Global Peace Index 2017

Em 2016, tinha aqui deixado algumas anotações sobre o Global Peace Index – na altura, Portugal estava em 5º lugar no ranking europeu –  “The largest improvement in the region was recorded by Portugal, which built on gains last year to rise nine places to fifth globally.”

O Global Peace Index de 2017, lançado em junho deste ano, continua a analisar 163 países com base nos níveis de segurança considerados em 23 fatores,  agrupados em três categorias: níveis de paz e segurança na sociedade, conflitos internos e internacionais, e utilização dos recursos militares.

Em 2017, Islândia, Nova Zelândia, Portugal, Áustria e Dinamarca foram os cinco primeiros do ranking, por esta ordem. A Islândia mantem a mesma posição desde 2008. Portugal, que tinha vindo a subir nos últimos anos, passou de 5º para 3º.

No global,

Na região Europa

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Excertos de “Nunca lutes com um porco”

Artigo de Fernanda Câncio:

“Nunca lutes com um porco; ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta. Esta frase, do dramaturgo irlandês Bernard Shaw, encerra em si mais do que o sarcasmo em que ele era exímio: é uma lição de sabedoria política. Mas tem limitações, como todas. Às vezes somos mesmo forçados a lutar com porcos, quando algo muito importante depende disso, quando tem mesmo de ser. A questão é a de saber se chegou a altura de o fazer. Porque o risco é sempre enorme, e não tem nada que ver com coragem, ou falta dela: é que o porco leva-nos uma incomensurável vantagem na porcaria, e é muito difícil terçar, com seriedade, argumentos com alguém apostado em sacar de todos os truques baixos do cardápio, de todas as cartadas do populismo, da demagogia e das falsidades mais abjetas, usar todos os maus sentimentos e toda a ignorância e ingenuidade dos que assistem à refrega no sentido de fazer valer a sua posição.

(…)

O que lembra outra frase famosa atribuída a outro famoso ironista, Mark Twain: “Uma mentira pode dar meia volta ao mundo antes de a verdade ter tempo de calçar os sapatos.” Porque a verdade – aqui também no sentido de decência e de complexidade do mundo – é chata e comprida, empalidece e gagueja ante o descaramento da falsidade e da demagogia. Porque a verdade necessita de tempo para desmontar as mentiras, para se demonstrar. Porque ser sério e fundamentado dá muito mais trabalho do que mandar bocas e dizer coisas que vão ao encontro dos estereótipos, dos preconceitos, dos ódios. E agora, ainda por cima, temos o estribilho da “censura do politicamente correto” de cada vez que nos indignamos contra afirmações e posições que põem em causa valores basilares da civilização europeia que julgávamos (et pour cause) inquestionáveis para sempre, como a igualdade e o princípio da não discriminação.

O problema é portanto o de saber quando entrar na liça, se alguma vez.”

artigo inteiro aqui

“série cancelada”

Toda a gente tem ou terá  tido uma série que acompanhava e que terminou sem final ou num cliffhanger, quando se pensava que a série ia continuar. Se não toda agente, a mim já me aconteceu… e nem estou a fazer referência à clássica «Firefly», de há mais de uma década. Portanto, de vez em quando, uma série que se vai acompanhando é cancelada.

Nos últimos anos, isso aconteceu com algumas séries que seguia com interesse, interrompidas subitamente como aconteceu com «Alphas» ou «Tomorrow People», depois de alguma sequência e de altos e baixos, como «Revolution» ou «Defiance».

Via de regra, uma série é cancelada por baixa audiência na televisão do país de origem; mas há variações a essa regra – muitas vezes parece ser considerada a audiência de alguns grupos do público, o apoio dos fãs e, como em outros aspetos sociais, certas decisões são tomadas sem que ninguém entenda  porquê.

Pode até por pressão de convergência com os standards mais habituais, por problemas de contratações e elencos…. a verdade é que a expressão «cancelada», diferentemente de «finalizada», emerge com o sentido de uma interrupção na narrativa, um fim súbito do desenvolvimento das personagens. Podemos rever as séries, o que, claramente, não é a mesma coisa.

 

Ciclo de debates. Decidir Sobre o Final da Vida. #2

“Iniciativas recentes de cidadãos destinadas a promover intervenções legislativas sobre a eutanásia e o suicídio assistido colocaram estes temas na discussão pública. A sociedade é chamada a refletir sobre as questões relacionadas com o final da vida e os dilemas éticos que enfrenta nas opções que irá tomar.

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida tem a honra de convidá-lo a estar presente na segunda sessão do Ciclo de Debates “Decidir sobre o final da Vida”, que decorrerá no próximo dia 5 de junho, das 17h00 às 19h30, no Palácio da Bolsa, no Porto.

A entrada é livre, mediante reserva de lugar.”

site CNECV

A 1ª sessão decorreu em Lisboa, dia 22 de maio.