Excertos de “Nunca lutes com um porco”

Artigo de Fernanda Câncio:

“Nunca lutes com um porco; ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta. Esta frase, do dramaturgo irlandês Bernard Shaw, encerra em si mais do que o sarcasmo em que ele era exímio: é uma lição de sabedoria política. Mas tem limitações, como todas. Às vezes somos mesmo forçados a lutar com porcos, quando algo muito importante depende disso, quando tem mesmo de ser. A questão é a de saber se chegou a altura de o fazer. Porque o risco é sempre enorme, e não tem nada que ver com coragem, ou falta dela: é que o porco leva-nos uma incomensurável vantagem na porcaria, e é muito difícil terçar, com seriedade, argumentos com alguém apostado em sacar de todos os truques baixos do cardápio, de todas as cartadas do populismo, da demagogia e das falsidades mais abjetas, usar todos os maus sentimentos e toda a ignorância e ingenuidade dos que assistem à refrega no sentido de fazer valer a sua posição.

(…)

O que lembra outra frase famosa atribuída a outro famoso ironista, Mark Twain: “Uma mentira pode dar meia volta ao mundo antes de a verdade ter tempo de calçar os sapatos.” Porque a verdade – aqui também no sentido de decência e de complexidade do mundo – é chata e comprida, empalidece e gagueja ante o descaramento da falsidade e da demagogia. Porque a verdade necessita de tempo para desmontar as mentiras, para se demonstrar. Porque ser sério e fundamentado dá muito mais trabalho do que mandar bocas e dizer coisas que vão ao encontro dos estereótipos, dos preconceitos, dos ódios. E agora, ainda por cima, temos o estribilho da “censura do politicamente correto” de cada vez que nos indignamos contra afirmações e posições que põem em causa valores basilares da civilização europeia que julgávamos (et pour cause) inquestionáveis para sempre, como a igualdade e o princípio da não discriminação.

O problema é portanto o de saber quando entrar na liça, se alguma vez.”

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“série cancelada”

Toda a gente tem ou terá  tido uma série que acompanhava e que terminou sem final ou num cliffhanger, quando se pensava que a série ia continuar. Se não toda agente, a mim já me aconteceu… e nem estou a fazer referência à clássica «Firefly», de há mais de uma década. Portanto, de vez em quando, uma série que se vai acompanhando é cancelada.

Nos últimos anos, isso aconteceu com algumas séries que seguia com interesse, interrompidas subitamente como aconteceu com «Alphas» ou «Tomorrow People», depois de alguma sequência e de altos e baixos, como «Revolution» ou «Defiance».

Via de regra, uma série é cancelada por baixa audiência na televisão do país de origem; mas há variações a essa regra – muitas vezes parece ser considerada a audiência de alguns grupos do público, o apoio dos fãs e, como em outros aspetos sociais, certas decisões são tomadas sem que ninguém entenda  porquê.

Pode até por pressão de convergência com os standards mais habituais, por problemas de contratações e elencos…. a verdade é que a expressão «cancelada», diferentemente de «finalizada», emerge com o sentido de uma interrupção na narrativa, um fim súbito do desenvolvimento das personagens. Podemos rever as séries, o que, claramente, não é a mesma coisa.

 

Ciclo de debates. Decidir Sobre o Final da Vida. #2

“Iniciativas recentes de cidadãos destinadas a promover intervenções legislativas sobre a eutanásia e o suicídio assistido colocaram estes temas na discussão pública. A sociedade é chamada a refletir sobre as questões relacionadas com o final da vida e os dilemas éticos que enfrenta nas opções que irá tomar.

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida tem a honra de convidá-lo a estar presente na segunda sessão do Ciclo de Debates “Decidir sobre o final da Vida”, que decorrerá no próximo dia 5 de junho, das 17h00 às 19h30, no Palácio da Bolsa, no Porto.

A entrada é livre, mediante reserva de lugar.”

site CNECV

A 1ª sessão decorreu em Lisboa, dia 22 de maio.

“Ser jovem em Portugal” – retalhos de uma infografia

Uma infografia muito clara

“São cada vez mais escolarizados. E cada vez mais conectados com o mundo, via Internet. Mas este ainda é o grupo da população mais atingido pela pobreza. Há em Portugal 3,1 milhões de jovens até aos 29 anos, 1,4 milhões têm 14 anos ou menos”

fonte: aqui