou há cerca de quatro anos e que deverá ser entregue ainda este verão. O estudo data de finais de 2007, foi realizado a 205 estudantes de enfermagem e está enquadrado num projecto de investigação mais amplo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.”

29.04.2008 – Trazido daqui

Natualmente, passei pela International Association for the Study of Pain (IASP)

2008 foi decretado ano mundial contra as dores em mulheres, porque, de acordo com estudos realizados, as dores crónicas afectam mais as mulheres (é o caso das fibromialgias, artrite reumatoide, osteoartrite, dor pélvica crónica, enxaquecas) que têm dores mais recorrentes, mais graves e mais prolongadas do que os homens.

2008, Global Year Against Pain in Women – Real women, real pain

Fact Sheets disponíveis

(imagem, Sleeping lady, Tamara de Lempicka – alterada)

questões de higiene e género


Os homens lavam menos as mãos…

De acordo com um estudo publicado esta semana, um terço dos homens não se incomoda a lavar as mãos depois de usar a casa de banho, comparando com 12% das mulheres.

Há dois anos, com o mesmo inquérito, 1/4 dos homens não lavavam as mãos contra 10% das mulheres.

http://www.chicagotribune.com/news/nationworld/sns-ap-dirty-hands,1,3790008.story
http://www.nysun.com/article/62809
http://www.wtop.com/?nid=106&sid=1250020
http://www.sun-sentinel.com/features/health/sfl-917bathroomuse,0,7374890.story