Adágio do dia [e para três dias]

“Os cães ladram e a caravana passa”

“The dogs bark and the caravan passes”

 “Les chiens aboient et la caravane passes”

Gosto deste adágio… Não importa o latido dos cães, o barulho que façam, a caravana segue o seu caminho. Não se afirma que segue este ou aquele rumo, segue o seu rumo. Eventualmente, com revezes e paragens mas pouco a ver com o ladrar dos cães.

Realmente, os cães ladram, a reagir ao desconhecido, ao que causa medo, ao que suscita inveja. Os cães (na metáfora) ladram pela incapacidade de se acalmarem, dando eco a injúrias e difamações, no fundo impotências de fazerem mais alguma coisa que não seja ladrar. Então, que ladrem…

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Uma caravana, como a que passa, mesmo quando pára, é feita de sonhos, de gestos, de atitudes, de sentimentos fortes, de determinação. Por isso, passa. Aconteça o que acontecer, ladrem os cães e miem os gatos, passa

Como dizia Churchill, nunca atingiremos o que queremos, se pararmos a atirar pedras a cada cão que ladra…

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sabedoria popular aplicada ao ano

Os provérbios deviam ser considerados património cultural imaterial da Humanidade… 🙂  são ditados populares com sentido lógico e uma sabedoria associada, até contraditória, pois deverão ser aplicados casuísticamente.

Dos contrários, são bons exemplos: Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje ou O que não se faz no dia de Santa Luzia, faz-se no outro dia.

Também há os de prenúncio, associados aos meses e ao estado do tempo. Dos meses, temos muitos…. tantos, que deixo aqui um de cada mês, para começar «a espalhar» provérbios do mês em posts…

Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gado.

Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.

Março marçagão de manhã inverno e de tarde verão.

Em Abril, águas mil.

Maio pardo e ventoso faz o ano farto e formoso.

Sol de Junho amadura tudo.

Chuva de Julho que não faça barulho.

Em Agosto, ardem os montes; em Setembro, secam as fontes.

Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.

Logo que Outubro venha, prepara a lenha.

Em Novembro, prova o vinho e semeia o cebolinho.

Em Dezembro, treme de frio cada membro.

Pesquisa de provérbios

Um recurso interessante – em Centro Virtual Cervantes

CVCPor exemplo: busca de «quem não tem cão caça com gato»

Idioma: Português

Enunciado: Quem não tem cão caça com gato

Traducción literal: El que no tiene perro caza con gato

Marcador de uso: Muy usado

Fuentes: Machado1996 p. 507; Pinto2000 p. 41; Souza p. 86

Observaciones: En el colección de refranes de Delicado publicada en 1651 ya aparece el refrán “À míngua de pão boas são as tortas” (p. 246), equivalencia formal del refrán español A falta de pan, buenas son tortas. También lo recogen Francisco Rolland en su repertorio de 1780 (Rolland, 1780: 129) y Maria Carrusca en el volumen III de su colección (Carrusca, vol. III, p. 132), pero está en desuso actualmente.

SINÓNIMOS

Enunciado: À falta de capão, cebola e pão (Carrusca vol. III, p. 142; Machado1996 p. 26)

Traducción literal: A falta de capón, cebolla y pan

Enunciado: Quando não há lombo linguiça como (Carrusca vol. III, pp. 84 y 123; Machado1996 p. 460)

Traducción literal: Cuando no hay lomo longaniza como

Enunciado: Quem não pode andar a cavalo anda a pé

Traducción literal: El que no puede ir a caballo va a pie.

Enunciado: À falta de pão, até migalhas vão

Traducción literal: A falta de pan, hasta migajas van

Enunciado: À míngua de pão boas são as tortas (Delicado1923 p. 246; Rolland p. 129; Carrusca vol. III, p. 132)

Traducción literal: A falta de pan buenas son las tortas

Enunciado: Onde faltam cavalos, trotam os asnos (Souza p. 86)

Traducción literal: Donde faltan caballos trotan los burros

Uma lista consideravel de Paremias (provérbios) AQUI