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Revista Portuguesa de Cardiologia

volume 32, nº 2, Fevereiro 2013

Registo Nacional de Eletrofisiologia Cardíaca (2010 e 2011)

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Poesia, sempre

P1130921

III

Meço-me
Contra uma árvore alta.
Acho que sou muito mais alto,
Pois chego mesmo até ao sol,
Com os meus olhos;
E chego à praia do mar
Com os meus ouvidos.
Todavia não gosto
Do modo como as formigas rastejam
Para dentro e para fora da minha sombra.

wallace stevens
ficção suprema
trad. luísa maria lucas queiroz de campos
assírrio & alvim
1991

II – “Bioethics goes to the movie”: exemplos

Uma tríade dinâmica: filmes, ética e bioética

I – “Bioethics goes to the movie”: alguns exemplos

(O escafandro e a borboleta , 2007 ; Os descendentes, 2011; Mar adentro, 2004)

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Continuando o assunto, a escolha de hoje é um dos meus preferidos de sempre:

De quem é a vida afinal?, Whose life is it, anyway?,   realizado por John Badham, em 1981, com Richard Dreyfus, John Cassavetes e Christine Lahti.

Um filme sobre a recusa de tratamento (e não sobre a eutanásia, como há quem diga)

Juno, 2007

Artigo da Revista Bioethikos – “Juno: um filme multidisciplinar”

 

Do interessante: do menosprezo à ascensão de Ophiuchus

A pergunta que apetece é céptica: quantas crenças foram/são  «forjadas» por conveniências? Aos babilónios não interessavam treze?! …

O assunto: novo mapa do zodíaco. Não tem a ver «apenas» com horóscopos mas com mapa astral.

ARTIGO DA VISÃO

“A notícia caiu como uma bomba entre os aficionados dos signos: Os astrónomos do Minnesota Planetarium Society, nos EUA, redifiniram o calendário do zodíaco. Na prática, quer dizer que a maioria de nós pertence ao signo anterior ao que julgava. Se para muitos esta alteração nada representa, para outros o assunto é mais “grave”: “Se o meu signo afinal é Balança, o que é que eu hei-de fazer à minha tatuagem de Escorpião”, lia-se ontem no Twitter, onde esta questão foi precisamente a mais comentada do dia de quinta-feira. A confusão foi lançada por um artigo publicado no Minneapolis Star Tribune, que explicava que os antigos astrónomos da Babilónia basearam os signos na constelação na qual o Sol se encontrava no dia do nascimento. Só que, ao longo dos milénios, a força gravitacional da Lua terá feito a Terra oscilar no seu eixo, criando um salto de um mês no alinhamento das estrelas, lê-se na entrevista de um astrónomo do Minnesota Planetarium Society ao Star Tribune. Mas há mais: é que o artigo menciona também um 13º signo, que ficaria entre Escorpião e Sagitário, mas que vários astrónomos têm desvalorizado, dizendo que se refere a uma 13ª constelação (Ophiuchus), que teria sido posta de parte pelos babilónios, por quererem apenas 12 signos. Para os curiosos, fica o calendário, segundo a nova perspetiva:

Capricórnio: De 20 Janeiro a 16 Fevereiro
Aquário: De 16 Fevereiro a 11 Março
Peixes: De 11 Março a 18 Abril
Carneiro: De 18 Abril a 13 Maio
Touro: De 13 Maio a 21 Junho
Gémeos: De 21 Junho a 20 Julho
Caranguejo: De 20 Julho a 10 Agosto
Leão: De 10 Agosto a 16 Setembro
Virgem: De  16 Setembro a 30 Outubro
Balança: De 30 de Outubro a 23 Novembro
Escorpião: De 23 a 29 Novembro
Serpentário (Ophiuchus): De 29 Novembro a 17 Dezembro
Sagitário: De 17 Dezembro a 20 Janeiro”

2. Ophiucus
“Ophiuchus is a large constellation located around the celestial equator. Its name is Greek (Ὀφιοῦχος) for ‘serpent-bearer’, and it is commonly represented as a man grasping the snake that is represented by the constellation Serpens. Ophiuchus was one of the 48 constellations listed by the second-century astronomer Ptolemy, and it remains one of the 88 modern constellations. It was formerly referred to as Serpentarius English pronunciation: /ˌsɜrpənˈtɛəriəs/, a Latin word meaning the same as its current name.There’s the real facts …interesting that this constellation contains Barnard’s star the Third closest star to Earth and Kepler’s super nova that Galileo used to disprove Aristotle’s assertion that the Heavens were unchanging and unchangeable. It was ascribed to represent Asclepius who discovered immortality and whom Zues killed with a lightning bolt to keep Humans from becoming immortal under his care…. Oh and finally it is used by astrologers who practice the sidereal form (the original one) as the 13 th sign of the Zodiac usually depicted as a man holding a serpent or as Asclepius’ staff ,the rod wound with a snake that today represents Medical things.” The globe and mail

novo zodiaco_fev2013
Moral da História:
Ophiucus já lá estava – não foi contado, considerado. E agora afetou todo o mapa e, por arrasto, signos solares, ascendentes, signos lunares….
Para quem aprendeu os planetas com Plutão e os os signos com os doze, trata-se de fazer «refresh».
Mas o mais interessante é pensar no menosprezo, hoje vingado, do “Serpentário”!