Cinco gerações? dispensávamos estar acima da média…

“O estatuto económico das pessoas em Portugal é transmitido profundamente entre gerações”, afirma o relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico.Tendo em conta a mobilidade de salários de uma geração para a seguinte, assim como o nível de desigualdade do rendimento em Portugal, estima-se que possa demorar cinco gerações até que uma família no fundo da distribuição de rendimento atinja a média. Na OCDE a média é quatro gerações e meia.

A mobilidade social em Portugal está ligeiramente acima da média da OCDE, mas os dados preocupantes estão na ‘herança’ da educação e das profissões. Em Portugal, “a mobilidade medida em termos educacionais é a mais baixa entre os países da OCDE”.

“Por outras palavras, as probabilidades de uma pessoa ser bem sucedida na sua carreira académica e profissional estão “profundamente” ligadas ao contexto sócio-económico e ao nível de qualificações dos pais. O estudo da OCDE conclui que 55% dos filhos dos trabalhadores manuais ‘herdam’ a profissão dos pais, acima da média de 37%. Além disso, os filhos de gestores têm uma probabilidade de serem também gestores cinco vezes superior aos filhos de trabalhadores manuais, um rácio muito mais elevado que a média da OCDE.

Acresce que, apesar dessa transmissão entre gerações, os receios face aos desenvolvimentos económicos no país leva a maior parte dos pais portugueses (58%) a temer que os seus filhos não consigam ter o estatuto e o conforto que eles tiveram.” (fonte: artigo Jornal de Negócios)

~link OCDE report

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Da série # Curtas

Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”

Esta frase é atribuída a Sigmund Freud e, em síntese, significa que falar mal das pessoas expõe o carácter daquele que fala.

Curioso como os estudos confirmam esta afirmação antiga – cf. estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology (Wood et al., 2010)

Dia Internacional da Família

A Assembleia Geral da ONU instituiu o 15 de maio como Dia Internacional da Família, data que se assinala desde 1994. Não este ou aquele tipo de família mas a ideia de Família, mais nuclear ou alargada, de todas as famílias. Em 2018, a celebração deste dia está subordinada ao tema “Famílias e sociedades inclusivas”.

O Dia foi criado para divulgar a importância da família na sociedade; sublinhar o caráter basilar da família na educação das crianças; passar mensagens de amor, respeito e união, elementos essenciais para o relacionamento de todos os os elementos que compõem a família; chamar a atenção para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades; sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

Para o Dia Internacional do Enfermeiro 2018 – o kit do ICN

“Enfermeiros: uma voz para liderar – saúde é um direito humano”

O kit mantem alguns traços do ano anterior, quando o lema começou a ser «uma voz para liderar»

Um estilo de escrita intercalado com diagramas e figuras, que facilita a compreensão, potenciando o acesso de todos.

E que desafia a pensar nos processos e realinhamentos, para um sistema de saúde centrado nas pessoas e no quadro da saúde como direito humano.

Retrato da Saúde, 2018

Descarregar o livro “Retrato da Saúde 2018” aqui.

A saúde é um dos mais poderosos fatores de integração e coesão sociais, mas também de geração de riqueza e bem-estar.

Em Portugal, a opção por um modelo de Serviço Nacional de Saúde (SNS) surge como a melhor forma de garantir os valores do acesso, da equidade e da solidariedade social. O SNS tem evoluído de forma muito significativa ao longo dos últimos anos, com progressos claros ao nível da eficiência, do acesso, da qualidade e da sustentabilidade.

sobre Vacinas e Vacinação

Corria o ano de 2011, quando a Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica divulgou um Parecer sobre a vacinação em crianças, fazendo referência a argumentos de renitência dos pais a vacinar – “As vacinas previnem ou atenuam a doença e salvam vidas. (…) são o meio mais eficaz e seguro de protecção contra as doenças infecciosas.

Em janeiro de 2017 entrou em vigor um novo Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017. Sublinhando a importância da vacinação ao longo do ciclo de vida, a atualização do PNV consiste em novos esquemas vacinais gerais, em função da idade e do estado vacinal anterior e ainda esquemas vacinais específicos para grupos de risco ou em circunstâncias especiais.

E não obstante a vacinação ser, provavelmente, a medida de saúde pública com melhor relação custo-efetividade e com elevados ganhos em saúde, os movimentos anti-vacinação persistem e, de vez em quando, recrudescem. Em bom rigor, estes movimentos começaram desde cedo, quando Edward Jenner enfrentou a acusação de que a vacina (ao tempo, a da varíola) era contra a vontade divina.  A questão recrudesceu nos últimos tempos, com as danosas evidências do surto de sarampo.

e tivemos ontem o discurso do Presidente a apelar à vacinação.

Note-se que a está aprovado o Plano Europeu de vacinação 2015-2020. A Semana Europeia da vacinação será em abril, como habitualmente,  European Immunization Week 2018 |  23 a 29 Abril 2018

The European Region celebrates European Immunization Week (EIW) to raise awareness of the importance of immunization for people’s health and well-being. The EIW 2018 will focus on immunization as an individual right and shared responsibility to help close immunization gaps and further progress towards the global Sustainable Development Goals.

O lema deste ano foca-se na vacinação como um direito individual e uma responsabilidade partilhada. European Immunization Week 2018: vaccination is an individual right and shared responsibility

Este diagrama faz parte do documento sobre a  European Immunization Week 2018 – e, naturalmente, articula-se e concorre para os objetivos e as metas do

Plano Europeu de Vacinação 2015-2020.

Goal 1: Sustain polio-free status
The European Region achieved certification of polio-free status in 2002 and has maintained this status. In line with the Global Polio Eradication Initiative, sustaining polio-free status depends largely on high vaccination coverage (EVAP objectives 2 and 3), high-quality surveillance (EVAP objective 4) and shifting to bivalent oral poliovirus vaccine and introducing inactivated poliovirus vaccine in line with the Polio Eradication & Endgame Strategic (EVAP objective 5).
Goal 2: Eliminate measles and rubella
The Region has set 2015 as the target for interrupting transmission of measles and rubella. Once this target has been met, certification will follow in 2018, after three years of confirmed interrupted transmission. Elimination of measles and rubella will depend largely on
obtaining political commitment (EVAP objective 1), achieving high coverage and closing immunity gaps (EVAP objectives 2 and 3) and ensuring high-quality, case-based surveillance (EVAP objective 4).
Goal 3: Control hepatitis B infection
The Region has the opportunity to establish and commit to controlling hepatitis B and achieving further progress in controlling inf
ection. Through EVAP, the Regional Office commits to preparing a programme and action plan for the control of hepatitis B infection and to identify targets for 2020. The action plan for hepatitis B will benefit from the strategic direction and objectives of EVAP and is expected to be discussed at the 65th session of the Regional Committee in 2015.
Goal 4: Meet regional vaccination coverage targets at all administrative levels throughout the Region.
Member States in the WHO European Region are committed to further reducing health inequalities through Health 2020 by taking action on the determinants of health. EVAP frames this commitment within immunization by establishing regional vaccination coverage targets that are higher than those of GVAP. It promotes a change in the way of working, by tailoring immunization programmes to address inequities (EVAP objectives 2 and 3) and strengthening commitment to and the sustainability and functionality of national immunization programmes (EVAP objectives 1, 4 and 5).
Goal 5: Make evidence-based decisions on the introduction of new vaccines
EVAP stresses the importance of evidence-based immunization policies in further improving good governance of immunization programmes. Establishing and strengthening independent advisory mechanisms at the national level (national immunization technical
advisory groups) is critical for improving leadership and participatory governance (EVAP objective 1). EVAP recommends that countries review the evidence and make informed decisions, particularly with regard to the introduction of new vaccines, using all the available information, including disease burden and cost-effectiveness.
Goal 6: Achieve financial sustainability of national immunization programmes
Most countries in the Region have achieved financial self-sufficiency for vaccines and donor support is limited mainly to technical a
nd financial assistance for operational components of immunization programmes, except in countries currently eligible for support from the GAVI Alliance. In the European Region, the remaining challenge in most countries is allocation of additional financial resources to expand immunization programmes. This will require increased commitment to immunization and sustainable access to long-term domestic funding (EVAP objectives 1 and 5).
e assinalamos, anualmente, uma Semana Europeia de Vacinação.
…. e ainda assim, é o que se vê!
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