“Não podemos permitir continuar a navegar à vista”

Do blog Cidadania na Enfermagem

1. O quadro legislativo e o garrote que impõe ao SNS
2. A não existência de uma efetiva identidade do SNS
3. O subfinanciamento crónico do SNS
4. A ausência de planificação a médio e longo prazo no SNS e suas instituições tendo em conta as necessidades identificadas
5. A predominância da “financiarização” sobre a autonomia e responsabilização da gestão
6. A desvalorização dos profissionais e suas carreiras
7. A distribuição dos recursos sempre condicionada pela pressão do tratamento das doenças
8. As áreas de promoção e prevenção, incluindo a Saúde Mental, são os parentes pobres no SNS
9. A ausência de intercomunicabilidade entre os vários níveis de cuidados
10. As culturas profissionais determinam o funcionamento das organizações
Em conclusão e o que fazer
1. Sobre o SNS, a sua defesa é a defesa da nossa saúde
2. O sector privado pode existir em complementaridade onde o SNS não tem resposta adequada
3. A planificação e a saúde em todas as políticas
4. Investir e reconhecer o valor económico da saúde
5. Um SNS que não seja formado por silos
6. Um SNS descentralizado e participado a todos os níveis
7. Inversão na redistribuição dos recursos que contribua para diminuir as desigualdades
8. Culturas profissionais promotoras de respostas integradas
9. Capacitação dos cidadãos e participação efetiva
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Para o Dia Internacional do Enfermeiro 2018 – o kit do ICN

“Enfermeiros: uma voz para liderar – saúde é um direito humano”

O kit mantem alguns traços do ano anterior, quando o lema começou a ser «uma voz para liderar»

Um estilo de escrita intercalado com diagramas e figuras, que facilita a compreensão, potenciando o acesso de todos.

E que desafia a pensar nos processos e realinhamentos, para um sistema de saúde centrado nas pessoas e no quadro da saúde como direito humano.

Encontro dia 3 de março – Cidadania na Enfermagem

O Blog Cidadania na Enfermagem deu início a um espaço de partilha. E como tantas vezes acontece, do virtual passa-se ao presencial.

O encontro é gratuito, de inscrição obrigatória para  cidadanianaenfermagem@gmail.com

Este é um espaço plural de debate e aprofundamento da enfermagem e da saúde. Somos um grupo que considera fundamental que, num quadro de respeito por eventuais ideias/opiniões diferentes, possamos ir construindo pensamento crítico, num reforço efetivo de Cidadania na Enfermagem.

 

 

e vão 35 anos…

A 17 de dezembro concluíu-se o 28º Curso de Enfermagem Geral da (então) Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa.

Isto porque o Regulamento das Escolas de Enfermagem da Cruz Vermelha, sob a tutela do Ministério do Exército, data do pós-guerra (Portaria nº 13833, de 7 de fevereiro de 1952), sendo desse ano a uniformização do ensino de enfermagem (Decretos-lei n.º 38:884 e nº 38:885 de 28 de Agosto), que viria ser revisto em 1970 (Portaria 34/70 de 14 de janeiro, aprova o Regulamento Geral das Escolas de Enfermagem). Os exames de estado para todos os cursos de enfermagem foram abolidos em 1974 (pelo Decreto-Lei 274/74 de 22 de Junho). E desde 1976 (decreto nº 401/76 de 26 de maio) que o Instituto Ricardo Jorge passou a emitir a Carta de enfermeiro.

O 1º curso de Enfermagem Geral da CVP iniciou-se em 1951/52, com a duração de três anos, tendo sido equiparado às escolas oficiais em 1955. Em 1979 foram publicadas (Decreto 98/79 de 6 de Setembro) as condições de admissão ao curso de enfermagem geral – e foi por essa altura que as alunas do 28º Curso fizeram os testes psicotécnicos de acesso ao curso.

A 4 de janeiro de 1980, quando começou o curso, a situação da Escola era relativamente precária, instalada provisoriamente num palacete da Rua Manuel Arriaga, em frente ao Jardim 9 de abril, na Rocha de Conde de Óbidos. (Viria a ser deslocada para um edifício perto do Hospital da Cruz Vermelha e, mais tarde, em 2003, mudou para as instalações atuais, na Avenida de Ceuta).

A 29 de dezembro de 1982 iniciei atividade profissional, nos (então) Hospitais Civis de Lisboa, mais concretamente no Hospital de Santa Marta. Portanto, para todos os efeitos, 0 28º Curso celebra 35 anos

e celebro três décadas e meia de exercício profissional, que tendo sido profícuas em desenvolvimento, deixam as suas raízes nesse curso.  Assinalar esta efeméride é endereçar felicitações e evocar memórias com Quem fez esse caminho em conjunto. Parabéns, a nós, do 28º, assim sendo!

“Cuidados e envelhecimento. Perspetivas da Enfermagem”

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Enquanto profissionais de saúde, a maioria lida com o lado mais complicado e vulnerável da existência humana, em risco de esquecer tudo o resto e de tomar a doença, a incapacidade e a fragilidade pelo todo, quando se prestam cuidados a pessoas mais velhas. Como prosseguir com um olhar equilibrado sobre o envelhecimento, de dentro de uma das profissões centrais na prestação de cuidados – a Enfermagem – na garantia do bem‑estar e qualidade de vida, ao longo do processo de envelhecimento?

 Isabel Lage terá pensado estas e outras questões sobre o envelhecimento que se colocam nomeadamente no âmbito da Enfermagem e organizou o presente livro com duas secções, uma dedicada a Questões gerais sobre envelhecimento e saúde e outra aos Cuidados à pessoa idosa.

Na Coisas de Ler

 

“Do ensino da bioética e as escolhas temáticas dos estudantes”

Do ensino da bioética e as escolhas temáticas dos estudantes

Lucília Nunes

v. 25, n. 3 (2017)

Resumo

O ensino da bioética no Curso de Licenciatura em Enfermagem, em Setúbal, Portugal, na unidade curricular de Ética II, desde o ano letivo 2008/2009 a 2016/2017, ancorou-se na premissa da livre escolha pelos estudantes do tema para estudo e aprofundamento. Neste artigo, contextualizamos essa prática pedagógica, identificamos e analisamos as escolhas dos estudantes, problematizamos mudanças no decurso de nove anos letivos em breve relação com debates na sociedade civil e alterações do biodireito. Os temas mais escolhidos referiam-se a início de vida (interrupção voluntária de gravidez, gestação de substituição), fim de vida (eutanásia, distanásia) e biotecnologias (doação e transplante de órgãos). As conclusões apontam a relação entre bioética e formação profissional nas temáticas escolhidas e também a educação bioética para a cidadania.

Palavras-chave -Bioética. Ética. Educação em enfermagem.

Texto completo:
Adiciono que, nestes anos letivos, viver esta UC foi muito enriquecidor, pelos estudantes, pelas suas questões. E que investigar o que se faz, quando se é professor, pode bem passar por este género de investigação. Certo?!