Investigação: FQS 11

FQS, Vol 11, Janeiro 2010

Researching Risk: Narrative, Biography, Subjectivity

Karen Henwood, Nick Pidgeon, Karen Parkhill, Peter Simmons

<!–

Abstract

–>This article contributes to the development of methodological practices promoting greater epistemic reflexivity in risk research and in social science generally. Knowledge of the specific practices researchers will find useful cannot exist separately from any particular empirical project. Accordingly, we report on, and provide a reflective account of, the “nuclear risk” project that was part of the Social Contexts and Responses to Risk (SCARR) network in the UK (2003-2008). A key focus is exploring the value of narrative methods—especially narrative elicitation methods—for understanding people’s perceptions of, and ways of living with, risk. We credit our deployment of a narrative method with producing a rich form of data on risk-biography intersections, which have carried great significance in our analytical work on the way biographical experiences, dynamically unfolding through space and time, can be interrupted by risk events. Arguments from the literature on reflexive modernity are deployed to make the case for: researching risk in everyday life as a problematic in and of itself; placing concepts of risk-biography, risk-reflexivity and risk-subjectivity at centre stage; and finding ways to inquire into the social and psychic complexities involved in the dynamic construction and reconstruction of risk phenomena.

link PDF

Índice deste número

Anúncios

“Os estatutos do Homem”

Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Santiago do Chile, abril de 1964

imagem aqui

Dar aulas, ensinar e aprender são coisas diferentes….

O título é meu, mas inspirado por uma leitura trazida pela mão de JN

You can lecture, but can you teach?

Many newly appointed lecturers in the UK are now required to undertake a training course for teaching. As universities have been going strong for several hundred years without such courses, considerable controversy has arisen over this development. In response, I note a few anomalies, consider several objections, outline what I believe such a course should include, and comment on some implications.

First, the anomalies.

Many judicial, commercial, medical and university practices have their roots in the Middle Ages. However, whereas great changes have taken place in the first three of the above, there have been almost no changes in university teaching practices. Thus, the main form of teaching in universities is still lecturing, although nothing in 50 years of research on learning supports this approach. Imagine the same situation in medicine.

Here is another anomaly. It is generally agreed that people whose work affects the wellbeing of others must possess a qualification that attests to their competence to do this work. Thus anyone who prescribes a medication, fits a gas cooker or advises on investments must hold a relevant qualification. But there is one exception. People who teach at a university clearly affect the wellbeing of students, but they are not required to hold a qualification that attests to their competence to teach. Recall that having a qualification in a subject does not attest to one’s competence to teach it. Before long, we can expect a thoughtful student to bring a lawsuit against a university for offering a service – teaching – when its practitioners possess no qualification for offering that service.

Another anomaly: academics hold that if complex undertakings are to be understood, they must be studied, but few academics study their teaching in remotely the way they study the subject they teach. In short, academics hold that all complex undertakings require study, but not one of the complex things with which they are most engaged.

Here is a last anomaly. It’s generally agreed that we learn by experience, observation and reflection. It’s also agreed that the foregoing has limitations, and that we can often improve our practice if we attend a course and study the relevant evidence. But here again is an exception: university teaching. Lecturers, in the main, repeat what was done to them.

Next, some objections to training courses.

………….


de novo, Avatar

“James Cameron criou uma obra cinematográfica de excelência. “Avatar” é uma metáfora poderosa para os crimes hediondos cometidos pelo capitalismo contra a natureza e mais do que isso, os crimes cometidos pelas colonizações contra as culturas tradicionais. “Avatar” é uma forma inteligente e grandiosa de contar os encontros violentos entre os europeus e as culturas indígenas americanas e africanas. Portanto, Cameron não produziu um filme mas antes uma narrativa tridimensional dos originais choques civilizacionais. Poderoso. Comovente. Arrebatador. Revolucionário.”

Krontrastes

hei-de ir rever… Se ainda não viu, de que é que está à espera? Não deixe de ir….