Encontro dia 3 de março – Cidadania na Enfermagem

O Blog Cidadania na Enfermagem deu início a um espaço de partilha. E como tantas vezes acontece, do virtual passa-se ao presencial.

O encontro é gratuito, de inscrição obrigatória para  cidadanianaenfermagem@gmail.com

Este é um espaço plural de debate e aprofundamento da enfermagem e da saúde. Somos um grupo que considera fundamental que, num quadro de respeito por eventuais ideias/opiniões diferentes, possamos ir construindo pensamento crítico, num reforço efetivo de Cidadania na Enfermagem.

 

 

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e vão 35 anos…

A 17 de dezembro concluíu-se o 28º Curso de Enfermagem Geral da (então) Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa.

Isto porque o Regulamento das Escolas de Enfermagem da Cruz Vermelha, sob a tutela do Ministério do Exército, data do pós-guerra (Portaria nº 13833, de 7 de fevereiro de 1952), sendo desse ano a uniformização do ensino de enfermagem (Decretos-lei n.º 38:884 e nº 38:885 de 28 de Agosto), que viria ser revisto em 1970 (Portaria 34/70 de 14 de janeiro, aprova o Regulamento Geral das Escolas de Enfermagem). Os exames de estado para todos os cursos de enfermagem foram abolidos em 1974 (pelo Decreto-Lei 274/74 de 22 de Junho). E desde 1976 (decreto nº 401/76 de 26 de maio) que o Instituto Ricardo Jorge passou a emitir a Carta de enfermeiro.

O 1º curso de Enfermagem Geral da CVP iniciou-se em 1951/52, com a duração de três anos, tendo sido equiparado às escolas oficiais em 1955. Em 1979 foram publicadas (Decreto 98/79 de 6 de Setembro) as condições de admissão ao curso de enfermagem geral – e foi por essa altura que as alunas do 28º Curso fizeram os testes psicotécnicos de acesso ao curso.

A 4 de janeiro de 1980, quando começou o curso, a situação da Escola era relativamente precária, instalada provisoriamente num palacete da Rua Manuel Arriaga, em frente ao Jardim 9 de abril, na Rocha de Conde de Óbidos. (Viria a ser deslocada para um edifício perto do Hospital da Cruz Vermelha e, mais tarde, em 2003, mudou para as instalações atuais, na Avenida de Ceuta).

A 29 de dezembro de 1982 iniciei atividade profissional, nos (então) Hospitais Civis de Lisboa, mais concretamente no Hospital de Santa Marta. Portanto, para todos os efeitos, 0 28º Curso celebra 35 anos

e celebro três décadas e meia de exercício profissional, que tendo sido profícuas em desenvolvimento, deixam as suas raízes nesse curso.  Assinalar esta efeméride é endereçar felicitações e evocar memórias com Quem fez esse caminho em conjunto. Parabéns, a nós, do 28º, assim sendo!

“Cuidados e envelhecimento. Perspetivas da Enfermagem”

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Enquanto profissionais de saúde, a maioria lida com o lado mais complicado e vulnerável da existência humana, em risco de esquecer tudo o resto e de tomar a doença, a incapacidade e a fragilidade pelo todo, quando se prestam cuidados a pessoas mais velhas. Como prosseguir com um olhar equilibrado sobre o envelhecimento, de dentro de uma das profissões centrais na prestação de cuidados – a Enfermagem – na garantia do bem‑estar e qualidade de vida, ao longo do processo de envelhecimento?

 Isabel Lage terá pensado estas e outras questões sobre o envelhecimento que se colocam nomeadamente no âmbito da Enfermagem e organizou o presente livro com duas secções, uma dedicada a Questões gerais sobre envelhecimento e saúde e outra aos Cuidados à pessoa idosa.

Na Coisas de Ler

 

“Do ensino da bioética e as escolhas temáticas dos estudantes”

Do ensino da bioética e as escolhas temáticas dos estudantes

Lucília Nunes

v. 25, n. 3 (2017)

Resumo

O ensino da bioética no Curso de Licenciatura em Enfermagem, em Setúbal, Portugal, na unidade curricular de Ética II, desde o ano letivo 2008/2009 a 2016/2017, ancorou-se na premissa da livre escolha pelos estudantes do tema para estudo e aprofundamento. Neste artigo, contextualizamos essa prática pedagógica, identificamos e analisamos as escolhas dos estudantes, problematizamos mudanças no decurso de nove anos letivos em breve relação com debates na sociedade civil e alterações do biodireito. Os temas mais escolhidos referiam-se a início de vida (interrupção voluntária de gravidez, gestação de substituição), fim de vida (eutanásia, distanásia) e biotecnologias (doação e transplante de órgãos). As conclusões apontam a relação entre bioética e formação profissional nas temáticas escolhidas e também a educação bioética para a cidadania.

Palavras-chave -Bioética. Ética. Educação em enfermagem.

Texto completo:
Adiciono que, nestes anos letivos, viver esta UC foi muito enriquecidor, pelos estudantes, pelas suas questões. E que investigar o que se faz, quando se é professor, pode bem passar por este género de investigação. Certo?!

“Para uma epistemologia de Enfermagem”

Enquanto enfermeiros, como é que sabemos que sabemos? como soubemos o que julgamos saber? a partir de que fontes elaboramos e disseminamos conhecimento? como justificamos as crenças que temos? o que fazemos com o que conhecemos? Estamos nos territórios da epistemologia, ocupando-nos com as questões relativas à natureza, às fontes, justificação e validade do conhecimento, incluindo a sua criação e disseminação.

Organizámos o texto em duas partes: a primeira, em que enquadramos a Enfermagem e a Epistemologia; a segunda, o cerne da questão, relativa a a Epistemologia de Enfermagem. Foi redigido a pensar nos enfermeiros sem desconsiderar leitores de outras áreas científicas nem o público em geral.

Um aprofundamento epistémico de enfermagem inclui as fontes de conhecimento, a articulação dos valores profissionais e o seu contributo para os cuidados de saúde, a ligação entre as necessidades em cuidados, o concetual e o empírico, dados de evidências clínicas, pensamento teórico e heurístico, conceitos abstratos e contextos concretos, refinando e gerando conhecimento relevante para os cuidados de Enfermagem; e, claramente, as práticas de cada enfermeiro evidenciam os diversos usos do conhecimento de Enfermagem.

Edição Lusodidacta

Foi apresentado no passado dia 17 de novembro, na Sala de Atos do IPS.

Aos eventuais interessados

Regulamento de inscrição, atribuição de títulos e emissão de cédula profissional em consulta pública.

Este regulamento pretende definir o regime aplicável à inscrição, atribuição dos títulos de enfermeiro e de enfermeiro especialista e emissão de cédula profissional pela Ordem dos Enfermeiros.

Não obstante estar referido que se trata de uma «atualização»,

“O regulamento que dita as regras para a inscrição na Ordem dos Enfermeiros (OE), bem como a respectiva atribuição de título e emissão de cédula vai ser adaptado à realidade actual e à lei que introduziu as mais recentes alterações ao Estatuto da OE.”

chamo a atenção para as diversas novidades do Regulamento ora em consulta, no que diz respeito aos  procedimentos de atribuição do título de enfermeiro especialista, incluindo o «internato da especialidade».