Ruas cheias de flores de jacarandá

Anúncios

Citação do dia

IMG_6912

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.”

Hannah Arendt

 

sobre viver

IMG_5721 IMG_5720

“Viver é constantemente decidir o que seremos” Ortega y Gasset.

Percebemos um certo trágico no “que fazer” pois ser livre para decidir
significa que não temos a escolha de não decidir – somos forçados a fazer escolhas.

As fatalidades – ou facticidades, como afirma Ortega y Gasset , que são as
circunstâncias – são dados que não podem ser prescindidos pela nossa consciência. As possibilidades correspondem ao futuro e isto denota a dramática contradição do homem.
Enquanto projeto, cada um de nós lança-se ao futuro e por isso a vida será decidir aquilo que seremos; daí o grande paradoxo do ser estar em constante via de realização. O repertório de possibilidades  – diferentemente das circunstâncias – não nos é dado, não se impõe como
necessário, mas, ao contrário, somente pode surgir enquanto produto da nossa imaginação.

Inventamos as nossas possibilidades.
A responsabilidade é uma consequência necessária, o  momento particularmente ético no qual assumimos a autoria das decisões e, sendo assim, a responsabilidade é assumir para si a decisão de ser responsável por si; o que Ortega y Gasset traduziu como sendo um pré-ocupar-se, ou seja, ocupar-se por antecipação do seu projeto mais íntimo e autêntico.

Pensamento do dia

IMG_6156

“Tem cuidado contigo. Sempre que à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em certas, lembra-te que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.
Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai onde ele te levar (…)”

Susanna Tamaro, Vai onte te levar o coração

(Foto: Castelo de Arraiolos)